Curso Básico de Violão (parte
08)
por Heberth A.
Conceição
Guia de introdução
ao estudo da música para violão
Capítulo 18:Agilidade nos Dedos
Estamos de Volta! A partir de agora entraremos na fase final do
Curso de Violão. Nossa intenção não
é apresentar aqui uma infinidade de assuntos pra fazer com
que você iniciante se confunda e sim apresentar de forma
resumida e básica todo um estudo do Violão para que
você saia daqui tocando alguma coisa da melhor forma
possível.
. Bem, mas nesse capítulo tentaremos dar início a uma
série de atividades para que você adquira mais
agilidade nos dedos e nas mãos. Pois lembre-se: Pra
você solar, fazer pestanas e acordes complicados é
importantíssimo que sejá bastante ágil.
Veja abaixo os exercícios que proponho.
Então aí estão :
Este 1° exercício é puramente de
digitação.
Use os dedos 1, 2, 3 e 4 (mão esquerda) alternando a ordem
em que eles são tocados. Na mão direita, use os dedos
I , M e A.
Exemplo:
----------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------
----------------------------------------(1)--(4)--(2)--(3)
--------------------(2)--(3)--(4)--(1)--------------------
(1)--(3)--(2)--(4)----------------------------------------
Continue o exercício trocando a ordem dos dedos.
Tente as seguintes combinações:
1 2 4 3 2 1 3 4 3 1 2 4 4 1 2 3
1 3 4 2 2 1 4 3 3 1 4 2 4 1 3 2
1 4 3 2 2 3 1 4 3 2 1 4 4 2 1 3
Dica
Faça uma série da 6ª corda até a 1ª
indo do começo ao fim do braço do violão.
Comece lentamente e vá aumentando gradativamente a
velocidade à medida que não haja erros.
Voltando agora para a mão direita, faça o
seguinte:
Deixe as cordas soltas e toque dessa maneira
----------A----
-------M-------
-----I---------
---------------
---------------
-P-------------
Toque o polegar na 6° corda e depois seguidamente os dedos I,
M, e A nas 3°, 2° e 1° cordas respectivamente.
O Polegar é tocado de cima para baixo e o restante dos dedos
de baixo para cima, "puxando" as cordas.
Dica
Quando tocar o Polegar faça como se estivesse "empurrando" a
corda para frente e não apertando-a para baixo.
Toque primeiro o polegar na 6° corda mas depois faça o
exercício usando a 5° e 4° cordas.
Comece lentamente e aumente a velocidade quando estiver
seguro.
Tente manter um ritmo ao fazer esse exercício.
Faça também desta maneira:
P I M A M I
Partiremos então para a escala maior:
Outras digitações: Em E (Mi Maior)
-----------------------------------------------2--4--5-----
--------------------------------------2--4--5--------------
-----------------------------1--2--4-----------------------
--------------------1--2--4--------------------------------
-----------0--2--4-----------------------------------------
--0--2--4--------------------------------------------------
Este próximo é em C(dó Maior) e está
dividido em terças, toque uma nota e a próxima
será uma terça acima dela.
--------------------------------------------------------
--------------------------------------------------3---5-
-----------------------------2----4---2---5----4----5---
------2------3---2---5---3-----5------------------------
-3-------5----------------------------------------------
--------------------------------------------------------
Faça esses dois últimos exercícios em todos os
tons indo e voltando
Dedos Mais
Ágeis
por Heberth A.
Conceição
Nesta semana iremos "atacar" o
instrumento com todos os dedos!!!
Preparei vários exercícios para deixar os dedos mais
ágeis e a musculatura da mão mais preparada para o
violão.
Então aí estão :
Este 1° exercício é puramente de
digitação.
Use os dedos 1, 2, 3 e 4 (mão esquerda) alternando a ordem
em que eles são tocados. Na mão direita, use os dedos
I , M e A.
Exemplo:
--------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------
--------------------------------------(1)-(4)-(2)--(3)-
------------------(2)-(3)-(4)--(1)---------------------
(1)-(3)-(2)-(4)----------------------------------------
Continue o exercício trocando a ordem dos dedos.
Tente as seguintes combinações:
1 2 4 3
1 3 4 2
2 1 3 4
2 1 4 3
2 3 1 4
3 1 2 4
3 1 4 2
3 2 1 4
4 1 2 3
4 1 3 2
4 2 1 3
Dica: Faça uma série da 6ª corda até a
1ª indo do começo ao fim do braço do
violão. Comece lentamente e vá aumentando
gradativamente a velocidade à medida que não haja
erros.
Voltando agora para a mão direita, faça o
seguinte:
Deixe as cordas soltas e toque dessa maneira
----------A----
-------M-------
-----I---------
---------------
---------------
-P-------------
Toque o polegar na 6° corda e depois seguidamente os dedos I,
M, e A nas 3°, 2° e 1° cordas respectivamente.
O Polegar é tocado de cima para baixo e o restante dos dedos
de baixo para cima, "puxando" as cordas.
Dica:
Quando tocar o Polegar faça como se estivesse "empurrando" a
corda para frente e não apertando-a para baixo.
Toque primeiro o polegar na 6° corda mas depois faça o
exercício usando a 5° e 4° cordas.
Comece lentamente e aumente a velocidade quando estiver
seguro.
Tente manter um ritmo ao fazer esse exercício.
