Harmonização (parte
05)
por Heberth A.
Conceição
TÉTRADES
(DISSONANTES)
Toda tétrade, como já vimos, têm como
formação quatro graus. E esses graus seguem o mesmo
padrão da tríade, ou seja, são notas
empilhadas, que, de acordo com sua posição
terão um nome específico.
Ex.:
A tétrade de Dó maior
Escala natural maior: DÓ – RÉ – MI
– FÁ – SOL – LÁ – SI –
DÓ
Começando da Tônica: MI – FÁ – SOL
– LÁ – SI – DÓ – RÉ
– MI
Começando da Terça: SOL – LÁ – SI
– DÓ – RÉ – MI – FÁ
– SOL
Começando da Quinta: SI – DÓ– RÉ
– MI – FÁ – SOL – LÁ –
SI
Então vemos que a tétrade de Dó maior formada
pelo empilhamento das notas, sequenciando de três em
três graus, formamos um acorde maior com uma sétima
maior.
C7M
Vamos analisar as tríades
Como já vimos, a tríade é formada por
três graus (1º, 5º e 6º graus).
A tríade muda de nome de acordo com sua
formação:
Para mudarmos sua formação devemos analisar os
intervalos que existem entre um grau e outro.
Vejamos:
DÓ – DÓ# – RÉ – RÉ#
– MI – FÁ – FÁ# – SOL –
SOL# – LÁ – LÁ# – SI –
DÓ
Como já podemos observar, a escala acima é uma escala
cromática. Que é formada por semitons, e por ela ter
começado em DÓ será chamada de escala
cromática de DÓ MAIOR. Como mostra a tabela acima os
graus dependem do acidente (# ou b) para serem identificados.
Se for # (sustenido) serão maiores ou aumentados
Se for b (bemol) serão menores ou diminutos.
Trabalhando com as tríades veremos que existem quatro tipos
delas:
TRÍADE NATURAL
1ª) sendo:
DÓ: T (tônica)
MI: 3ª (Terça maior)
SOL: 5ª (Quinta maior)
TRÍADE MENOR
DÓ: T (tônica)
Mib: 3ª (Terça menor)
SOL: 5ª (Quinta maior)
TRÍADE AUMENTADA
DÓ: T (tônica)
MI: 3ª (Terça maior)
SOL#: 5ª (Quinta aumentada)
TRÍADE DIMINUTA
DÓ: T (tônica)
Mib: 3ª (Terça menor)
SOLb: 5ª (Quinta diminuta)
Vamos analisar agora as tétrades
A tétrade têm sua formação parecida e
originária da tríade, só que com um grau a
mais. Esse grau é justamente uma Terça maior
(partindo da Quinta) exemplo:
Partindo da Tônica:
DÓ – RÉ – MI – FÁ –
SOL – LÁ – SI – DÓ –
RÉ – MI – FÁ – SOL –
LÁ – SI
2 tons - então é uma Terça maior
Partindo do terceiro grau:
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
– DÓ – RÉ – MI – FÁ
– SOL – LÁ – SI – DÓ –
RÉ
1 tom e ½ - então é uma Terça
menor
Partindo do quinto grau:
SOL – LÁ – SI – DÓ –
RÉ – MI – FÁ – SOL –
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
– FÁ
2 tons - então esta é uma Terça maior.
Empilhando as notas
DÓ–RÉ–MI–FÁ–SoL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL-
LÁ–SI
MI–FÁ–SOL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ–SI-DÓ–
RÉ
SOL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ–SI–DÓ–
RÉ–MI–FÁ
SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ
nova seqüência partindo do sétimo grau.
Dessa forma nós temos as tétrades de Dó maior.
E seus nomes serão:
As notas empilhadas ficam assim:
DO = MI = SOL = SI: DO c/ sétima Maior
RE = FA = LA = DO: RE Menor c/ sétima menor
MI = SOL = SI = RE: MI Menor c/ sétima menor
FA = LA = DO = MI: FA c/ sétima Maior
SOL = SI = RE = FA: SOL Maior c/ sétima menor
LA = DO = MI = SOL: LA Menor c/ sétima menor
SI = RE = FA = LA: SI Menor c/ quinta menor e sétima
menor
Harmonização (parte
06)
por Heberth A.
Conceição
Outros tipos de escalas:
CROMÁTICA
A escala cromática é formada por ½ e ½
tons, isto chama-se simetria, porque são distâncias
iguais.
HEXAFÔNICA
Agora temos a escala hexafônica.
