Home Data de criação : 07/04/12 Última atualização : 07/04/25 23:59 / 24 Artigos publicados
 

Aulas de violão 2ª parte  (AULAS DE VIOLÃO) escrito em terça 17 abril 2007 06:27

Curso Básico de Violão (parte 08)
por Heberth A. Conceição

Guia de introdução ao estudo da música para violão

Capítulo 18:Agilidade nos Dedos

Estamos de Volta! A partir de agora entraremos na fase final do Curso de Violão. Nossa intenção não é apresentar aqui uma infinidade de assuntos pra fazer com que você iniciante se confunda e sim apresentar de forma resumida e básica todo um estudo do Violão para que você saia daqui tocando alguma coisa da melhor forma possível.

. Bem, mas nesse capítulo tentaremos dar início a uma série de atividades para que você adquira mais agilidade nos dedos e nas mãos. Pois lembre-se: Pra você solar, fazer pestanas e acordes complicados é importantíssimo que sejá bastante ágil.
Veja abaixo os exercícios que proponho.

Então aí estão :
Este 1° exercício é puramente de digitação.
Use os dedos 1, 2, 3 e 4 (mão esquerda) alternando a ordem em que eles são tocados. Na mão direita, use os dedos I , M e A.

Exemplo:

----------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------
----------------------------------------(1)--(4)--(2)--(3)
--------------------(2)--(3)--(4)--(1)--------------------
(1)--(3)--(2)--(4)----------------------------------------

Continue o exercício trocando a ordem dos dedos.
Tente as seguintes combinações:

1 2 4 3 2 1 3 4 3 1 2 4 4 1 2 3
1 3 4 2 2 1 4 3 3 1 4 2 4 1 3 2
1 4 3 2 2 3 1 4 3 2 1 4 4 2 1 3

Dica

Faça uma série da 6ª corda até a 1ª indo do começo ao fim do braço do violão. Comece lentamente e vá aumentando gradativamente a velocidade à medida que não haja erros.
Voltando agora para a mão direita, faça o seguinte:
Deixe as cordas soltas e toque dessa maneira

----------A----
-------M-------
-----I---------
---------------
---------------
-P-------------

Toque o polegar na 6° corda e depois seguidamente os dedos I, M, e A nas 3°, 2° e 1° cordas respectivamente.
O Polegar é tocado de cima para baixo e o restante dos dedos de baixo para cima, "puxando" as cordas.

Dica

Quando tocar o Polegar faça como se estivesse "empurrando" a corda para frente e não apertando-a para baixo.
Toque primeiro o polegar na 6° corda mas depois faça o exercício usando a 5° e 4° cordas.
Comece lentamente e aumente a velocidade quando estiver seguro.
Tente manter um ritmo ao fazer esse exercício.
Faça também desta maneira:

P I M A M I

Partiremos então para a escala maior:
Outras digitações: Em E (Mi Maior)

-----------------------------------------------2--4--5-----
--------------------------------------2--4--5--------------
-----------------------------1--2--4-----------------------
--------------------1--2--4--------------------------------
-----------0--2--4-----------------------------------------
--0--2--4--------------------------------------------------

Este próximo é em C(dó Maior) e está dividido em terças, toque uma nota e a próxima será uma terça acima dela.
--------------------------------------------------------
--------------------------------------------------3---5-
-----------------------------2----4---2---5----4----5---
------2------3---2---5---3-----5------------------------
-3-------5----------------------------------------------
--------------------------------------------------------

Faça esses dois últimos exercícios em todos os tons indo e voltando

 

Dedos Mais Ágeis
por Heberth A. Conceição

Nesta semana iremos "atacar" o instrumento com todos os dedos!!!
Preparei vários exercícios para deixar os dedos mais ágeis e a musculatura da mão mais preparada para o violão.
Então aí estão :

Este 1° exercício é puramente de digitação.
Use os dedos 1, 2, 3 e 4 (mão esquerda) alternando a ordem em que eles são tocados. Na mão direita, use os dedos I , M e A.

Exemplo:

--------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------
--------------------------------------(1)-(4)-(2)--(3)-
------------------(2)-(3)-(4)--(1)---------------------
(1)-(3)-(2)-(4)----------------------------------------

Continue o exercício trocando a ordem dos dedos.
Tente as seguintes combinações:

1 2 4 3
1 3 4 2
2 1 3 4
2 1 4 3
2 3 1 4
3 1 2 4
3 1 4 2
3 2 1 4
4 1 2 3
4 1 3 2
4 2 1 3

Dica: Faça uma série da 6ª corda até a 1ª indo do começo ao fim do braço do violão. Comece lentamente e vá aumentando gradativamente a velocidade à medida que não haja erros.

Voltando agora para a mão direita, faça o seguinte:
Deixe as cordas soltas e toque dessa maneira

----------A----
-------M-------
-----I---------
---------------
---------------
-P-------------

Toque o polegar na 6° corda e depois seguidamente os dedos I, M, e A nas 3°, 2° e 1° cordas respectivamente.

O Polegar é tocado de cima para baixo e o restante dos dedos de baixo para cima, "puxando" as cordas.