Faça também desta maneira:
P I M A M I
Partiremos então para a escala maior:
Outras digitações: Em E (Mi Maior)
------------------------------------2--4--5-
-----------------------------2--4--5--------
----------------------1--2--4---------------
---------------1--2--4----------------------
--------0--2--4-----------------------------
-0--2--4------------------------------------
Este próximo é em C(dó Maior) e está
dividido em terças, toque uma nota e a próxima
será uma terça acima dela.
----------------------------------------------------
---------------------------------------------3-----5
----------------------2----4----2----5----4-----5---
----2---3---2---5---3---5---------------------------
-3----5---------------------------------------------
----------------------------------------------------
Faça esses dois últimos exercícios em todos os
tons indo e voltando.
Bom por hoje é só pessoal, anotem as respostas da
última aula:
Escalas Maiores:
A- lá si dó# re mi fá# sol# lá
B- si dó# ré# mi fá# sol# lá# si
D- ré mi fá# sol lá si dó#
ré
E- mi fá# sol# lá si dó# ré# mi
F- fá sol lá sib dó ré mi
fá
Dicas ao
violonista
por Heberth A.
Conceição
1 - A consagração
do instrumento e da vida do instrumentista é muito
importante para o LOUVOR E ADORAÇÃO.
2 - O violonista tem um instrumento de poder e de chefia entre os
outros instrumentos, para isso, deve-se ter uma
preparação profunda do instrumento.
3 - Utilize essa chefia com autoridade do Espírito e com
sabedoria, pois há momentos da música que deve-se
tocar com mais força, e em outros quase nem aparecer o
instrumento. Para isso, deve-se ter sensibilidade musical e
espiritual.
4 - O violão pode ser levado a vários lugares, e
muitas vezes tocado só, sem acompanhamento. Isso exige
técnica e ritmo do instrumentista.
5 - Sabendo usar essa teoria básica, a prática fica
muito mais proveitosa, tanto no ouvir quanto no mover espiritual,
saiba disso.
Dicas de
Harmonização
por Heberth A. Conceição
Para treinar os encadeamentos
(seqüências de acordes), sugerimos a seguinte
formação:
C - C/G - Am - Am/G - F - C/E - Dm - Dm/C - C/G - E4 - E -
E/G#
Note que as notas vão decrescendo pelo baixo, ou seja,
vão ficando mais graves.
Veja o contrário agora, em Lá menor (Am)
Am7 - Am/C - Dm7 - D#º - C/E - A75+ - D79 - G713 - C7M9
Outras sugestões de encadeamento.
Em dó menor
Cm - Dm75m - G4 - G - Bbm6 - C74sus - C7 - Fm - Fm7M - Fm7 - Bb5+ -
Eb7M - Ab7M - Dm5-7 - G4 - G - Cm9
Usando pontes diminutas
C - C#º - Dm - G - G#º - Am - F - F#º - G - Cº
- C
Sem o uso de pontes diminutas
C - Dm - G - Am - F - G - C
Substituições:
Sempre é bom dar um toque clássico nos acordes quando
estamos executando-os, mas sem exagero, claro.
Sugerimos que, numa música em D (Ré maior), por
exemplo:
Hino:
Há um lindo país.
D Em A
No mundo a gente chora de tristeza
D A
No mundo a gente ri prá não chorar
D Em A
O mundo não conhece o que é o amor
D A
O mundo não conhece o que é paz.
G A D Bm
Há um lindo país, onde existe o amor
Em A D D7
Onde não há guerras e nem dor
G A D Bm
Há um lindo país, onde existe o amor
Em A D A
Onde não há guerras e nem dor
Sugerimos a troca por:
D D#º Em7 A/G
No mundo a gente chora de tristeza
Em/D Em/Db A D/E G/A
No mundo a gente ri prá não chorar
D D#º Em7 A/G
O mundo não conhece o que é o amor
Em/D Em/Db A D D#º7 D97M
O mundo não conhece o que é paz.
G7M A/G F#m7 Aº7
Há um lindo país, onde existe o amor
Em7 A7M Am7 Dº
Onde não há guerras e nem dor
G7M A/G F#m7 B7
Há um lindo país, onde existe o amor
G/A D9 Final: G/A - F#m7 - Em7 - Aº - D7M
Onde não há guerras e nem dor
Dicas e ensinamentos para
violonistas
por Heberth A.
Conceição
Cifrado
Cifrado é a nomenclatura universal moderna de
hamonização . Onde os nomes das notas são
substituídos por letras .
A (lá) B (si) C (dó) D (ré) E (mi) F
(fá) G (sol)
Acidentes: # (sustenido) aumenta anota meio tom
b (bemol) diminui a nota meio tom
Códigos: m (acorde menor) + ou M (acorde maior)
° (acorde diminuto) / (acorde com o baixo alterado)
- (acorde diminuído) Ex. (E/D = Mi maior com o baixo em
Ré)
Transporte
O transporte é utilizado para modificar a tonalidade da
música para mais aguda ou para mais grave.
Se a música estiver cifrada muito baixa na
marcação original encaminha-se para a direita
até achar o tom ideal . Quando estiver cifrada muito alta
encaminha-se para esquerda .
Para a direita ----------: mais alto
Para esquerda :--------: mais baixo
Baixo
O baixo tem função de reforçar harmoniosamente
as notas graves dos acordes .
