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Aulas de violão 3ª parte  (AULAS DE VIOLÃO) escrito em terça 17 abril 2007 06:41

Harmonização (parte 05)
por Heberth A. Conceição

TÉTRADES (DISSONANTES)

Toda tétrade, como já vimos, têm como formação quatro graus. E esses graus seguem o mesmo padrão da tríade, ou seja, são notas empilhadas, que, de acordo com sua posição terão um nome específico.

Ex.:
A tétrade de Dó maior

Escala natural maior: DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
Começando da Tônica: MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
Começando da Terça: SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL
Começando da Quinta: SI – DÓ– RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI

Então vemos que a tétrade de Dó maior formada pelo empilhamento das notas, sequenciando de três em três graus, formamos um acorde maior com uma sétima maior.

C7M

Vamos analisar as tríades
Como já vimos, a tríade é formada por três graus (1º, 5º e 6º graus).
A tríade muda de nome de acordo com sua formação:
Para mudarmos sua formação devemos analisar os intervalos que existem entre um grau e outro.
Vejamos:

DÓ – DÓ# – RÉ – RÉ# – MI – FÁ – FÁ# – SOL – SOL# – LÁ – LÁ# – SI – DÓ

Como já podemos observar, a escala acima é uma escala cromática. Que é formada por semitons, e por ela ter começado em DÓ será chamada de escala cromática de DÓ MAIOR. Como mostra a tabela acima os graus dependem do acidente (# ou b) para serem identificados.
Se for # (sustenido) serão maiores ou aumentados
Se for b (bemol) serão menores ou diminutos.
Trabalhando com as tríades veremos que existem quatro tipos delas:
TRÍADE NATURAL

1ª) sendo:
DÓ: T (tônica)
MI: 3ª (Terça maior)
SOL: 5ª (Quinta maior)

TRÍADE MENOR

DÓ: T (tônica)
Mib: 3ª (Terça menor)
SOL: 5ª (Quinta maior)
TRÍADE AUMENTADA

DÓ: T (tônica)
MI: 3ª (Terça maior)
SOL#: 5ª (Quinta aumentada)

TRÍADE DIMINUTA

DÓ: T (tônica)
Mib: 3ª (Terça menor)
SOLb: 5ª (Quinta diminuta)

Vamos analisar agora as tétrades

A tétrade têm sua formação parecida e originária da tríade, só que com um grau a mais. Esse grau é justamente uma Terça maior (partindo da Quinta) exemplo:

Partindo da Tônica:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI

2 tons - então é uma Terça maior

Partindo do terceiro grau:
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ

1 tom e ½ - então é uma Terça menor

Partindo do quinto grau:
SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ

2 tons - então esta é uma Terça maior.

Empilhando as notas
DÓ–RÉ–MI–FÁ–SoL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL- LÁ–SI
MI–FÁ–SOL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ–SI-DÓ– RÉ
SOL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ–SI–DÓ– RÉ–MI–FÁ
SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ

nova seqüência partindo do sétimo grau.
Dessa forma nós temos as tétrades de Dó maior. E seus nomes serão:

As notas empilhadas ficam assim:

DO = MI = SOL = SI: DO c/ sétima Maior
RE = FA = LA = DO: RE Menor c/ sétima menor
MI = SOL = SI = RE: MI Menor c/ sétima menor
FA = LA = DO = MI: FA c/ sétima Maior
SOL = SI = RE = FA: SOL Maior c/ sétima menor
LA = DO = MI = SOL: LA Menor c/ sétima menor
SI = RE = FA = LA: SI Menor c/ quinta menor e sétima menor

 

Harmonização (parte 06)
por Heberth A. Conceição

Outros tipos de escalas:

CROMÁTICA
A escala cromática é formada por ½ e ½ tons, isto chama-se simetria, porque são distâncias iguais.

HEXAFÔNICA
Agora temos a escala hexafônica.

A escala hexafônica é formada de tom em tons:

DÓ – RÉ – MI – FÁ# - SOL# - LÁ# - DÓ

DIMINUTA

Formada de um tom e meio consecutivos:

DÓ – RÉ – MIb - MI- FÁ – SOLb – LÁb - SIbb – DÓ

PENTATÔNICA

A escala pentatônica origina-se da escala maior, na verdade é uma escala maior sem os 4º e 7º graus:

Exemplo:
Escala maior (modo Jônio)

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI

Escala pentatônica maior

DÓ – RÉ – MI – SOL – LÁ

Diz-se pentatônica porque é formada de apenas 5 graus.

Existem também as escalas harmônicas e melódicas

Estas escalas são muito usadas porque geram uma série importantes de novas combinações harmônicas. Mas para que se possa entender, preste atenção na explicação abaixo.

Toda escala maior têm uma outra escala dentro dela, que é uma escala menor. E essa escala têm sua formação baseada da mesma forma que a tríade. A essa escala damos o nome de escala relativa e que começa no sexto (6º) grau da escala natural maior. Veja no exemplo abaixo:

Escala natural maior de Dó maior

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
(– LÁ – )Aqui começa a escala relativa menor.