Dica:
Quando tocar o Polegar faça como se estivesse "empurrando" a corda para frente e não apertando-a para baixo.

Toque primeiro o polegar na 6° corda mas depois faça o exercício usando a 5° e 4° cordas.

Comece lentamente e aumente a velocidade quando estiver seguro.
Tente manter um ritmo ao fazer esse exercício.
Faça também desta maneira:

P I M A M I

Partiremos então para a escala maior:

Outras digitações: Em E (Mi Maior)

------------------------------------2--4--5-
-----------------------------2--4--5--------
----------------------1--2--4---------------
---------------1--2--4----------------------
--------0--2--4-----------------------------
-0--2--4------------------------------------

Este próximo é em C(dó Maior) e está dividido em terças, toque uma nota e a próxima será uma terça acima dela.

----------------------------------------------------
---------------------------------------------3-----5
----------------------2----4----2----5----4-----5---
----2---3---2---5---3---5---------------------------
-3----5---------------------------------------------
----------------------------------------------------

Faça esses dois últimos exercícios em todos os tons indo e voltando.

Bom por hoje é só pessoal, anotem as respostas da última aula:

Escalas Maiores:

A- lá si dó# re mi fá# sol# lá
B- si dó# ré# mi fá# sol# lá# si
D- ré mi fá# sol lá si dó# ré
E- mi fá# sol# lá si dó# ré# mi
F- fá sol lá sib dó ré mi fá

 

Dicas ao violonista
por Heberth A. Conceição

1 - A consagração do instrumento e da vida do instrumentista é muito importante para o LOUVOR E ADORAÇÃO.

2 - O violonista tem um instrumento de poder e de chefia entre os outros instrumentos, para isso, deve-se ter uma preparação profunda do instrumento.

3 - Utilize essa chefia com autoridade do Espírito e com sabedoria, pois há momentos da música que deve-se tocar com mais força, e em outros quase nem aparecer o instrumento. Para isso, deve-se ter sensibilidade musical e espiritual.

4 - O violão pode ser levado a vários lugares, e muitas vezes tocado só, sem acompanhamento. Isso exige técnica e ritmo do instrumentista.

5 - Sabendo usar essa teoria básica, a prática fica muito mais proveitosa, tanto no ouvir quanto no mover espiritual, saiba disso.

 

Dicas de Harmonização
por Heberth A. Conceição

Para treinar os encadeamentos (seqüências de acordes), sugerimos a seguinte formação:

C - C/G - Am - Am/G - F - C/E - Dm - Dm/C - C/G - E4 - E - E/G#

Note que as notas vão decrescendo pelo baixo, ou seja, vão ficando mais graves.

Veja o contrário agora, em Lá menor (Am)

Am7 - Am/C - Dm7 - D#º - C/E - A75+ - D79 - G713 - C7M9

Outras sugestões de encadeamento.

Em dó menor

Cm - Dm75m - G4 - G - Bbm6 - C74sus - C7 - Fm - Fm7M - Fm7 - Bb5+ - Eb7M - Ab7M - Dm5-7 - G4 - G - Cm9

Usando pontes diminutas

C - C#º - Dm - G - G#º - Am - F - F#º - G - Cº - C

Sem o uso de pontes diminutas

C - Dm - G - Am - F - G - C

Substituições:

Sempre é bom dar um toque clássico nos acordes quando estamos executando-os, mas sem exagero, claro.

Sugerimos que, numa música em D (Ré maior), por exemplo:

Hino:

Há um lindo país.

D Em A
No mundo a gente chora de tristeza

D A
No mundo a gente ri prá não chorar

D Em A
O mundo não conhece o que é o amor

D A
O mundo não conhece o que é paz.


G A D Bm
Há um lindo país, onde existe o amor

Em A D D7
Onde não há guerras e nem dor

G A D Bm
Há um lindo país, onde existe o amor

Em A D A
Onde não há guerras e nem dor

Sugerimos a troca por:
D D#º Em7 A/G
No mundo a gente chora de tristeza

Em/D Em/Db A D/E G/A
No mundo a gente ri prá não chorar

D D#º Em7 A/G
O mundo não conhece o que é o amor

Em/D Em/Db A D D#º7 D97M
O mundo não conhece o que é paz.

G7M A/G F#m7 Aº7
Há um lindo país, onde existe o amor

Em7 A7M Am7 Dº
Onde não há guerras e nem dor

G7M A/G F#m7 B7
Há um lindo país, onde existe o amor

G/A D9 Final: G/A - F#m7 - Em7 - Aº - D7M
Onde não há guerras e nem dor

 

Dicas e ensinamentos para violonistas
por Heberth A. Conceição

Cifrado

Cifrado é a nomenclatura universal moderna de hamonização . Onde os nomes das notas são substituídos por letras .

A (lá) B (si) C (dó) D (ré) E (mi) F (fá) G (sol)

Acidentes: # (sustenido) aumenta anota meio tom
b (bemol) diminui a nota meio tom

Códigos: m (acorde menor) + ou M (acorde maior)
° (acorde diminuto) / (acorde com o baixo alterado)
- (acorde diminuído) Ex. (E/D = Mi maior com o baixo em Ré)

Transporte

O transporte é utilizado para modificar a tonalidade da música para mais aguda ou para mais grave.
Se a música estiver cifrada muito baixa na marcação original encaminha-se para a direita até achar o tom ideal . Quando estiver cifrada muito alta encaminha-se para esquerda .