Todo acorde é formado pôr três ou mais
notas.
1º Tônica 2º Terça 3º Quinta 4º
Dissonância
No baixo contasse as notas da corda MI para a corda sol . No
sentido de aumento de tom. . Na maior parte dos acompanhamentos , o
baixo utiliza a tônica como a nota preponderante , portanto
as outras notas podem ser utilizadas para fazer um desenho
melódico , e com isso obter um resultado mais colorido no
acompanhamento....
DÓ = 33 RÉ = 35 MI = 40 FÁ = 41 SOL = 43
LÁ = 45 SÍ = 32
Esse é um sistema de números que facilita a
identificação da nota , ele procede da seguinte
maneira ,contasse as cordas de baixo para cima dando números
decimais como nome ...
Corda 1 solta = 10 Corda 2 solta = 20 Corda 3 solta = 30 Corda 4
solta = 40
Se a corda 1 estiver pressionada na primeira casa será 11 se
estiver pressionada
Na Segunda será 12 e assim sucessivamente com as outras
cordas.....
Escalas
Vamos aprender a construir uma escala de Dó a Dó e
com todos os seus acidentes.
Para isto precisamos saber que entre Mi e Fá - Si e
Dó não há sustenido (#) ou bemol (b), e que o
# e o b ocupam a mesma casa ou seja um Fá # está
localizado na mesma casa em que vamos encontrar o Sol b.
Logo temos.
Dó|#|Ré|#|Mi|Fá|#|Sol|#|Lá|#|Si|Dó
ou
Dó|b|Ré|b|Mi|Fá|b|Sol|b|Lá|b|Si|Dó
Mi--|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|
Lá--|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|
Ré--|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|
Sol-|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|
Si--|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|
Mi--|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|
Transposição de Tons
A transposição de tonalidade é o meio de fazer
com que uma música que você já tenha cifrada em
casa, mas não consegue cantar por não conseguir
alcançar a tonalidade, possa ser baixada ou aumentada, em
sua tonalidade, de acordo com as suas necessidade, servindo
também para facilitar o trabalho de outros instrumentistas
evitando que tenha que tocar em tonalidades difíceis de ser
executadas.
Para isso utilizamos a escala.
Dó|#|Ré|#|Mi|Fá|#|Sol|#|Lá|#|Si|Dó
Faremos dois exemplos para a sua compreensão.
EXEMPLO 1
Digamos que, uma música foi feita originalmente nos acordes
Dó - Fá - Sol, mas quando você a executa a sua
voz não alcança algumas notas por serem muito agudas,
é nesta situação que recorreremos ao uso da
transposição de tonalidade, e trocaremos os acordes
por outros mais graves logicamente.
Usando a escala acima vamos diminuir meio tom ou seja vamos
localizar os acordes Dó - Fá - Sol na escala e voltar
um acorde.
Resultado o acorde Dó passará a ser Si, o acorde
Fá passará a ser Mi e o acorde Sol passará ao
acorde Fá #.
EXEMPLO 2
Digamos que o caso seja inverso, que a música que você
pretende executar é muito grave e você quer que a
melodia se torne mais aguda.
Tomaremos como base os acordes Mi - Lá - Ré, e usando
a escala alteraremos um tom, ou seja duas notas para frente.
Resultado o acorde Mi passará a ser o Fá # o acorde
Lá passará a ser o acorde Si e o acorde Ré a
Mi.
Escala
menor
por Heberth A.
Conceição
Além da escala maior, o
tipo de escala mais comum é a menor. A principal
diferença entre uma escala maior e uma menor é o
intervalo entre a 1.ª e a 3.ª nota. Numa escala maior, o
intervalo é de dois tons (uma terça maior), ao passo
que, numa escala menor, ele é de um tom e um semitom (uma
terça menor). Há três tipos diferentes de
escala menor.
MENOR NATURAL
A escala menor mais comum é a chamada menor natural, que
apresenta estes intervalos a partir da nota-raiz Tom - Semitom -
Tom - Tom - Semitom - Tom - Tom. Na escala de C, as notas
são C, D, Eb, F, G, Ab, Bb e C.
RELAÇão ENTRE A ESCALA MAIOR E MENOR NATURAL
Existe uma relação singular entre a escala menor
natural e a maior que pode tornar muito fácil descobrir as
notas de uma menor natural desde que você saiba tocar uma
escala maior.
Cada uma das doze escalas maiores possui sua própria escala
menor natural relativa. Esta escala menor toma a sexta nota da
escala maior como sua raiz e mantém o mesmo padrão de
intervalos da escala maior em direção à
oitava. Por exemplo, como você já sabe, as notas da
escala maior de C, são: C, D, E, F, G, A, B e C. A escala
menor relativa tem início a partir da sexta nota da escala
maior de C (neste caso o A) e utiliza a seqüência A, B,
C, D, E, F, G e A.
Se você tocar essas duas seqüências de escala uma
após a outra, irá verificar que, embora tenham as
mesmas oito notas, as características tonais das duas
são muito distintas.
A ESCALA MENOR HARMÔNICA
A escala menor harmônica difere da escala menor natural no
fato de que a sétima nota é sustenida - ou seja,
é acrescida de um semitom. Essa mudança cria uma
alteração significativa no sabor e no fluxo do som.