A escala hexafônica é formada de tom em tons:
DÓ – RÉ – MI – FÁ# - SOL# -
LÁ# - DÓ
DIMINUTA
Formada de um tom e meio consecutivos:
DÓ – RÉ – MIb - MI- FÁ –
SOLb – LÁb - SIbb – DÓ
PENTATÔNICA
A escala pentatônica origina-se da escala maior, na verdade
é uma escala maior sem os 4º e 7º graus:
Exemplo:
Escala maior (modo Jônio)
DÓ – RÉ – MI – FÁ –
SOL – LÁ – SI
Escala pentatônica maior
DÓ – RÉ – MI – SOL –
LÁ
Diz-se pentatônica porque é formada de apenas 5
graus.
Existem também as escalas harmônicas e
melódicas
Estas escalas são muito usadas porque geram uma série
importantes de novas combinações harmônicas.
Mas para que se possa entender, preste atenção na
explicação abaixo.
Toda escala maior têm uma outra escala dentro dela, que
é uma escala menor. E essa escala têm sua
formação baseada da mesma forma que a tríade.
A essa escala damos o nome de escala relativa e que começa
no sexto (6º) grau da escala natural maior. Veja no exemplo
abaixo:
Escala natural maior de Dó maior
DÓ – RÉ – MI – FÁ –
SOL – LÁ – SI – DÓ –
RÉ – MI – FÁ – SOL –
LÁ – SI – DÓ
(– LÁ – )Aqui começa a escala relativa
menor.
Então a escala relativa menor de Dó maior
será:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
– FÁ – SOL – LÁ
1 t ½ t 1 t 1 t ½ t 1 t 1 t
Como você pode notar ela começa em Lá, portanto
será a escala de Lá menor.
Mas voltando às escalas Harmônicas e Melódicas
...
Harmônicas
A escala harmônica é a mesma relativa, só que
com o sétimo grau alterado. Ex.:
_______LÁ – SI – DÓ – RÉ
– MI – FÁ – SOL #
Sendo__T___2ª M_3ªm__4J__5J___6m___7ªM
Analisando a escala:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
– FÁ – SOL # – LÁ
1 t ½ t 1 t 1 t ½ t 1 t ½ t
Lembre-se que se a distância entre a Tônica e a
Terça forem menor que dois tons a Terça será
uma Terça menor, é o caso desta escala. Ela é
uma escala menor por esta razão.
Lembre-se que se a distância entre a Tônica e a Quinta
forem de três tons e meio a Quinta será uma maior.
Neste caso a Quinta desta escala será uma Quinta
maior.
Agora vamos empilhar as notas:
Partindo do primeiro grau:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
– FÁ – SOL# - LÁ
Partindo do terceiro grau:
DÓ – RÉ – MI – FÁ –
SOL# – LÁ – SI – DÓ
Partindo do quinto grau:
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI
– DÓ – RÉ – MI
Dispondo-os em ordem, a tríade de Lá menor
será:
LA – DO – MI: lá menor
SI – RE – FA: si meio diminuto
DO – MI – SOL: do Maior
RE – FA – LA: re menor
MI – SOL – SI: mi menor
FA – LA – DO: fá Maior
SOL# - SI – RE: sol# diminuta
LA – DO – MI: lá menor
Agora o empilhamento para a descrição das
tétrades:
Partindo do primeiro grau:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
– FÁ – SOL# - LÁ
Partindo do terceiro grau:
DÓ – RÉ – MI – FÁ –
SOL# – LÁ – SI – DÓ
Partindo do quinto grau:
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI
– DÓ – RÉ – MI
Partindo do sétimo grau:
SOL# – LÁ – SI – DÓ –
RÉ – MI– FÁ – SOL#
Dispondo-os em ordem, a tétrade de Lá menor
será:
LA – DO – MI – SOL#: lá menor com
sétima Maior
SI – RE – FA - LA: si meio diminuto
DO – MI – SOL# - SI: do Maior com 5 aumentada e
sétima Maior
RE – FA – LA - DO: re menor com sétima e
décima primeira aumentada
MI – SOL# – SI - RE: mi Maior com sétima
Maior
FA – LA – DO - MI: fá Maior com sétima
Maior
SOL# - SI – RE - FA: sol# diminuta
LA – DO – MI – SOL#: lá menor com
sétima Maior
Se você observar nas escala gregas (Jônio,
Dórico, Frígio, Lídio, Mixolídio,
Aeólio e Lócrio), que estão na página
4, vai ver que a escala relativa menor chama-se Aeólio na
escala de Dó maior. Mas devido à
alteração que ela sofreu no sétimo grau
(sol#), na Tétrade ela se chamará:
Aeólio7+ (Aeólio com sétima maior)
A sétima será chamada maior porque o sol é
sustenido. Veja no quadro de graus na página 05. A escala
harmônica então terá o nome de
AEÓLIO7+.