Para a direita ----------: mais alto
Para esquerda :--------: mais baixo

Baixo

O baixo tem função de reforçar harmoniosamente as notas graves dos acordes .
Todo acorde é formado pôr três ou mais notas.

1º Tônica 2º Terça 3º Quinta 4º Dissonância
No baixo contasse as notas da corda MI para a corda sol . No sentido de aumento de tom. . Na maior parte dos acompanhamentos , o baixo utiliza a tônica como a nota preponderante , portanto as outras notas podem ser utilizadas para fazer um desenho melódico , e com isso obter um resultado mais colorido no acompanhamento....

DÓ = 33 RÉ = 35 MI = 40 FÁ = 41 SOL = 43 LÁ = 45 SÍ = 32

Esse é um sistema de números que facilita a identificação da nota , ele procede da seguinte maneira ,contasse as cordas de baixo para cima dando números decimais como nome ...

Corda 1 solta = 10 Corda 2 solta = 20 Corda 3 solta = 30 Corda 4 solta = 40

Se a corda 1 estiver pressionada na primeira casa será 11 se estiver pressionada
Na Segunda será 12 e assim sucessivamente com as outras cordas.....

Escalas

Vamos aprender a construir uma escala de Dó a Dó e com todos os seus acidentes.
Para isto precisamos saber que entre Mi e Fá - Si e Dó não há sustenido (#) ou bemol (b), e que o # e o b ocupam a mesma casa ou seja um Fá # está localizado na mesma casa em que vamos encontrar o Sol b.

Logo temos.

Dó|#|Ré|#|Mi|Fá|#|Sol|#|Lá|#|Si|Dó
ou
Dó|b|Ré|b|Mi|Fá|b|Sol|b|Lá|b|Si|Dó
Mi--|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|
Lá--|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|
Ré--|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|
Sol-|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|
Si--|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|
Mi--|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|

Transposição de Tons

A transposição de tonalidade é o meio de fazer com que uma música que você já tenha cifrada em casa, mas não consegue cantar por não conseguir alcançar a tonalidade, possa ser baixada ou aumentada, em sua tonalidade, de acordo com as suas necessidade, servindo também para facilitar o trabalho de outros instrumentistas evitando que tenha que tocar em tonalidades difíceis de ser executadas.

Para isso utilizamos a escala.
Dó|#|Ré|#|Mi|Fá|#|Sol|#|Lá|#|Si|Dó

Faremos dois exemplos para a sua compreensão.
EXEMPLO 1

Digamos que, uma música foi feita originalmente nos acordes Dó - Fá - Sol, mas quando você a executa a sua voz não alcança algumas notas por serem muito agudas, é nesta situação que recorreremos ao uso da transposição de tonalidade, e trocaremos os acordes por outros mais graves logicamente.

Usando a escala acima vamos diminuir meio tom ou seja vamos localizar os acordes Dó - Fá - Sol na escala e voltar um acorde.

Resultado o acorde Dó passará a ser Si, o acorde Fá passará a ser Mi e o acorde Sol passará ao acorde Fá #.

EXEMPLO 2

Digamos que o caso seja inverso, que a música que você pretende executar é muito grave e você quer que a melodia se torne mais aguda.

Tomaremos como base os acordes Mi - Lá - Ré, e usando a escala alteraremos um tom, ou seja duas notas para frente.

Resultado o acorde Mi passará a ser o Fá # o acorde Lá passará a ser o acorde Si e o acorde Ré a Mi.

Escala menor
por Heberth A. Conceição

Além da escala maior, o tipo de escala mais comum é a menor. A principal diferença entre uma escala maior e uma menor é o intervalo entre a 1.ª e a 3.ª nota. Numa escala maior, o intervalo é de dois tons (uma terça maior), ao passo que, numa escala menor, ele é de um tom e um semitom (uma terça menor). Há três tipos diferentes de escala menor.

MENOR NATURAL

A escala menor mais comum é a chamada menor natural, que apresenta estes intervalos a partir da nota-raiz Tom - Semitom - Tom - Tom - Semitom - Tom - Tom. Na escala de C, as notas são C, D, Eb, F, G, Ab, Bb e C.

RELAÇão ENTRE A ESCALA MAIOR E MENOR NATURAL

Existe uma relação singular entre a escala menor natural e a maior que pode tornar muito fácil descobrir as notas de uma menor natural desde que você saiba tocar uma escala maior.

Cada uma das doze escalas maiores possui sua própria escala menor natural relativa. Esta escala menor toma a sexta nota da escala maior como sua raiz e mantém o mesmo padrão de intervalos da escala maior em direção à oitava. Por exemplo, como você já sabe, as notas da escala maior de C, são: C, D, E, F, G, A, B e C. A escala menor relativa tem início a partir da sexta nota da escala maior de C (neste caso o A) e utiliza a seqüência A, B, C, D, E, F, G e A.