As notas na escala menor harmônica apresentam a seguinte
série de intervalos a partir da nota raiz: Tom - Semitom -
Tom - Tom - Semitom - Tom+Semitom - Semitom. No tom de C as notas
usadas são: C, D, Eb, F, G, Ab, B e C.
A ESCALA MENOR MELÓDICA
A menor melódica, a terceira das escalas menores, difere da
menor natural no fato de que a sexta nota é acrescida de um
semitom. A escala menor melódica foi criada com este
conjunto de intervalos a partir da raiz: Tom - Semitom - Tom - Tom
- Tom - Tom - Semitom. No tom de C, as notas são: C, D, Eb,
F, G, A, B e C. Ela também se diferencia porque, ao tocar
uma escala menor descendente, as notas da escala menor natural
são sempre usadas.
Escalas
diatônicas
por Heberth A.
Conceição
Você já deve estar
craque na teoria das escalas, pois esta será
importantíssima para a compreensão do tema que
veremos à seguir.
Primeiramente, o que seria uma escala diatônica?
Antes de responder a essa pergunta é necessário a
compreensão de um conceito mais refinado de semitom:
Existem dois tipos de semitons:
Semitom diatônico: é o semitom é formado por
duas notas diferentes, por sons sucessivos.
Exemplo: de E para F. É um intervalo de meio tom (st), mas
formado por duas notas diferentes.
Semitom Cromático: é aquele formado por notas de
mesmo nome, mas com entoação diferente.
Exemplo: de C para C#. É um intervalo de meio tom com notas
de mesmo nome, porém com entoação (som)
diferente.
Tendo entendido isso (se não entendeu volte) o resto fica
fácil.
A escala diatônica nada mais é que a escala que
você aprendeu a fazer com aquela regrinha da
lição anterior.
RESUMINDO
Escala Diatônica é aquela que as notas não se
repetem, ou seja têm as 7 notas musicais.
Agora você deve estar morrendo de raiva (ou talvez
não) por eu só ter dito isso agora. Bom eu não
os culpo, mas se eu fosse deixar pra explicar isso antes de
explicar a teoria geral das escalas ia ser mais
difícil.
DETALHE IMPORTANTÍSSIMO:
Essa escala, A ESCALA DIATÔNICA, também é
conhecida como ESCALA MAIOR. Esse detalhe é importante para
a compreensão de assuntos posteriores.
Escalas
Maiores
por Heberth A.
Conceição
As escalas maiores são
formadas pela seguinte fórmula: | tom tom 1/2 tom tom tom
1/2 | Vamos à prática: comecemos pela Escala Maior de
Dó (C), por ser a mais simples. Lembra-se das 12
notas?
C-C#-D-Eb-E-F-F#-G-Ab-A-Bb-B-C-C#-D-Eb-E-F-F#-G-Ab-A-Bb-C...etc
Começando pelo C, seguindo a fórmula, temos:
I II III IV V VI VII VIII
C.. D.... E...... F... G.. A .....B....... C
Fácil, não? O I grau é a Tônica (root,
raiz), que dá o tom da Escala. O II grau vem, pela
fórmula, depois de um intervalo de 1 tom, ou dois 1/2 tom.
Procure na sequência de notas. Achamos o D. O III grau, mais
1 tom (dois 1/2) - acharemos o E. O IV, só 1/2 tom - teremos
o F, e assim por diante. TODAS as escalas maiores são
construídas dessa forma. Usamos a de C como primeira, porque
ela não apresenta acidentes - sustenidos (#) ou
bemóis (b).
Vejamos a de Sol (G):
I II III IV V VI VII VIII
G ..A..... B .....C... D.. E... F#...... G
Notou que agora temos o Fá sustenido (F#)? Mas a
fórmula continua a mesma:
tom,tom,1/2,tom,tom,tom,1/2. Comece pela tônica e confira.
Pegue um lápis e papel e tente construir as outras. Procure
memorizar a fórmula.
Escalas Menores
Naturais
por Heberth A.
Conceição
As escalas menores naturais
são derivadas das Escalas Maiores, a partir do seu VI grau,
mantendo-se os intervalos. Vamos ver a escala maior de C:
I II III IV V VI VII VIII
C D E F G A B C
O seu VI grau é A (Lá). Então vamos separar a
de Am (Lá menor): C D E F G A B C D E F G ...
Teremos então:
I II III IV V VI VII VIII
A B C D E F G A
Percebeu que as notas das duas escalas são as mesmas? Por
isso dá-se a elas o nome de Escalas Relativas. Quando o tom
da música for C, por exemplo, você poderá
improvisar utilizando as escalas de C (Dó Maior) ou Am
(Lá menor). E vice-versa. Esta "relatividade" pode - e deve
- ser utilizada para todas as notas. O VI grau de uma escala maior
é SEMPRE sua Relativa Menor; o III grau de uma escala menor
é SEMPRE sua Relativa Maior.
Notamos, também, que nossa fórmula, a partir da
Tônica Menor, ficou assim: | tom 1/2 tom tom 1/2 tom tom
|
Novamente, pegue seu lápis e papel e tente escrever todas as
escalas naturais menores. Confira pela fórmula.
Viu? Passou aquele medo de escala que você tinha? Ainda
não... Mas veja: com esta pequena introdução,
muito fácil, por sinal, você já é capaz
de formular 24 escalas - 12 maiores e 12 menores. Com uma vantagem:
você só teria que decorar 12, já que as outras
12 são suas relativas (contém as mesmas notas).