Então a escala relativa menor de Dó maior será:

LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ
1 t ½ t 1 t 1 t ½ t 1 t 1 t

Como você pode notar ela começa em Lá, portanto será a escala de Lá menor.

Mas voltando às escalas Harmônicas e Melódicas ...
Harmônicas
A escala harmônica é a mesma relativa, só que com o sétimo grau alterado. Ex.:

_______LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL #
Sendo__T___2ª M_3ªm__4J__5J___6m___7ªM

Analisando a escala:

LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL # – LÁ
1 t ½ t 1 t 1 t ½ t 1 t ½ t

Lembre-se que se a distância entre a Tônica e a Terça forem menor que dois tons a Terça será uma Terça menor, é o caso desta escala. Ela é uma escala menor por esta razão.
Lembre-se que se a distância entre a Tônica e a Quinta forem de três tons e meio a Quinta será uma maior. Neste caso a Quinta desta escala será uma Quinta maior.

Agora vamos empilhar as notas:
Partindo do primeiro grau:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ
Partindo do terceiro grau:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ
Partindo do quinto grau:
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI

Dispondo-os em ordem, a tríade de Lá menor será:

LA – DO – MI: lá menor
SI – RE – FA: si meio diminuto
DO – MI – SOL: do Maior
RE – FA – LA: re menor
MI – SOL – SI: mi menor
FA – LA – DO: fá Maior
SOL# - SI – RE: sol# diminuta
LA – DO – MI: lá menor

Agora o empilhamento para a descrição das tétrades:

Partindo do primeiro grau:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ
Partindo do terceiro grau:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ
Partindo do quinto grau:
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
Partindo do sétimo grau:
SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI– FÁ – SOL#

Dispondo-os em ordem, a tétrade de Lá menor será:

LA – DO – MI – SOL#: lá menor com sétima Maior
SI – RE – FA - LA: si meio diminuto
DO – MI – SOL# - SI: do Maior com 5 aumentada e sétima Maior
RE – FA – LA - DO: re menor com sétima e décima primeira aumentada
MI – SOL# – SI - RE: mi Maior com sétima Maior
FA – LA – DO - MI: fá Maior com sétima Maior
SOL# - SI – RE - FA: sol# diminuta
LA – DO – MI – SOL#: lá menor com sétima Maior

Se você observar nas escala gregas (Jônio, Dórico, Frígio, Lídio, Mixolídio, Aeólio e Lócrio), que estão na página 4, vai ver que a escala relativa menor chama-se Aeólio na escala de Dó maior. Mas devido à alteração que ela sofreu no sétimo grau (sol#), na Tétrade ela se chamará:

Aeólio7+ (Aeólio com sétima maior)
A sétima será chamada maior porque o sol é sustenido. Veja no quadro de graus na página 05. A escala harmônica então terá o nome de AEÓLIO7+.
Agora, se separarmos os modos, começando da harmônica (AEÓLIO7+), teremos os agrupamentos harmônicos da relativa menor de Dó, no nosso caso é a Lá menor (6º grau da escala de Dó):

LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ: modo AEÓLIO7+
SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI: modo LÓCRIO6
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ: modo JÔNIO5#
RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ: modo DÓRICO4#
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI: modo MIXOLÍDIO6b9b
FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ: modo LÍDIO9
SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI– FÁ – SOL# : ALT6/DIMINUTA
Veja só uma nova escala (ALT6/diminuta). Explicando-a:

Esta escala têm nome de escala diminuta (ALT significa alterado), então ela é uma escala diminuta alterada. Na verdade ela não é bem uma diminuta, e sim um arpegio diminuto. E o nome de diminuta é uma referência à tríade, o 7º grau dobrado bemol, conforme página 8 (DIMINUTAS). Primeiro vamos entender o termo ALT (ALTERADA). Diz-se tríade alterada quando uma tríade vem acompanhada de:

2b/9b que é 2ª menor/9ª menor
2/9 que é 2ª aumentada/9ª aumentada que também é uma 3ª menor
5b/11 que é 5ª diminuta ou 11ª aumentada que também é uma 5ª diminuta
5/13b
6b ou 6m que é Sexta menor

Daí conclui-se que ALT se refere à:

SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI– FÁ – SOL#
T__________3ªm______5ªdim____6ªm

Ou seja, neste acorde: modo que é o Sétimo grau da escala relativa menor, no caso uma escala harmônica, encontramos as características de ALT. Mas, simplificando, o ALT é uma escala que começa no 7º grau de uma escala relativa menor.

 

Harmonização (parte 07)
por Heberth A. Conceição

ESCALA MENOR MELÓDICA

A escala menor melódica é uma escala montada a partir da relativa menor, só que com os 6º e 7º graus aumentados. Veja no exemplo:

LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ# – SOL# – LÁ
1t ½ t 1t 1t 1t 1t ½ t

E seus intervalos são: T 2M 3m 4J 5J 6M 7M

Se você montar a escala natural de Lá maior verá que a única diferença que há entre a maior e a menor melódica é a Terça, que é maior na maior, e menor na menor melódica. Conclusão: para tornar um acorde maior em menor basta diminuir a sua Terça.