Se você tocar essas duas seqüências de escala uma após a outra, irá verificar que, embora tenham as mesmas oito notas, as características tonais das duas são muito distintas.

A ESCALA MENOR HARMÔNICA

A escala menor harmônica difere da escala menor natural no fato de que a sétima nota é sustenida - ou seja, é acrescida de um semitom. Essa mudança cria uma alteração significativa no sabor e no fluxo do som. As notas na escala menor harmônica apresentam a seguinte série de intervalos a partir da nota raiz: Tom - Semitom - Tom - Tom - Semitom - Tom+Semitom - Semitom. No tom de C as notas usadas são: C, D, Eb, F, G, Ab, B e C.

A ESCALA MENOR MELÓDICA

A menor melódica, a terceira das escalas menores, difere da menor natural no fato de que a sexta nota é acrescida de um semitom. A escala menor melódica foi criada com este conjunto de intervalos a partir da raiz: Tom - Semitom - Tom - Tom - Tom - Tom - Semitom. No tom de C, as notas são: C, D, Eb, F, G, A, B e C. Ela também se diferencia porque, ao tocar uma escala menor descendente, as notas da escala menor natural são sempre usadas.

 

Escalas diatônicas
por Heberth A. Conceição

Você já deve estar craque na teoria das escalas, pois esta será importantíssima para a compreensão do tema que veremos à seguir.

Primeiramente, o que seria uma escala diatônica?

Antes de responder a essa pergunta é necessário a compreensão de um conceito mais refinado de semitom:

Existem dois tipos de semitons:

Semitom diatônico: é o semitom é formado por duas notas diferentes, por sons sucessivos.

Exemplo: de E para F. É um intervalo de meio tom (st), mas formado por duas notas diferentes.

Semitom Cromático: é aquele formado por notas de mesmo nome, mas com entoação diferente.

Exemplo: de C para C#. É um intervalo de meio tom com notas de mesmo nome, porém com entoação (som) diferente.

Tendo entendido isso (se não entendeu volte) o resto fica fácil.

A escala diatônica nada mais é que a escala que você aprendeu a fazer com aquela regrinha da lição anterior.

RESUMINDO

Escala Diatônica é aquela que as notas não se repetem, ou seja têm as 7 notas musicais.

Agora você deve estar morrendo de raiva (ou talvez não) por eu só ter dito isso agora. Bom eu não os culpo, mas se eu fosse deixar pra explicar isso antes de explicar a teoria geral das escalas ia ser mais difícil.

DETALHE IMPORTANTÍSSIMO:

Essa escala, A ESCALA DIATÔNICA, também é conhecida como ESCALA MAIOR. Esse detalhe é importante para a compreensão de assuntos posteriores.

 

Escalas Maiores
por Heberth A. Conceição

As escalas maiores são formadas pela seguinte fórmula: | tom tom 1/2 tom tom tom 1/2 | Vamos à prática: comecemos pela Escala Maior de Dó (C), por ser a mais simples. Lembra-se das 12 notas?

C-C#-D-Eb-E-F-F#-G-Ab-A-Bb-B-C-C#-D-Eb-E-F-F#-G-Ab-A-Bb-C...etc

Começando pelo C, seguindo a fórmula, temos:

I II III IV V VI VII VIII
C.. D.... E...... F... G.. A .....B....... C

Fácil, não? O I grau é a Tônica (root, raiz), que dá o tom da Escala. O II grau vem, pela fórmula, depois de um intervalo de 1 tom, ou dois 1/2 tom. Procure na sequência de notas. Achamos o D. O III grau, mais 1 tom (dois 1/2) - acharemos o E. O IV, só 1/2 tom - teremos o F, e assim por diante. TODAS as escalas maiores são construídas dessa forma. Usamos a de C como primeira, porque ela não apresenta acidentes - sustenidos (#) ou bemóis (b).

Vejamos a de Sol (G):

I II III IV V VI VII VIII
G ..A..... B .....C... D.. E... F#...... G

Notou que agora temos o Fá sustenido (F#)? Mas a fórmula continua a mesma:
tom,tom,1/2,tom,tom,tom,1/2. Comece pela tônica e confira. Pegue um lápis e papel e tente construir as outras. Procure memorizar a fórmula.

 

Escalas Menores Naturais
por Heberth A. Conceição

As escalas menores naturais são derivadas das Escalas Maiores, a partir do seu VI grau, mantendo-se os intervalos. Vamos ver a escala maior de C:

I II III IV V VI VII VIII
C D E F G A B C

O seu VI grau é A (Lá). Então vamos separar a de Am (Lá menor): C D E F G A B C D E F G ...

Teremos então:

I II III IV V VI VII VIII
A B C D E F G A

Percebeu que as notas das duas escalas são as mesmas? Por isso dá-se a elas o nome de Escalas Relativas. Quando o tom da música for C, por exemplo, você poderá improvisar utilizando as escalas de C (Dó Maior) ou Am (Lá menor). E vice-versa. Esta "relatividade" pode - e deve - ser utilizada para todas as notas. O VI grau de uma escala maior é SEMPRE sua Relativa Menor; o III grau de uma escala menor é SEMPRE sua Relativa Maior.