Você vai respirar aliviado: veremos técnicas que
vão facilitar sua decoréba.
Explicação sobre tom e
Semiton
por Heberth A.
Conceição
Tons e Semitons:
Expressões usadas no intervalo entre duas notas musicais.
Quando falamos de escala estamos falando de uma
seqüência de notas divididas entre tons e
semitons.
Por exemplo pegamos aquela escala que todo mundo conhece que e a
escala maior de Do
do re mi fa sol la si do ... notas da escala
1 2 3 4 5 6 7 8 ... graus da escala
No braço do instrumento e expressado da seguinte
forma:
TOM: Expressado através de trastes alternados
MEIO TOM = SEMITON: Expressado através de trastes
consecutivos
E|-----|------|-----|------|-----|
B|-----|------|-----|------|-----| T = Tom
G|-----|------|-----|------|-----| St = Meio Tom
D|-----|------|-----|------|-----|
A|-----|------|-----|------|-----|
E|--T--|--St--|--T--|--St--|--T--|
0 1 2 3 4 5
|____________|
1 tom
|_____|
1/5 tom
Da casa 1 para a 3 temos 1 tom Da casa 1 para 2 temos 1 meio
tom
Vamos tentar na pratica:
Pegue seu instrumento coloque o dedo na primeira casa da sexta
corda (a nota dada nesta casa e fa), agora araste o mesmo dedo para
uma nota meio-tom acima. Como fazer isso? E muito simples, as notas
nas casas do violão crescem da direita para esquerda, enato
se eu quero uma nota meio-tom acima eu arrasto o dedo para
próxima casa, cairei na segunda casa que é a nota
Fa#.
Agora posicione novamente o seu dedo na primeira casa da sexta
corda, vamos subir com o dedo para uma nota um tom acima.
Também e simples, agora vamos pular uma casa, invés
de arrastar para próxima, o dedo será posicionado na
terceira casa que emite a nota Sol.
concluindo temos
Meio tom ou semi-tom eqüivale a metade de um tom, se temos dos
meio-tons teremos um tom. Observe isto refletido na escala de Do
Maior.
do re mi fa sol la si do ... notas da escala
1 2 3 -4 5 6 7 -8 ... graus da escala
do 3 para o 4 graus temos 1 meio-tom
do 7 para o 8 graus temos 1 meio-tom
Nos demais intervalos temos um tom.
O exemplo acima foi ilustrado pela escala de Do Maior, que
curiosamente e a formula para construir escalas
maiores.
Formação de
Acordes
por Heberth A.
Conceição
TODOS os acordes seguem uma norma
padrão em sua formação. Isto significa que se
você compreender como eles são formados, você
pode aposentar todos os seus dicionários de acordes.
Além disso, você vai entender como será mais
fácil visualizar escalas e identificar todas as notas no
braço do instrumento.
Antes de continuar, precisaremos de algumas
definições teóricas:
Já vimos anteriormente que intervalos são a
distância entre notas. Vejamos quais os nomes dados a cada
tipo de intervalo, quanto à sua distância:
Nome distância exemplo
-----------------------------------------
unison 0 1/2 tom C - C
2a. menor 1 1/2 tom C - Db
2a. Maior 2 1/2 tom C - D
3a. menor 3 1/2 tom C - Eb
3a. Maior 4 1/2 tom C - E
4a. perfeita 5 1/2 tom C - F
4a. aumentada/
5a. diminuta 6 1/2 tom C - F#
5a. perfeita 7 1/2 tom C - G
5a. aumentada/
6a. menor 8 1/2 tom C - G#
6a. Maior/
7a. diminuta 9 1/2 tom C - A
7a. menor 10 1/2 tom C - Bb
7a. Maior 11 1/2 tom C - B
oitava 12 1/2 tom C - C
-----------------------------------------
Você ainda se lembra como formar uma escala Maior,
não? NÃO???? (me desculpe... volte alguns artigos
atrás, ou você não entenderá mais
nada!).
A nota que dá o nome à escala é a
tônica. Vamos trabalhar novamente com a escala de Dó
maior (C) por não conter acidentes. Lembra-se do conceito de
grau? Vamos utilizá-lo também. Mais uma coisa: por
coincidência, a escala de Dó maior e a escala
diatônica de Dó são a mesma (também
já vimos isto...).
I II III IV V VI VII VIII
tônica 2a. 3a. 4a. 5a. 6a. 7a. oitava
maior maior perfeita perfeita maior maior
C D E F G A B C
Vamos agora harmonizar a escala acima em terças: pegue uma
nota, conte duas acima dela e forme o par. Por exemplo, C-E. Isto
é chamado harmonização em terças
DIATÔNICAS, onde a terça pode ser maior ou menor
(baseada na escala DIATÔNICA). Mas não atropele ,vamos
com calma. Teremos então:
C-E (M)
D-F
E-G
F-A (M)
G-B (M)
A-C
B-D
Perceba que os pares 1,4 e 5 são 3as. maiores, e os pares
2,3,6 e 7 são 3as. menores. (conte os intervalos em cada
escala e confira na nossa tabela). Juntemos agora a 5a. sobre os
pares encontrados, como C-G. Iremos encontrar:
C-E-G (M)
D-F-A
E-G-B
F-A-C (M)
G-B-D (M)
A-C-E
B-D-F
O que obtivemos são TRÍADES (acordes de 3 notas). as
tríades 1, 4 e 5 são acordes maiores: Dó (C)
Fá (F) e Sol (G). As tríades 2,3 e 6 são
acordes menores de Ré (Dm) Mi (Em) e Lá (Am). A
tríade 7 é um acorde diminuto de Si (Bdim ou
Bº).