Campo harmônico da menor melódica

Tétrades

Graus:
LA – DO – MI – SOL#: dórico 7 +_____Am7+
SI – RE - FA# - LA: Frígio 6 _________Bm7
DO – MI – SOL# - SI: Lídio 7/5#______C7/5#
RE – FA# - LA – DO: mixolidio 4#____D7
MI – SOL# - SI – RE: mixolidio 6b____E7
FA# - LA – DO – MI: Locrio 9_______F#º
SOL# - SI – RE – FA#: Superior IO ou ALT7____G#º

Vamos agora trabalhar com as escalas gregas. Combinando-as.

Dispondo as escalas gregas, temos (as maiores):

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ: modo Jônio
RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ: modo Dórico
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI: modo Frígio
FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ: modo Lídio
SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL: modo Mixolídio
LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL– LÁ: modo Aeólio
SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL– LÁ– SI: modo Lócrio

 

Harmonização (parte 08)
por Heberth A. Conceição

REPRESENTAÇÕES – SINAIS GRÁFICOS

Para representar os acordes foram criados sinais. As cifras (nome dos acordes) são identificadas por letras.

A B C D E F G
Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol

E sinais como:
M - maior
+ - maior (quando estiver na frente dos 7º e 14º graus) e aumentada quando estiver na frente dos demais graus ou acordes (cifras).
– - menor
m - menor
acorde
sus à  suspenso
º diminuto (quando estiver na frente de cifras) e grau (quando estiver na frente de números que representam os graus da escala.
# - sustenido
b - bemol
x - duplo sustenido (natural da escala)
bb - duplo bemol (natural da escala)
( ) - atenção !
(add) - acorde que não contém um dos graus que compõe a tríade, suprimida temporariamente durante a execução. Ex.: Dadd (Fá# - Lá)
Ø - meio diminuto. (tríade diminuta que contém o sétimo grau menor)
/ acorde com baixo ou estrutura alterada. Ex.: D (Ré – Fá# - Lá) estrutura normal D/A (Lá – Ré – Fá#) estrutura alterada (graus invertidos).

Transposição:

Transposição é quando queremos transportar uma música, tocada em um acorde qualquer, para ser tocada em outro acorde. Exemplo:

Temos uma música tocada em C (dó maior) e queremos toca-la em E (mi maior)

Então conte quantos tons tem de C a E Dois tons

Escala do acorde da música:

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ

Escala que queremos tocar:

MI – FÁ# – SOL# – LÁ – SI – DÓ#– RÉ#– MI

Acordes comuns (exemplo) na música tocada em Dó maior

C7+ G/B C5+ Am Am/G F7+ G7 C7 F G E Dm7 G#7+ Gm7

Contando dois tons (isto vale para todos os acorde comuns).

C7+ = E7+
G/B = B7+
C5+ = E5+
Am = C#m
Am/G = C#m/B
F7+ = A7+
G7 = B7
C7 = E7
F = A
B = B
E = G#
Dm7 = F#m7
G#7+ = C7+
Gm7 = Bm7

MODULAÇÃO:

Modulação é quando uma música é tocada usando os acordes que pertencem ao campo harmônico do acorde usado, e num determinado trecho a melodia da música exige um outro acorde, que pertence ao campo harmônico de outro acorde.

 

Harmonizando a escala Maior Natural
por Heberth A. Conceição

Nesta aula nós iremos aprender a harmonizar a escala maior natural; para que você consiga entender o assunto com profundidade é preciso que se tenha um bom conhecimento das escalas naturais e uma noção de acordes.

Essa parte do curso nos leva para a área de harmonia e improvisação que nos da a possibilidade de mostrar até onde vai a nossa criatividade, ou seja, é quando deixamos de fazer o que está no papel e mostramos um pouco de nosso talento e ousadia, pois não basta ler; temos que criar situações.

O primeiro passo é escrever a escala maior com os graus (neste caso usaremos a escala modelo: Dó maior)

I-II-III-IV-V-VI-VII-VIII --> graus
C-D-E-F-G-A-B-C --> notas

Em seguida selecionamos o primeiro, terceiro, quinto e sétimo graus (tétrades) e a partir de cada nota que encontramos continua-se a escala sem acrescentar nenhuma dissonante, como na.

Vamos começar a harmonizar as notas começando pela primeira coluna, Encontramos C-E-G-B, (tônica, terça maior, quinta justa e sétima maior) acorde de: C7M.

O mesmo deverá ser feito com as demais colunas.

I ----> C D E F G A B C
III --> E F G A B C D E
V ---> G A B C D E F G
VII--> B C D E F G A B

Resultado da Harmonização:

--> C7M | Dm7 | Em7 | F7M | G7 | Am7 | Bm7 (b5) | C7M |

Este conjunto forma o que se denomina de campo harmônico, no caso o de C. O importante nisto é que os acordes de um mesmo campo harmônico soam bastante bem quando tocados uns com os outros e, por isto mesmo, são comumente utilizados na composição musical.

É evidente que a seqüência acima reflete apenas o campo harmônico de C. Portanto, agora resta aplicar este mesmo principio com todas as 12 notas musicais.