Notamos, também, que nossa fórmula, a partir da Tônica Menor, ficou assim: | tom 1/2 tom tom 1/2 tom tom |
Novamente, pegue seu lápis e papel e tente escrever todas as escalas naturais menores. Confira pela fórmula.

Viu? Passou aquele medo de escala que você tinha? Ainda não... Mas veja: com esta pequena introdução, muito fácil, por sinal, você já é capaz de formular 24 escalas - 12 maiores e 12 menores. Com uma vantagem: você só teria que decorar 12, já que as outras 12 são suas relativas (contém as mesmas notas). Você vai respirar aliviado: veremos técnicas que vão facilitar sua decoréba.

 

Explicação sobre tom e Semiton
por Heberth A. Conceição

Tons e Semitons: Expressões usadas no intervalo entre duas notas musicais. Quando falamos de escala estamos falando de uma seqüência de notas divididas entre tons e semitons.

Por exemplo pegamos aquela escala que todo mundo conhece que e a escala maior de Do

do re mi fa sol la si do ... notas da escala

1 2 3 4 5 6 7 8 ... graus da escala

No braço do instrumento e expressado da seguinte forma:

TOM: Expressado através de trastes alternados
MEIO TOM = SEMITON: Expressado através de trastes consecutivos

E|-----|------|-----|------|-----|
B|-----|------|-----|------|-----| T = Tom
G|-----|------|-----|------|-----| St = Meio Tom
D|-----|------|-----|------|-----|
A|-----|------|-----|------|-----|
E|--T--|--St--|--T--|--St--|--T--|

0 1 2 3 4 5
|____________|
1 tom

|_____|
1/5 tom

Da casa 1 para a 3 temos 1 tom Da casa 1 para 2 temos 1 meio tom

Vamos tentar na pratica:

Pegue seu instrumento coloque o dedo na primeira casa da sexta corda (a nota dada nesta casa e fa), agora araste o mesmo dedo para uma nota meio-tom acima. Como fazer isso? E muito simples, as notas nas casas do violão crescem da direita para esquerda, enato se eu quero uma nota meio-tom acima eu arrasto o dedo para próxima casa, cairei na segunda casa que é a nota Fa#.

Agora posicione novamente o seu dedo na primeira casa da sexta corda, vamos subir com o dedo para uma nota um tom acima. Também e simples, agora vamos pular uma casa, invés de arrastar para próxima, o dedo será posicionado na terceira casa que emite a nota Sol.

concluindo temos

Meio tom ou semi-tom eqüivale a metade de um tom, se temos dos meio-tons teremos um tom. Observe isto refletido na escala de Do Maior.

do re mi fa sol la si do ... notas da escala

1 2 3 -4 5 6 7 -8 ... graus da escala

do 3 para o 4 graus temos 1 meio-tom
do 7 para o 8 graus temos 1 meio-tom

Nos demais intervalos temos um tom.

O exemplo acima foi ilustrado pela escala de Do Maior, que curiosamente e a formula para construir escalas maiores.

 

Formação de Acordes
por Heberth A. Conceição

TODOS os acordes seguem uma norma padrão em sua formação. Isto significa que se você compreender como eles são formados, você pode aposentar todos os seus dicionários de acordes.
Além disso, você vai entender como será mais fácil visualizar escalas e identificar todas as notas no braço do instrumento.

Antes de continuar, precisaremos de algumas definições teóricas:

Já vimos anteriormente que intervalos são a distância entre notas. Vejamos quais os nomes dados a cada tipo de intervalo, quanto à sua distância:

Nome distância exemplo
-----------------------------------------
unison 0 1/2 tom C - C
2a. menor 1 1/2 tom C - Db
2a. Maior 2 1/2 tom C - D
3a. menor 3 1/2 tom C - Eb
3a. Maior 4 1/2 tom C - E
4a. perfeita 5 1/2 tom C - F
4a. aumentada/
5a. diminuta 6 1/2 tom C - F#
5a. perfeita 7 1/2 tom C - G
5a. aumentada/
6a. menor 8 1/2 tom C - G#
6a. Maior/
7a. diminuta 9 1/2 tom C - A
7a. menor 10 1/2 tom C - Bb
7a. Maior 11 1/2 tom C - B
oitava 12 1/2 tom C - C
-----------------------------------------

Você ainda se lembra como formar uma escala Maior, não? NÃO???? (me desculpe... volte alguns artigos atrás, ou você não entenderá mais nada!).
A nota que dá o nome à escala é a tônica. Vamos trabalhar novamente com a escala de Dó maior (C) por não conter acidentes. Lembra-se do conceito de grau? Vamos utilizá-lo também. Mais uma coisa: por coincidência, a escala de Dó maior e a escala diatônica de Dó são a mesma (também já vimos isto...).