Pelos resultados de nossa harmonização, descobrimos
as seguintes fórmulas:
Acorde maior: Tônica, 3a. maior, 5a. perfeita
Acorde menor: Tônica, 3a. menor, 5a. perfeita
Acorde diminuto: Tônica, 3a. menor, 5a. diminuta
Deixemos a harmonização de lado e voltemos ao nosso
tom escolhido: Dó
C.................C-E-G
Cm................C-Eb-G
Cdim..............C-Eb-F#
Às tríades originais, podemos adicionar outras
notas.
Os acordes com 7a. são as tríades originais
adicionadas da 7a. OBS: existem 2 famílias de acordes com
7a.: a 7a. dominante e a 7a. maior. A diferença entre elas
é que na dominante, usa-se a 7a.1/2 tom abaixo, enquanto que
na maior usa-se a 7a. natural - e é claro, o som dos acordes
é diferente... Os acordes com 9a. são os acordes
originais, adicionados da 7a. e da 9a.
C7................C-E-G-Bb
Cmaj7.............C-E-G-B
C9................C-E-G-Bb-D
Os acordes chamados "add" têm a nota citada adicionada ao
acorde. Por exemplo, um Cadd9 tem a 9a. adicionada à
tríade maior.
Os acordes chamados "sus" têm a 3a. "suspensa" e
substituída pela nota citada em seu nome.
Por exemplo, um Csus4 tem a 3a. substituída pela 4a.
(algumas notações trazem ao invés do "sus" o
seguinte: "addX no3" - onde X é o grau da escala e o "no3"
quer dizer "excluindo a 3a.". Um Csus4 viraria um Cadd11no3)
Csus2(Cadd9no3)...C-D-G
Csus4(Cadd11no3)..C-F-G
C7sus2............C-D-G-Bb
C7sus4............C-F-G-Bb
C9sus4............C-F-G-Bb-D
Cadd9.............C-E-G-D
Csus4add9.........C-F-G-D
Vejam como os conceitos são simples, se você sabe como
são formados. Percebeu a quantidade de acordes que já
formamos? E os padrões, sendo estabelecidos em intervalos,
podem ser transportados para qualquer escala (ou seja, multiplique
tudo por 12 e saiba quantos acordes você já aprendeu a
criar...)
Vamos detonar os menores, agora, juntando as 7a., 9a., sus, add.
Lembre-se: a tríade menor e maior são iguais, EXCETO
pela terça. Usemos então a 3a. menor.
Já construímos o Cm lá em cima: C-Eb-G. O
resto é tudo igual:
Cm................C-Eb-G
Cm7...............C-Eb-G-Bb
Cm7+............C-Eb-G-B
Cm9...............C-Eb-G-Bb-D
Cmadd9............C-Eb-G-D
Ué...cadê os "sus"????? Não acabamos de ver que
o que difere o "sabor" dos maiores e menores é a
terça? E que os acordes "sus" trocam a terça pelo
grau indicado? Então não temos acordes maiores e
menores "sus".
Vamos tablaturar tudo, OK?
C Cm Cdim C7 Cmaj7 C9 Csus2 Csus4 C7sus2 c7sus4 C9sus4
e|-0---3-----------3----0-----3----3----3----3---3---3|
B|-1---4---4-----1----0-----3----3----6----3---6---3-|
G|-0---5---1-----3----0-----3----5----5----3---3---3-|
D|-2---5---4-----2----2-----2----5----5----5---5---3-|
A|-3---3---3-----3----3-----3----3----3----3---3---3-|
E|---------------------------------------------------------|
Cadd9 Csus4add9 Cm7 Cm(maj7) Cm9 Cmadd9
e|---0----------0-------3--------3---------3-------3-----|
B|---3----------3-------4--------4---------3-------3----|
G|---0----------0-------3--------4---------3-------0----|
D|---2----------3-------5--------5---------1-------1----|
A|---3----------3-------3--------6---------3-------3----|
E|---------------------------------------------------------|
Observemos, ainda, um detalhe: as nomenclaturas acima são as
mais encontradas na NET; porém, se você verificar em
publicações brasileiras, poderá
encontrá-las de outra maneira. Vejamos:
Cdim = Cº
Cmaj7 = C7+
Csus2 = C2
Csus4 = C4
C7sus2 = C7/2
C7sus4 = C7/4
Cadd9 = C2 ou C/9
Não se preocupe em memorizar tudo... o importante é
compreender a lógica existente na formação dos
acordes - nada apareceu sem razão. Mais adiante veremos como
memorizar facilmente todos estes conceitos, e conseqüentemente
todas as notas no braço, e por fim, as escalas. O ponto
principal neste artigo é que você se familiarize com
conceitos como intervalo, grau, tônica, maior e menor, etc. -
isto será muito importante daqui para a
frente.
Harmonia
por Heberth A.
Conceição
Aqui vai uma harmonia simples, em
tom maior. O ritmo pode ser de bossa-nova, samba, funk ou shuffle,
o compasso é 4/4. Grave a harmonia em uma fita ou
peça para alguém tocar, e improvise. Bom estudo.