 

O uso da mão direita e esquerda
por Heberth A. Conceição

Existem posições e definições diferentes para os dedos das duas mãos. Pra começar vou passar alguns exercícios para você entender o funcionamento da mão direita.

- Mão direita

E responsável pela execução do rítimo da música, fazendo as batidas os dedilhados, etc... Normalmente usamos os dedos Polegar, Indicador, Médio e Anular. O dedo Mindinho só e usado em técnicas mais avançadas. Para facilitar os estudos classificamos os dedos da mão direita como:

P - Polegar
I - Indicador
M - Médio
A - Anular

A mão direita deverá cair sobre a boca do violão fazendo uma espécie de concha.
É importante colocar a mão de maneira espontânea sem forçar e sem retesar os nervos.

Um exercício muito simples de dedilhado para mão direita. Neste primeiro exercício não use a mão esquerda, toque com as cordas soltas.

P - Polegar atinge a 6ª, 5ª ou 4ª cordas
I - Indicador atinge a 3ª corda
M - Médio atinge a 2ª corda
A - Atinge a 1ª corda (corda mais fina)

Dedilhado: P I M A

Primeiro toque com o polegar a 6ª corda;
Agora toque com o indicador a 3ª corda;
Depois toque com o médio a 2ª corda;
Finalmente toque com o anular a 1ª corda;

Repita alternado o polegar hora na 4ª, 5ª e 6ª cordas.

Lembrando que você deve sempre manter um ritmo, ou seja o mesmo tempo que você leva quando tocar com o primero dedo para o segundo, deve ser igual para todos.

- Mão Esquerda

E respomsável por executar os acordes e sequências das notas músicas.
O polegar e colocado na parte de trás do braço e os demais dedos sobre as cordas na parte da frente. Estes quando tocam as notas, devem fazê-lo apertando as cordas um pouco antes dos trastes (no meio da casa).

Os dedos da mão esquerda são classificados através de números, onde:

1 - Indicador
2 - Médio
3 - Anular
4 - Mínimo

No nosso estudo o acorde será representado por um gráfico que representa uma reprodução do braço do violão. As linhas horizontais representão as cordas e as linhas verticais são os trastes, veja abaixo um exemplo de acorde:

C (Acorde de Do Maior)

|-----|-----|-----|:E
b |--3--|-----|-----|:A
|-----|--2--|-----|:D
. |-----|-----|-----|:G
. |-----|-----|--1--|:B
. |-----|-----|-----|:e

Veja no gráfico a representação dos trastes, casas e cordas:

|-----|-----|-----|:E
|-----|-----|-----|:A
|-----|-----|-----|:D
|-----|-----|-----|:G
|-----|-----|-----|:B
|-----|-----|-----|:e <- cordas

^ ^
| |
Trastes Casas

Em acordes que são posicionados acima da 3ª casa será indicado o número da casa na parte superior do gráfico (3º Tr.).

3ª 2ª 1ª casas
|-----|-----|-----|:E
|-----|-----|-----|:A
|-----|-----|-----|:D
|-----|-----|-----|:G
|-----|-----|-----|:B
|-----|-----|-----|:e
3º 2º 1º trastes

As letras a direita representam as cordas do instrumento:

|-----|-----|-----|:E -> 6ª Corda Mi (mais grossa)
|-----|-----|-----|:A -> 5ª Corda La
|-----|-----|-----|:D -> 4ª Corda Re
|-----|-----|-----|:G -> 3ª Corda Sol
|-----|-----|-----|:B -> 2ª Corda Si
|-----|-----|-----|:e -> 1ª Corda Mi (mais fina)

A letra b e os três pontos no lado esquerdo do gráfico representam os dedos da mão direita posicionados sobre as cordas. O b indica o dedo polegar chamado de BAIXO que é a nota mais importante do acorde. A nota do baixo (polegar) varia entre as cordas 4, 5 e 6 do instrumento, de acordo com o acorde executado.

|-----|-----|-----|:E
b |-----|-----|-----|:A
|-----|-----|-----|:D
. |-----|-----|-----|:G
. |-----|-----|-----|:B
. |-----|-----|-----|:e

Poderiamos substituir a letra b e os pontos pela classificação da mão direita, veja:

|-----|-----|-----|:E
P |-----|-----|-----|:A
|-----|-----|-----|:D
I |-----|-----|-----|:G
M |-----|-----|-----|:B
A |-----|-----|-----|:e

Polegar -P Atinge a Corda 5 que é chamado de Baixo
Indicador -I Atinge a Corda 3
Médio -M Atinge a Corda 2
Anular -A Atinge a Corda 1

Os números dentro das casas representão o posicionamento dos dedos da mão esquerda em suas devidas cordas:

C (Acorde de Do Maior)

|-----|-----|-----|:E
b |--3--|-----|-----|:A
|-----|--2--|-----|:D
. |-----|-----|-----|:G
. |-----|-----|--1--|:B
. |-----|-----|-----|:e

Lembrando que:

1 - Indicador
2 - Médio
3 - Anular
4 - Mínimo

Exercício com o primeiro acorde. Neste exercício usaremos as duas mãos. Monte o acorde de Do maior com a mão esquerda.