I II III IV V VI VII VIII
tônica 2a. 3a. 4a. 5a. 6a. 7a. oitava
maior maior perfeita perfeita maior maior
C D E F G A B C

Vamos agora harmonizar a escala acima em terças: pegue uma nota, conte duas acima dela e forme o par. Por exemplo, C-E. Isto é chamado harmonização em terças DIATÔNICAS, onde a terça pode ser maior ou menor (baseada na escala DIATÔNICA). Mas não atropele ,vamos com calma. Teremos então:

C-E (M)
D-F
E-G
F-A (M)
G-B (M)
A-C
B-D

Perceba que os pares 1,4 e 5 são 3as. maiores, e os pares 2,3,6 e 7 são 3as. menores. (conte os intervalos em cada escala e confira na nossa tabela). Juntemos agora a 5a. sobre os pares encontrados, como C-G. Iremos encontrar:

C-E-G (M)
D-F-A
E-G-B
F-A-C (M)
G-B-D (M)
A-C-E
B-D-F

O que obtivemos são TRÍADES (acordes de 3 notas). as tríades 1, 4 e 5 são acordes maiores: Dó (C) Fá (F) e Sol (G). As tríades 2,3 e 6 são acordes menores de Ré (Dm) Mi (Em) e Lá (Am). A tríade 7 é um acorde diminuto de Si (Bdim ou Bº).

Pelos resultados de nossa harmonização, descobrimos as seguintes fórmulas:

Acorde maior: Tônica, 3a. maior, 5a. perfeita
Acorde menor: Tônica, 3a. menor, 5a. perfeita
Acorde diminuto: Tônica, 3a. menor, 5a. diminuta

Deixemos a harmonização de lado e voltemos ao nosso tom escolhido: Dó

C.................C-E-G
Cm................C-Eb-G
Cdim..............C-Eb-F#

Às tríades originais, podemos adicionar outras notas.

Os acordes com 7a. são as tríades originais adicionadas da 7a. OBS: existem 2 famílias de acordes com 7a.: a 7a. dominante e a 7a. maior. A diferença entre elas é que na dominante, usa-se a 7a.1/2 tom abaixo, enquanto que na maior usa-se a 7a. natural - e é claro, o som dos acordes é diferente... Os acordes com 9a. são os acordes originais, adicionados da 7a. e da 9a.

C7................C-E-G-Bb
Cmaj7.............C-E-G-B
C9................C-E-G-Bb-D

Os acordes chamados "add" têm a nota citada adicionada ao acorde. Por exemplo, um Cadd9 tem a 9a. adicionada à tríade maior.

Os acordes chamados "sus" têm a 3a. "suspensa" e substituída pela nota citada em seu nome.
Por exemplo, um Csus4 tem a 3a. substituída pela 4a. (algumas notações trazem ao invés do "sus" o seguinte: "addX no3" - onde X é o grau da escala e o "no3" quer dizer "excluindo a 3a.". Um Csus4 viraria um Cadd11no3)

Csus2(Cadd9no3)...C-D-G
Csus4(Cadd11no3)..C-F-G
C7sus2............C-D-G-Bb
C7sus4............C-F-G-Bb
C9sus4............C-F-G-Bb-D
Cadd9.............C-E-G-D
Csus4add9.........C-F-G-D

Vejam como os conceitos são simples, se você sabe como são formados. Percebeu a quantidade de acordes que já formamos? E os padrões, sendo estabelecidos em intervalos, podem ser transportados para qualquer escala (ou seja, multiplique tudo por 12 e saiba quantos acordes você já aprendeu a criar...)

Vamos detonar os menores, agora, juntando as 7a., 9a., sus, add. Lembre-se: a tríade menor e maior são iguais, EXCETO pela terça. Usemos então a 3a. menor.
Já construímos o Cm lá em cima: C-Eb-G. O resto é tudo igual:

Cm................C-Eb-G
Cm7...............C-Eb-G-Bb
Cm7+............C-Eb-G-B
Cm9...............C-Eb-G-Bb-D
Cmadd9............C-Eb-G-D

Ué...cadê os "sus"????? Não acabamos de ver que o que difere o "sabor" dos maiores e menores é a terça? E que os acordes "sus" trocam a terça pelo grau indicado? Então não temos acordes maiores e menores "sus".

Vamos tablaturar tudo, OK?

C Cm Cdim C7 Cmaj7 C9 Csus2 Csus4 C7sus2 c7sus4 C9sus4
e|-0---3-----------3----0-----3----3----3----3---3---3|
B|-1---4---4-----1----0-----3----3----6----3---6---3-|
G|-0---5---1-----3----0-----3----5----5----3---3---3-|
D|-2---5---4-----2----2-----2----5----5----5---5---3-|
A|-3---3---3-----3----3-----3----3----3----3---3---3-|
E|---------------------------------------------------------|

Cadd9 Csus4add9 Cm7 Cm(maj7) Cm9 Cmadd9
e|---0----------0-------3--------3---------3-------3-----|
B|---3----------3-------4--------4---------3-------3----|
G|---0----------0-------3--------4---------3-------0----|
D|---2----------3-------5--------5---------1-------1----|
A|---3----------3-------3--------6---------3-------3----|
E|---------------------------------------------------------|

Observemos, ainda, um detalhe: as nomenclaturas acima são as mais encontradas na NET; porém, se você verificar em publicações brasileiras, poderá encontrá-las de outra maneira. Vejamos:

Cdim = Cº
Cmaj7 = C7+
Csus2 = C2
Csus4 = C4
C7sus2 = C7/2
C7sus4 = C7/4
Cadd9 = C2 ou C/9

Não se preocupe em memorizar tudo... o importante é compreender a lógica existente na formação dos acordes - nada apareceu sem razão. Mais adiante veremos como memorizar facilmente todos estes conceitos, e conseqüentemente todas as notas no braço, e por fim, as escalas. O ponto principal neste artigo é que você se familiarize com conceitos como intervalo, grau, tônica, maior e menor, etc. - isto será muito importante daqui para a frente.