Agora, se separarmos os modos, começando da harmônica
(AEÓLIO7+), teremos os agrupamentos harmônicos da
relativa menor de Dó, no nosso caso é a Lá
menor (6º grau da escala de Dó):
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
– FÁ – SOL# - LÁ: modo
AEÓLIO7+
SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ
– SOL# – LÁ – SI: modo
LÓCRIO6
DÓ – RÉ – MI – FÁ –
SOL# – LÁ – SI – DÓ: modo
JÔNIO5#
RÉ – MI – FÁ – SOL# –
LÁ – SI – DÓ – RÉ: modo
DÓRICO4#
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI
– DÓ – RÉ – MI: modo
MIXOLÍDIO6b9b
FÁ – SOL# – LÁ – SI –
DÓ – RÉ – MI – FÁ: modo
LÍDIO9
SOL# – LÁ – SI – DÓ –
RÉ – MI– FÁ – SOL# :
ALT6/DIMINUTA
Veja só uma nova escala (ALT6/diminuta). Explicando-a:
Esta escala têm nome de escala diminuta (ALT significa
alterado), então ela é uma escala diminuta alterada.
Na verdade ela não é bem uma diminuta, e sim um
arpegio diminuto. E o nome de diminuta é uma
referência à tríade, o 7º grau dobrado
bemol, conforme página 8 (DIMINUTAS). Primeiro vamos
entender o termo ALT (ALTERADA). Diz-se tríade alterada
quando uma tríade vem acompanhada de:
2b/9b que é 2ª menor/9ª menor
2/9 que é 2ª aumentada/9ª aumentada que
também é uma 3ª menor
5b/11 que é 5ª diminuta ou 11ª aumentada que
também é uma 5ª diminuta
5/13b
6b ou 6m que é Sexta menor
Daí conclui-se que ALT se refere à:
SOL# – LÁ – SI – DÓ –
RÉ – MI– FÁ – SOL#
T__________3ªm______5ªdim____6ªm
Ou seja, neste acorde: modo que é o Sétimo grau da
escala relativa menor, no caso uma escala harmônica,
encontramos as características de ALT. Mas, simplificando, o
ALT é uma escala que começa no 7º grau de uma
escala relativa menor.
Harmonização (parte
07)
por Heberth A.
Conceição
ESCALA MENOR
MELÓDICA
A escala menor melódica é uma escala montada a partir
da relativa menor, só que com os 6º e 7º graus
aumentados. Veja no exemplo:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
– FÁ# – SOL# – LÁ
1t ½ t 1t 1t 1t 1t ½ t
E seus intervalos são: T 2M 3m 4J 5J 6M 7M
Se você montar a escala natural de Lá maior
verá que a única diferença que há entre
a maior e a menor melódica é a Terça, que
é maior na maior, e menor na menor melódica.
Conclusão: para tornar um acorde maior em menor basta
diminuir a sua Terça.
Campo harmônico da menor melódica
Tétrades
Graus:
LA – DO – MI – SOL#: dórico 7
+_____Am7+
SI – RE - FA# - LA: Frígio 6 _________Bm7
DO – MI – SOL# - SI: Lídio 7/5#______C7/5#
RE – FA# - LA – DO: mixolidio 4#____D7
MI – SOL# - SI – RE: mixolidio 6b____E7
FA# - LA – DO – MI: Locrio 9_______F#º
SOL# - SI – RE – FA#: Superior IO ou
ALT7____G#º
Vamos agora trabalhar com as escalas gregas. Combinando-as.
Dispondo as escalas gregas, temos (as maiores):
DÓ – RÉ – MI – FÁ –
SOL – LÁ – SI – DÓ: modo
Jônio
RÉ – MI – FÁ – SOL –
LÁ – SI – DÓ– RÉ: modo
Dórico
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
– DÓ– RÉ– MI: modo
Frígio
FÁ – SOL – LÁ – SI –
DÓ– RÉ– MI– FÁ: modo
Lídio
SOL – LÁ – SI – DÓ–
RÉ– MI– FÁ– SOL: modo
Mixolídio
LÁ – SI – DÓ– RÉ–
MI– FÁ– SOL– LÁ: modo
Aeólio
SI – DÓ– RÉ– MI–
FÁ– SOL– LÁ– SI: modo
Lócrio
Harmonização (parte
08)
por Heberth A.
Conceição
REPRESENTAÇÕES
– SINAIS GRÁFICOS
Para representar os acordes foram criados sinais. As cifras (nome
dos acordes) são identificadas por letras.
A B C D E F G
Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol
E sinais como:
M - maior
+ - maior (quando estiver na frente dos 7º e 14º graus) e
aumentada quando estiver na frente dos demais graus ou acordes
(cifras).
– - menor
m - menor
acordesus à
suspenso
º diminuto (quando estiver na frente de cifras) e grau (quando
estiver na frente de números que representam os graus da
escala.