C (Acorde de Do Maior)

|-----|-----|-----|:E
b |--3--|-----|-----|:A
|-----|--2--|-----|:D
. |-----|-----|-----|:G
. |-----|-----|--1--|:B
. |-----|-----|-----|:e

Com a mão direita execute o dedilhado (P I M A) do primeiro exercício. Aprenda outros acordes e tente tocar uma sequência de acordes usando este dedilhado.

Glossário

Trastes - São os filetes de metal que dividem o braço do instrumento em várias casas consecultivas;

Casas - São os espaços compreedidos entre os trastes consecutivos. É nestes espaços que estão localizadas as notas musicais. As casas são contadas, no sentido da cabeça do violão para a caixa do violão;

Boca (tampo) - Orifício localizado no corpo do violão por onde o som se propaga;

Baixo - O baixo tem função de reforçar harmoniosamente as notas graves dos acordes.

Acorde - É a produção de varios sons simultâneos obtidos da combinação de varias notas. Todo acorde é formado pôr três ou mais notas.

1º Tônica 2º Terça 3º Quinta 4º Dissonância

Na maior parte dos acompanhamentos , o baixo utiliza a tônica como a nota preponderante, portanto as outras notas podem ser utilizadas para fazer um desenho melódico, e com isso obter um resultado mais colorido no acompanhamento....

 

Os Tetracordes da Escala Maior
por Heberth A. Conceição

Tetracorde é uma escala de quatro notas contidas no limite do quarto grau.
Os tetracordes eram usados para construir melodias na música grega antiga. Existiam três tipos de tetracordes gregos:

Diatônico, com intervalos de:
Semitom - Tom - Tom
Cromático, com intervalos de:
Semitom - Semitom - Tom e meio
Enarmônico, com intervalos de:
Quarto de tom - Quarto de Tom - 2 tons

O tetracorde da escala maior é diferente daqueles usados na Grécia antiga e consiste nos seguintes intervalos:

TOM - TOM - SEMITOM

Exemplos:

Tetracorde de Fá:
Fá - Sol - Lá - Sib
Tetracorde de Dó:
Do - Ré - Mi - Fá
Tetracorde de Sol:
Sol - Lá - Si - Dó
Tetracorde de Ré:
Ré - Mi - Fá# - Sol
Tetracorde de Lá:
Lá - Si - Dó# - Ré

Para a construção do tetracorde seguimos as mesmas regras para a construção das escalas diatônicas, não havendo repetição do nome da nota e nem saltos para outra nota que seja a próxima da ordem gradual (exemplo: dó ré mi fá sol lá si dó ...)

Veja abaixo o quadro com os tetracordes:

Tetracorde de Dó- Do Ré Mi Fá
Tetracorde de Sol- Sol Lá Si Dó
Tetracorde de Ré- Ré Mi Fá# Sol
Tetracorde de Lá -Lá Si Dó# Ré
Tetracorde de Mi- Mi Fá# Sol# Lá
Tetracorde de Si- Si Dó# Ré# Mi
Tetracorde de Fá #-Fá# Sol# Lá# Si
Tetracorde de Dó # -Dó# Ré# Mi# Fá#
Tetracorde de Sol #- Sol# Lá# Si# Dó#
Tetracorde de Ré #- Ré# Mi# Fá x Sol#
Tetracorde de Fá- Fá Sol Lá Sib
Tetracorde de Si b -Sib Dó Ré Mib
Tetracorde de Mi b- Mib Fá Sol Láb
Tetracorde de Lá b- Láb Sib Dó Réb
Tetracorde de Ré b- Réb Mib Fá Solb
Tetracorde de Sol b- Solb Láb Sib Dób
Tetracorde de Dó b- Dób Réb Mib Fáb
Tetracorde de Fá b- Fáb Solb Láb Sibb
Tetracorde de Si bb- Sibb Dób Réb Mibb

 

Postura
por Heberth A. Conceição

Para o violão popular não há uma posição padrão como há no violão clássico. Sentado o violinista apóia o violão sobre a perna esquerda, que devera estar apoiada em banquiho de mais ou menos vinte centímetros. O dedo polegar da mão esquerda deve permanecer sempre que possivel no centro do braço do violão.

Mas devemos observar algumas coisas necessárias a um melhor desempenho futuro. Se por acaso você quiser tocar de pé, será necessário que você adquira uma correia, que você poderá comprar em qualquer casa de venda de instrumentos musicais, esta correia deve ser bem larga para evitar que tenhamos dificuldades em permanecer durante um tempo muito longo com o instrumento pendurado devido a dores no ombro.

Segure o instrumento de forma que sua coluna permaneça reta, ou seja, evite curvar-se para ver as casas no braço do violão, e se você ainda vai realizar compra de um violão, observe que em alguns violões os botões ficam na parte superior do braço justamente para que você localize as casas sem ter que olhar diretamente para as casas. Quando tocar sentado evite se apoiar sob o violão, permaneça com a coluna reta sempre evitando olhar para o braço do violão.