 

Harmonia
por Heberth A. Conceição

Aqui vai uma harmonia simples, em tom maior. O ritmo pode ser de bossa-nova, samba, funk ou shuffle, o compasso é 4/4. Grave a harmonia em uma fita ou peça para alguém tocar, e improvise. Bom estudo. Sugestões: além de utilizar as escalas nos trechos correspondentes, você pode usar:
Gm7 - arpejo Gm7 | Am7 - arpejo Am7 | Bb7M - arpejo Bb7M | C7 - arpejo C7, Dº ou Bbº, penta maior 4/7. Cm7 - arpejo Cm7 | F7 - arpejo F7 ou B7, penta maio 4/7.
Para os outros acordes utilize os arpejos dos mesmos.

Fá Maior | Gm7 | Am7 | Bb7M | C7 |

Síb Maior | Cm7 | F7 | Bb7M | Eb7M |

Ré Maior | Em7 | A7 | D/F# | Bm7 |

Fá Maior | Bb7M | C7 | F7M Dm7 | Gm7 C7 |

 

Harmonização (parte 03)
por Heberth A. Conceição

Os acordes (harmonias) são nada mais que pilhas de notas que pertencem a mesma escala. Para isso vamos dispor a escala de Dó maior assim:
Partindo do primeiro grau:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
Partindo do terceiro grau:
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ
Partindo do quinto grau:
SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ

As notas empilhadas ficam assim:

DO = MI = SOL: DO Maior
RE = FA = LA: RE Menor
MI = SOL = SI: MI Menor
FA = LA = DO: FA Maior
SOL = SI = RE: SOL Maior
LA = DO = MI: LA Menor
SI = RE = FA: SI Menor c/ quinta menor

Existem dois tipos de harmonias:

Tríades: que é formada por três graus da escala, no caso de Dó maior:
DÓ: Tônica do acorde
MI: Terça do acorde
SOL: Quinta do acorde
A tríade é um tipo de harmonia consonante, porque seus graus combinam-se perfeitamente, formando um som definido.

Tétrades: que é formada por quatro graus da escala, no caso de Dó maior:
DÓ: Tônica do acorde
MI: Terça do acorde
SOL: Quinta do acorde
SI: Sétima do acorde
A tríade é um tipo de harmonia dissonante, porque seus graus quando soam juntos dão um idéia de desarmonia, mas pertencem à mesma escala.

Maior ou menor ?
Um acorde é maior quando sua Terça (terceiro grau) é maior.
Para que seja maior é preciso observar a seguinte regra:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
1t 1t ½ t 1t 1t 1t ½ t

Observe o caminho que fez a escala de Dó maior, conforme explicado anteriormente.

Um tom de Dó à Ré, um tom de Ré à Mi, meio tom (semitom) de Mi à Fá, um tom de Fá à Sol, um tom de Sol à Lá, um tom de Lá à Si e meio tom de Si à 8ª (Dó)
Agora contado de Dó (1º grau) a Mi (3º grau) são exatamente dois tons.

 

Harmonização (parte 01)
por Heberth A. Conceição

MÚSICA

Música é a arte de manifestar os diversos afetos da nossa alma por meio dos sons.
A música divide-se em 3 partes fundamentais, que são:
Melodia: que é a combinação dos sons quando são executados uns após os outros formando um sentido inteligível;
Harmonia: é a combinação dos sons quando são executados juntamente (dois ou mais sons), formando um conjunto que soam como se fossem um só.
Ritmo: é a arte de combinar os sons, subdividi-los e organiza-los dentro de determinados espaços de tempo, criando uma variação de estilos e forma de executa-los.

As propriedades da música e suas diversas variações foram criadas em função de tempo e de combinações.

O princípio gerador das combinações é uma seqüência de sete notas (sons), que é chamada Escala Base.

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI

Que se repetem quase que infinitamente tanto no sentido positivo (ascendente (à)) quanto no sentido negativo (descendente (ß)). Damos o nome de Agudos aos sons Ascendentes e Graves aos sons descendentes.
Criou-se, para efeito de organização, uma definição que todo os sons são gerados à partir do DÓ chamado central no piano. Sendo sua freqüência variável em 4,100 Hz. Daí partimos em ambos os sentidos formando as escalas.

Como estas sete notas têm um combinação perfeita, mas que partindo de outra nota que não seja o DÓ central, dá se a impressão de que não forma o mesmo sentido. Daí criou-se os intervalos, que são notas que estão entre as sete notas convencionais. Para representa-los, das sete notas existentes, dividiram-se cinco, formando uma escala de doze notas.