Sugestões: além de utilizar as escalas nos trechos
correspondentes, você pode usar:
Gm7 - arpejo Gm7 | Am7 - arpejo Am7 | Bb7M - arpejo Bb7M | C7 -
arpejo C7, Dº ou Bbº, penta maior 4/7. Cm7 - arpejo Cm7 |
F7 - arpejo F7 ou B7, penta maio 4/7.
Para os outros acordes utilize os arpejos dos mesmos.
Fá Maior | Gm7 | Am7 | Bb7M | C7 |
Síb Maior | Cm7 | F7 | Bb7M | Eb7M |
Ré Maior | Em7 | A7 | D/F# | Bm7 |
Fá Maior | Bb7M | C7 | F7M Dm7 | Gm7 C7 |
Harmonização (parte
03)
por Heberth A.
Conceição
Os acordes (harmonias) são
nada mais que pilhas de notas que pertencem a mesma escala. Para
isso vamos dispor a escala de Dó maior assim:
Partindo do primeiro grau:
DÓ – RÉ – MI – FÁ –
SOL – LÁ – SI – DÓ –
RÉ – MI – FÁ – SOL –
LÁ – SI
Partindo do terceiro grau:
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
– DÓ – RÉ – MI – FÁ
– SOL – LÁ – SI – DÓ –
RÉ
Partindo do quinto grau:
SOL – LÁ – SI – DÓ –
RÉ – MI – FÁ – SOL –
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
– FÁ
As notas empilhadas ficam assim:
DO = MI = SOL: DO Maior
RE = FA = LA: RE Menor
MI = SOL = SI: MI Menor
FA = LA = DO: FA Maior
SOL = SI = RE: SOL Maior
LA = DO = MI: LA Menor
SI = RE = FA: SI Menor c/ quinta menor
Existem dois tipos de harmonias:
Tríades: que é formada por três graus da
escala, no caso de Dó maior:
DÓ: Tônica do acorde
MI: Terça do acorde
SOL: Quinta do acorde
A tríade é um tipo de harmonia consonante, porque
seus graus combinam-se perfeitamente, formando um som
definido.
Tétrades: que é formada por quatro graus da escala,
no caso de Dó maior:
DÓ: Tônica do acorde
MI: Terça do acorde
SOL: Quinta do acorde
SI: Sétima do acorde
A tríade é um tipo de harmonia dissonante, porque
seus graus quando soam juntos dão um idéia de
desarmonia, mas pertencem à mesma escala.
Maior ou menor ?
Um acorde é maior quando sua Terça (terceiro grau)
é maior.
Para que seja maior é preciso observar a seguinte
regra:
DÓ – RÉ – MI – FÁ –
SOL – LÁ – SI – DÓ
1t 1t ½ t 1t 1t 1t ½ t
Observe o caminho que fez a escala de Dó maior, conforme
explicado anteriormente.
Um tom de Dó à Ré, um tom de Ré
à Mi, meio tom (semitom) de Mi à Fá, um tom de
Fá à Sol, um tom de Sol à Lá, um tom de
Lá à Si e meio tom de Si à 8ª
(Dó)
Agora contado de Dó (1º grau) a Mi (3º grau)
são exatamente dois tons.
Harmonização (parte
01)
por Heberth A.
Conceição
MÚSICA
Música é a arte de manifestar os diversos afetos da
nossa alma por meio dos sons.
A música divide-se em 3 partes fundamentais, que
são:
Melodia: que é a combinação dos sons quando
são executados uns após os outros formando um sentido
inteligível;
Harmonia: é a combinação dos sons quando
são executados juntamente (dois ou mais sons), formando um
conjunto que soam como se fossem um só.
Ritmo: é a arte de combinar os sons, subdividi-los e
organiza-los dentro de determinados espaços de tempo,
criando uma variação de estilos e forma de
executa-los.
As propriedades da música e suas diversas
variações foram criadas em função de
tempo e de combinações.
O princípio gerador das combinações é
uma seqüência de sete notas (sons), que é chamada
Escala Base.
DÓ – RÉ – MI – FÁ –
SOL – LÁ – SI
Que se repetem quase que infinitamente tanto no sentido positivo
(ascendente (à)) quanto no sentido negativo (descendente
(ß)). Damos o nome de Agudos aos sons Ascendentes e Graves
aos sons descendentes.
Criou-se, para efeito de organização, uma
definição que todo os sons são gerados
à partir do DÓ chamado central no piano. Sendo sua
freqüência variável em 4,100 Hz. Daí
partimos em ambos os sentidos formando as escalas.
Como estas sete notas têm um combinação
perfeita, mas que partindo de outra nota que não seja o
DÓ central, dá se a impressão de que
não forma o mesmo sentido. Daí criou-se os
intervalos, que são notas que estão entre as sete
notas convencionais. Para representa-los, das sete notas
existentes, dividiram-se cinco, formando uma escala de doze
notas.
DÓ – DÓ# - RÉ – RÉ# - MI
– FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ
– LÁ# - SI
SI – SIb – LÁ – LÁb – SOL
– SOLb – FÁ – MI – MIb –
RÉ – Réb - DÓ.
Sendo: # (sustenidos) em sentido ascendente e b (bemóis) em
sentido decrescente.