 

Preparações – Parte I
por Hberth A. Conceição

1.Introdução
2. Função dominante
2.1. Dominante primário
2.2. Dominantes secundários
2.3. O acorde V7 4
3.Tensões
4. Exemplos
5. Na prática
1.Introdução

As preparações são uma parte que considero importante na harmonia de uma música. Por isso nessa série de textos procurarei demonstrar de forma prática o uso das preparações.

2. Função dominante

É uma função de sentido suspensivo e pede resolução na tônica. O acorde principal da função dominante é o V grau. Isso acontece porque os acordes com sétima possuem duas notas, que entre elas existe um intervalo de três tons, conhecido como trítono, que fica entre a terça maior e a sétima menor.

Ex:

C7 – dó – mi – sol – sib

Onde mi (terça maior) e sib (sétima menor) formam o trítono.

Uma curiosidade sobre o trítono é que ele já foi chamado de “diabolus in musica”, devido a sua sonoridade dissonante e instável. Vejamos a utilização de dois tipos de acordes com função dominante: dominante primário e dominante secundário.

2.1 Dominante primário

É o acorde mais usado para preparar-se a tônica, tanto no acorde maior como no menor.

Ex:

V7____I____V7_____Im
G7___C____G7_____Cm

2.2 Dominantes secundários

São os dominantes dos demais graus diatônicos.

Ex.

V7/III IIIm__________V7/IV_____IV
B7____Em___________C7________F

2.3 O acorde V7 4

Geralmente é muito comum o uso do acorde sétima com quarta suspensa, principalmente com o acréscimo da nona. Talvez você mesmo já tenha o utilizado, só que geralmente ele é escrito de uma forma simplificada.

Ex.

G7 4 (9) --à F/G

3. Tensões

As tensões (9), (13) e (9 13) são usadas quando se prepara um acorde maior e (b9) e (b9 b13) quando se prepara uma tônica menor, mas como efeito surpresa qualquer tensão é válida, desde que não haja conflito com a melodia harmonizada. Conheço um amigo que gosta muito de usar a quinta aumentada (#5), por exemplo. Eu gosto de usar a nona menor (b9) e também a nona menor e a décima terceira (b9 13).

4. Exemplos

a) | C7M | Am7 | Dm7 | G7 | C7M |

b) | C7M | Am7 | Dm7 | F/G | C7M | * F/G = G7 4 (9)

c) | C7M | A7 (b9 b13) | Dm7 | F/G G7 (b9) | C7M |

d) | C7M | E7 | Am7 | D7 | G7 (13) | C7M |

e) | C7M | Am7 | Dm7 | G7 | F/A G/B | C7M |

f) | C7M | B7 | Em7 | A7 | Dm7 | D7 | G7 | C7M |

5. Na prática

“Atirei o pau no gato”

| F7M | Am7 (11) D7 (b9) | Gm7 C7 (13) | F7M F7 | Bb7M |

| Am7 (11) D7 (b9) | Gm7 C7 (b9 13) | F7M |

    Preparações – Parte II
por Heberth A. Conceição

1.Introdução
2.O Sub V7
3.II Cadencial
4. Exemplos
5. Na prática

1.Introdução

No primeiro texto falamos sobre a função dominante. Neste texto veremos um outro tipo de acorde que também possui função dominante, o Sub V7, e veremos um acorde com outra função, o II cadencial, que apresenta função subdominante.

2. O Sub V7

Sub V7 quer dizer substituto da sétima dominante e é encontrado sobre o II grau abaixado, isto é, um semitom acima do acorde de resolução. O Sub V7 resolve tanto no acorde maior quanto no menor.

Ex:

Sub V7______I___________Sub V7______Im
Db7________C___________Db7________Cm

O Sub V7 dos demais acordes diatônicos são denominados de Sub V7 secundários.

Ex:

__I____Sub V7/IV IV VIm7 Sub V7/V V7 I7M
|| C | Gb7 (#11) | F | Am7 | Ab7 | G7 | C7M ||

3. II Cadencial

A cadência harmônica autêntica é caracterizada pelas funções subdominante, dominante e tônica. A função subdominante se apresenta de forma intermediária entre as funções tônica e dominante. Um exemplo de cadência autêntica: IIm V7 I. Como o IIm é parte da cadência, daí o nome II Cadencial.

Ex:

IIm7 V7 I V7/III IIIm V7/II IIm7 V7 I

|| Dm7 G7 | C | F#m7 B7 | Em A7 | Dm7 G7 | C ||

4. Exemplos

a) | C7M | Em7 A7 | Dm7 | G7 | C7M |

b) | C7M | F#m7 B7 | Em7 | Dm7 G7 | C7M |

c) | C7M | Eb7 (9) | Dm7 | G7 | C7M |

d) | C7M | Bm7(11) Bb7(#11) | Am7 | Dm7 G7 | C7M |

5. Na prática

“Atirei o pau no gato”

| F7M | Am7 (11) Ab7 (#11) | Gm7 C7 (b9 13) | F7M Cm7 F7 (13) |

| Bb7M Bm7 E7 (b9) | Am7 (11) D7 (b9 b13) | Gm7 C7 (b9 13) | F7M |
 

Teoria das escalas
por Heberth A. Conceição

Como descrito na introdução, harmonia é um conjunto de sons...