DÓ – DÓ# - RÉ – RÉ# - MI – FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ – LÁ# - SI


SI – SIb – LÁ – LÁb – SOL – SOLb – FÁ – MI – MIb – RÉ – Réb - DÓ.

Sendo: # (sustenidos) em sentido ascendente e b (bemóis) em sentido decrescente.
À essa Escala de doze notas, damos o nome de Escala Cromática, Diatônica ou Semitônica.

A menor distância que existe entre uma nota (som) e outra(o) é chamada de SEMITOM, e a distância entre duas nota é chamada de TOM. Observe:

DÓ – DÓ# - RÉ – RÉ# - MI – FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ – LÁ# - SI – DÓ (Reinício) ST ST ST ST ETC...

Observe que a distância entre Dó e Dó# é de meio tom ou um semitom, e a distância entre Dó e Ré e de um tom. A distância entre Dó e Ré# e de um tom e meio, a distância entre Ré e Fá# é de dois tons e assim por diante, soma-se de meio em meios-tons e descobre-se a distância entre as notas da Escala.

 

Harmonização (parte 02)
por Heberth A. Conceição

Cada nota de uma Escala é chamada de Grau dessa Escala. Dentro da Escala Natural – de sete notas há sete Escalas. E na Escala Diatônica existem doze Escalas naturais.
Para descobrir cada Escala, basta iniciarmos de quaisquer das sete ou doze notas das Escalas e percorrermos o caminho, conforme escala padrão natural. Observe abaixo:

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
T T ST T T T ST

ONDE:
T (um tom) e ST (semitom)

Se iniciarmos uma Escala em Ré, teremos:

RÉ – MI – FÁ# – SOL – LÁ – SI – DÓ# - RÉ
T T ST T T T ST

Esta escala será chamada Escala Natural de Ré, porque começa com a nota Ré. E assim por diante... a escala que começa em Dó será chamada de Dó, etc.
Baseado na Escala Natural podemos criar variações e assim através disto descobrir novas possibilidades de combinações.

Harmonização Ú é a propriedade da música que tem como objetivo combinar e organizar os sons de maneira que formem um conjunto em harmonia (que soa bem aos ouvidos).

Para definirmos o sentido de harmonização, tomaremos como exemplo o acorde de DÓ MAIOR. O acorde de DÓ MAIOR é formado pela combinação de três sons:
Dó – que é chamado tônica, porque é ele quem dá nome ao acorde e porque é o que soa mais destacado.
Mi – que é chamado terça porque é o terceiro grau, partindo da tônica;
Sol – é chamado Quinta porque é o quinto grau, partindo da tônica.
Graus:

Usamos a escala cromática de Dó maior como exemplo.

Escala cromática de dó maior:

Notas: DO DO# RE RE# MI FA FA# SOL SOL# LA LA# SI
________1º________2º______3º__4º________5º________6º_______maj7º

Nomenclatura dos graus:___________________Símbolos:
1º Tônica__________________________________T
2º-Segunda menor___________________________2m
2º segunda maior____________________________2M
3º-terça menor______________________________3m
3º terça maior_______________________________3M
4º justa_____________________________________4J
5º-diminuta__________________________________5º
5º Justa_____________________________________5J
5º# quinta aumentada__________________________5#
6º sexta maior________________________________6M
7º-sétima menor______________________________7m
7º-sétima maior_______________________________maj7

 

Harmonização (parte 04)
por Heberth A. Conceição

Então quando a distância entre a Tônica e a Terça forem de dois tons, a Terça será maior.
Agora conte da Tônica até a 5ª (Sol), serão três tons e meio. Quando a distância entre a tônica e a 5ª forem de três tons e meio a 5ª será maior.
Confira:

Todo acorde, como já vimos anteriormente, é formado por três graus maiores, que são: 1º (tônica), 3º (Terça) e 5º (Quinta). Então a tríade de Dó maior será:

(Dó - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá - Si - Dó)

DO
Mi
Sol

Quando a Terça de um acorde for menor (se a distância entre a tônica e a Terça for de um tom e meio) o acorde também será menor. Veja no exemplo:

(Dó - Ré - Mib - Fá - Sol - Láb - Si - Dó)

DO
Mi bemol (ou Ré sustenido)
Sol
Sustenido e bemol são formas diferentes de representar os semitons.

Enquanto sustenido (#) representa meio tom subindo na escala, bemol (b) significa meio tom descendo na escala.

Existem uma vasta complexidade na harmonização, isto dá-se porque existem infinitas combinações. Mas cada tipo de harmonia têm um escala como origem.
Para defini-las foi preciso criar escalas, que são chamadas gregas, pois têm seu princípio baseado nos estudos da música grega. São elas:

Jônio
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ

Dórico
RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ

Frígio
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI

Lídio
FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ

Mixolídio
SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL

Aeólio
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ

Lócrio
SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI

Toda escala, como já foi explicado, têm sua formação na escala Cromática:

DÓ – DÓ# - RÉ – RÉ# - MI – FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ – LÁ# - SI

 

 

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