À essa Escala de doze notas, damos o nome de Escala
Cromática, Diatônica ou Semitônica.
A menor distância que existe entre uma nota (som) e outra(o)
é chamada de SEMITOM, e a distância entre duas nota
é chamada de TOM. Observe:
DÓ – DÓ# - RÉ – RÉ# - MI
– FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ
– LÁ# - SI – DÓ (Reinício) ST ST
ST ST ETC...
Observe que a distância entre Dó e Dó# é
de meio tom ou um semitom, e a distância entre Dó e
Ré e de um tom. A distância entre Dó e
Ré# e de um tom e meio, a distância entre Ré e
Fá# é de dois tons e assim por diante, soma-se de
meio em meios-tons e descobre-se a distância entre as notas
da Escala.
Harmonização (parte
02)
por Heberth A.
Conceição
Cada nota de uma Escala é
chamada de Grau dessa Escala. Dentro da Escala Natural – de
sete notas há sete Escalas. E na Escala Diatônica
existem doze Escalas naturais.
Para descobrir cada Escala, basta iniciarmos de quaisquer das sete
ou doze notas das Escalas e percorrermos o caminho, conforme escala
padrão natural. Observe abaixo:
DÓ – RÉ – MI – FÁ –
SOL – LÁ – SI – DÓ
T T ST T T T ST
ONDE:
T (um tom) e ST (semitom)
Se iniciarmos uma Escala em Ré, teremos:
RÉ – MI – FÁ# – SOL –
LÁ – SI – DÓ# - RÉ
T T ST T T T ST
Esta escala será chamada Escala Natural de Ré, porque
começa com a nota Ré. E assim por diante... a escala
que começa em Dó será chamada de Dó,
etc.
Baseado na Escala Natural podemos criar variações e
assim através disto descobrir novas possibilidades de
combinações.
Harmonização Ú é a propriedade da
música que tem como objetivo combinar e organizar os sons de
maneira que formem um conjunto em harmonia (que soa bem aos
ouvidos).
Para definirmos o sentido de harmonização, tomaremos
como exemplo o acorde de DÓ MAIOR. O acorde de DÓ
MAIOR é formado pela combinação de três
sons:
Dó – que é chamado tônica, porque
é ele quem dá nome ao acorde e porque é o que
soa mais destacado.
Mi – que é chamado terça porque é o
terceiro grau, partindo da tônica;
Sol – é chamado Quinta porque é o quinto grau,
partindo da tônica.
Graus:
Usamos a escala cromática de Dó maior como
exemplo.
Escala cromática de dó maior:
Notas: DO DO# RE RE# MI FA FA# SOL SOL# LA LA# SI
________1º________2º______3º__4º________5º________6º_______maj7º
Nomenclatura dos graus:___________________Símbolos:
1º Tônica__________________________________T
2º-Segunda menor___________________________2m
2º segunda maior____________________________2M
3º-terça menor______________________________3m
3º terça maior_______________________________3M
4º justa_____________________________________4J
5º-diminuta__________________________________5º
5º Justa_____________________________________5J
5º# quinta aumentada__________________________5#
6º sexta maior________________________________6M
7º-sétima menor______________________________7m
7º-sétima
maior_______________________________maj7
Harmonização (parte
04)
por Heberth A.
Conceição
Então quando a
distância entre a Tônica e a Terça forem de dois
tons, a Terça será maior.
Agora conte da Tônica até a 5ª (Sol),
serão três tons e meio. Quando a distância entre
a tônica e a 5ª forem de três tons e meio a
5ª será maior.
Confira:
Todo acorde, como já vimos anteriormente, é formado
por três graus maiores, que são: 1º
(tônica), 3º (Terça) e 5º (Quinta).
Então a tríade de Dó maior será:
(Dó - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá - Si -
Dó)
DO
Mi
Sol
Quando a Terça de um acorde for menor (se a distância
entre a tônica e a Terça for de um tom e meio) o
acorde também será menor. Veja no exemplo:
(Dó - Ré - Mib - Fá - Sol - Láb - Si -
Dó)
DO
Mi bemol (ou Ré sustenido)
Sol
Sustenido e bemol são formas diferentes de representar os
semitons.
Enquanto sustenido (#) representa meio tom subindo na escala, bemol
(b) significa meio tom descendo na escala.
Existem uma vasta complexidade na harmonização, isto
dá-se porque existem infinitas combinações.
Mas cada tipo de harmonia têm um escala como origem.
Para defini-las foi preciso criar escalas, que são chamadas
gregas, pois têm seu princípio baseado nos estudos da
música grega. São elas:
Jônio
DÓ – RÉ – MI – FÁ –
SOL – LÁ – SI – DÓ
Dórico
RÉ – MI – FÁ – SOL –
LÁ – SI – DÓ – RÉ
Frígio
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
– DÓ – RÉ – MI
Lídio
FÁ – SOL – LÁ – SI –
DÓ – RÉ – MI – FÁ
Mixolídio
SOL – LÁ – SI – DÓ –
RÉ – MI – FÁ – SOL
Aeólio
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
– FÁ – SOL – LÁ
Lócrio
SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ
– SOL – LÁ – SI
Toda escala, como já foi explicado, têm sua
formação na escala Cromática:
DÓ – DÓ# - RÉ – RÉ# - MI
– FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ
– LÁ# - SI




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