Começaremos estudando as escalas musicais:

O que é uma escala?

Escala é uma seqüência de notas que seguem uma orientação, baseada em uma nota principal, a TÔNICA.

Bom, mas antes de entrarmos a fundo nesse assunto, é necessário vermos tom e semi-tom:

Tom é o espaço que existe entre uma nota e outra. É formado de dois semi-tons.

Semi-tom é o espaço mínimo que existe entre uma nota e outra em uma escala. Na verdade isso não é inteiramente verdade. Um semi-tom pode ser dividido em nove unidades denominada "COMA". O coma é a medida mínima do som. E daí se explica a desafinação de um instrumento ou voz. Se em um intervalo de um tom (2semi-tons) não se elevar ou diminuir som em EXATAMENTE 2 semi-tons ( ou seja, 18 comas) ocorre a desafinação.

Exemplo:

De DÓ para RÉ são dois semi-tons. Mas e a nota que está entre elas?

Sustenido (#): é a alteração, ou elevação ascendente de um semi-tom a uma nota. EX.: DÓ-DÓ#. Elevou-se a nota DÓ i um semi-tom.

Bemol (b): é a alteração, ou diminuição descendente de um semi-tom a uma nota. EX.: RÉ-RÉb. Diminui-se a nota RÉ i um semi-tom.

OBS.: MI# e SI# "teoricamente" não existem. Isso não é verdade e será explicado mais a frente.

Para se formar uma escala, usa-se a seguinte fórmula:

T- t - t - st -t - t - t -st

T=> tônica t=> tom st=> semi-tom

Explicando:

Tomando a nota básica ( T ), anda-se um tom, depois outro tom, depois um semi-tom,..., e por último outro semi-tom, retornando à tônica.

Exemplo:

Tomando como tônica a nota DÓ, deve substituir na letra T. Substituindo:

DÓ-RÉ-MI-FÁ-SOL-LÁ-SI-DÓ.

Entendendo:

De DÓ para RÉ existe um tom( DÓ-DÓ#-RÉ).

De RÉ para MI existe um tom( RÉ-RÉ#-MI).

De MI para FÁ existe um semitom( MI-FÁ), já que teoricamente MI# não existe.

E assim por diante.

Daí para frente é só usar a formulazinha e substituir a tônica pela nota da escala desejada.

Exemplo:

Escala de FÁ. Substituindo:

FÁ- SOL- LÁ- SIb- DÓ-RÉ-MI-FÁ

De FÁ para SOL existe um tom (FÁ-FÁ#-SOL)

De SOL para LÁ existe um tom (SOL-SOL#-LÁ)

Agora vem a pergunta: porque é SIb e não LÁ#? Não é a mesma coisa?

R.: Ao ouvido é a mesma coisa sim. Mas na hora de se ler uma partitura de uma música em FÁ jamais você vai encontrar um LÁ#.

Treine isso e faça com as outras escalas.

Explicação

Geralmente o pessoal acha que escalas é muito fácil e aprende de qualquer jeito, isto é, aprende errado. Agora vou mostrar o porquê do MI# e SI#.

O "x"da questão é o seguinte: as pessoas não sabem que é OBRIGATÓRIO as escalas terem todas as 7 notas musicais(C,D,E,F,G,A,B). Mas como assim? Veja o exemplo (agora na nomenclatura de CIFRA)

ESCALA DE DÓ:

C, D,E,F,G,A,B,C

Simples certo. Tem todas as notas musicais de C a C. Agora a escala de D:

D,E,F#,G,A,B,C#.D.

Bom ainda está fácil, certo? Tem todas as 7 notas musicais de novo.Agora mais uma, a de E:

E,F#,G#,A,B,C#,D#,E

Sem mistério. Agora já muda uma pouco com a de F. Responda: qual está certa?

Essa: F,G,A,A#,C,D,E,F;

ou essa: F,G,A,Bb,C,D,E,F;

Ou as duas estão certas?

Se você acha que é a primeira, você pensou como muitos por aí, A certa é a 2ª e só a 2ª. Por que?

R.: é como eu já havia dito: TODAS AS ESCALAS DEVEM TER TODAS AS NOTAS MUSICAIS.

Explicação:

Na escala de F, seguindo a nossa fórmula, vemos que da terceira para a quarta nota deve haver um intervalo de apenas meio tom. No caso A(3º) para supostamente A#(st). Por que não pode ser A#? Simples: porque já tem uma nota A na escala, não pode haver outra, porque senão iria faltar uma das notas musicais, no caso a nota B. Então ao invés de usarmos A# devemos usar Bb, que é sonoricamente a mesma coisa.

Uma coisa deve ser muito bem entendida: INDEPENDENTE DE SER SUSTENIDO OU BEMOL, A NOTA LÁ SEMPRE VAI SER LÁ (A, Ab, A#). O MESMO VALE PARA QUALQUER OUTRA NOTA MUSICAL. Por exemplo (pra não restar mais dúvida):

C, Cb e C# TODAS são Dós. Então se uma escala se estiver faltando a nota DÓ vai ser dessas três. Mas a verdade é que existem ainda mais outros dois símbolos que alteram a elevação do som de uma nota.

x (na verdade é um "x" um pouco diferente, mas este serve): este é o DOBRADO SUSTENIDO. Altera i dois st ascendentes a nota.

bb: DOBRADO BEMOL. Altera i dois st descendentes a nota.

Agora o E# e o B#:

Agora que você já entendeu a colocação acima( se não entendeu volte e entenda) tente fazer a escala de C#. TENTE!

Bom, pra começar use a nossa fórmula. Você, logicamente, deve ter percebido que se na escala de C nenhuma nota era sustenida agora todas vão ser.

Antes era: C,D,E,F,G,A,B,C.

Agora sustenizando todas as notas teremos:

C#,D# e...... não tem jeito; tem que ser E#! Depois F#, G#, A#, e.......B#.

Pronto!

Agora outro exemplo simples:

ESCALA DE D#:

D#, E#......, e agora? Antes o F já era sustenido. Só resta usar o DOBRADO SUSTENIDO! Então fica:

D#,E#,Fx,G# A#, B# e por fim Cx

O mesmo se aplica à escala de Fb:

FB, Gb, Ab, e......Bbb, Cb,Db,Eb,Fb.

Este assunto é muito importante, se você o entender bem não terá dificuldade nas próximas lições, pois elas estão todas baseadas neste teoria.

 

Tonalidade e Escalas - Definições
por Heberth A. Conceição
Nesta aula iremos apenas abordar definições básicas sobre escalas e tonalidades que mais adiante estudaremos cada assunto mais detalhadamente.

Tonalidade

Tonalidade é o fenômeno harmônco e melódico que rejem a formação das escalas, é o conjunto de sons que relacionam com uma nota tônica.

A Tônica é a nota de resolução principal na escala, sendo o centro tonal e melódico da tonalidade. A Tônica é a primeira nota da escala (Primeiro grau), a qual dá o nome à escala.

Escala, como já vimos anteriormente, é o conjunto de notas organizadas em ordem gradual de altura ascendente ou descendeste.

Existem muitos tipos de escalas usadas na nossa música tais como: Exóticas, Bebop, Símétricas, Pentatônicas, Hexatônias, Blues, etc. Entre muitas outras existentes em outras culturas musicas.

As principais escalas e bases para o nosso estudo de tonalidade são as Diatônicas e Cromáticas.

Escala Cromática

A escala cromática é composta por intervalos de semitons, ou seja de meio em meio tom (como vimos na aula anterior), podendo ser temperada (em instrumentos de afinação no sistema temperado) ou harmônica ( em instrumentos de som não fixos).

Escala Diatônica

A Escala Diatônica é composta por intervalos de tons e semitons diatônicos. É a escala da tonalidade, por exemplo a escala diatônica de Dó maior é a escala no tom de Dó maior. É mais comum ser chamada apenas de escala maior (Tonalidade Maior) ou escala menor (Tonalidade Menor).

As Escalas Diatônicas podem ser: Maior, Menor (primitiva), Menor Harmônica e Menor Melódica.

Escalas Relativas

As Escalas Relativas são aquelas que possuem o mesmo conjunto de notas. Sempre uma maior será relativa de uma menor e vice-versa. Por exemplo: Dó maior é relativo de Lá menor e Lá menor é relativo de Dó Maior, porque estas duas escalas possuem as mesmas notas.

Exemplo:
Notas da escala de Dó Maior: Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si
Notas da escala de Lá Menor: Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol

Veja abaixo as escalas relativas: Dó Maior <===> Lá Menor

Ré b Maior <===> Si b Menor
Ré Maior <===> Si Menor
Mi b Maior <===> Dó Menor
Mi Maior <===> Do # Menor
Fá Maior <===> Ré Menor
Sol b Maior <===> Mi b Menor
Sol Maior <===> Mi Menor
Lá b Maior <===> Fá Menor
Lá Maior <===> Fá # Menor
Si b Maior <===> Sol Menor
Si Maior <===> Sol # Menor

Escalas Homônimas

Escalas Homônimas são aquelas que possuem o mesmo nome, ou seja, possuem a mesma tônica.
Exemplo: Dó Maior é homônima de Dó Menor

Escalas Enarmônicas
Escalas Enarmônicas são aquelas que possuem o mesmo som, mas com notação diferente. Exemplo:
Escala de Fá # Maior - Fá # - Sol # - Lá # - Si - Dó # - Ré # - Mi #
Escala de Sol b Maior - Sol b - Lá b - Si b - Dó b - Ré b - Mi b - Fá

  

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Aulas de violão 3ª parte

  • mailtoMARY

    Seg 08 Dez 2008 20:20

    BAH EU ACHO QUE TO INTENDENDO TU EXPLICA BEM!!!
    EU SO INICIANTE !!!
    EM OTRO BLOG OS CARAS PULARAM MUITA COISA QUE EU ACHO QUE PRA UM INICIANTE E DIFICIL ENTENDER

    VALEU!!!