# - sustenido
b - bemol
x - duplo sustenido (natural da escala)
bb - duplo bemol (natural da escala)
( ) - atenção !
(add) - acorde que não contém um dos graus que
compõe a tríade, suprimida temporariamente durante a
execução. Ex.: Dadd (Fá# - Lá)
Ø - meio diminuto. (tríade diminuta que contém
o sétimo grau menor)
/ acorde com baixo ou estrutura alterada. Ex.: D (Ré –
Fá# - Lá) estrutura normal D/A (Lá –
Ré – Fá#) estrutura alterada (graus
invertidos).
Transposição:
Transposição é quando queremos transportar uma
música, tocada em um acorde qualquer, para ser tocada em
outro acorde. Exemplo:
Temos uma música tocada em C (dó maior) e queremos
toca-la em E (mi maior)
Então conte quantos tons tem de C a E Dois tons
Escala do acorde da música:
DÓ – RÉ – MI – FÁ –
SOL – LÁ – SI – DÓ
Escala que queremos tocar:
MI – FÁ# – SOL# – LÁ – SI
– DÓ#– RÉ#– MI
Acordes comuns (exemplo) na música tocada em Dó
maior
C7+ G/B C5+ Am Am/G F7+ G7 C7 F G E Dm7 G#7+ Gm7
Contando dois tons (isto vale para todos os acorde comuns).
C7+ = E7+
G/B = B7+
C5+ = E5+
Am = C#m
Am/G = C#m/B
F7+ = A7+
G7 = B7
C7 = E7
F = A
B = B
E = G#
Dm7 = F#m7
G#7+ = C7+
Gm7 = Bm7
MODULAÇÃO:
Modulação é quando uma música é
tocada usando os acordes que pertencem ao campo harmônico do
acorde usado, e num determinado trecho a melodia da música
exige um outro acorde, que pertence ao campo harmônico de
outro acorde.
Harmonizando a escala Maior
Natural
por Heberth A.
Conceição
Nesta aula nós iremos
aprender a harmonizar a escala maior natural; para que você
consiga entender o assunto com profundidade é preciso que se
tenha um bom conhecimento das escalas naturais e uma
noção de acordes.
Essa parte do curso nos leva para a área de harmonia e
improvisação que nos da a possibilidade de mostrar
até onde vai a nossa criatividade, ou seja, é quando
deixamos de fazer o que está no papel e mostramos um pouco
de nosso talento e ousadia, pois não basta ler; temos que
criar situações.
O primeiro passo é escrever a escala maior com os graus
(neste caso usaremos a escala modelo: Dó maior)
I-II-III-IV-V-VI-VII-VIII --> graus
C-D-E-F-G-A-B-C --> notas
Em seguida selecionamos o primeiro, terceiro, quinto e
sétimo graus (tétrades) e a partir de cada nota que
encontramos continua-se a escala sem acrescentar nenhuma
dissonante, como na.
Vamos começar a harmonizar as notas começando pela
primeira coluna, Encontramos C-E-G-B, (tônica, terça
maior, quinta justa e sétima maior) acorde de: C7M.
O mesmo deverá ser feito com as demais colunas.
I ----> C D E F G A B C
III --> E F G A B C D E
V ---> G A B C D E F G
VII--> B C D E F G A B
Resultado da Harmonização:
--> C7M | Dm7 | Em7 | F7M | G7 | Am7 | Bm7 (b5) | C7M |
Este conjunto forma o que se denomina de campo harmônico, no
caso o de C. O importante nisto é que os acordes de um mesmo
campo harmônico soam bastante bem quando tocados uns com os
outros e, por isto mesmo, são comumente utilizados na
composição musical.
É evidente que a seqüência acima reflete apenas o
campo harmônico de C. Portanto, agora resta aplicar este
mesmo principio com todas as 12 notas musicais.
O uso da mão direita e
esquerda
por Heberth A.
Conceição
Existem posições e
definições diferentes para os dedos das duas
mãos. Pra começar vou passar alguns exercícios
para você entender o funcionamento da mão
direita.
- Mão direita
E responsável pela execução do rítimo
da música, fazendo as batidas os dedilhados, etc...
Normalmente usamos os dedos Polegar, Indicador, Médio e
Anular. O dedo Mindinho só e usado em técnicas mais
avançadas. Para facilitar os estudos classificamos os dedos
da mão direita como:
P - Polegar
I - Indicador
M - Médio
A - Anular
A mão direita deverá cair sobre a boca do
violão fazendo uma espécie de concha.
É importante colocar a mão de maneira
espontânea sem forçar e sem retesar os nervos.
Um exercício muito simples de dedilhado para mão
direita. Neste primeiro exercício não use a
mão esquerda, toque com as cordas soltas.
P - Polegar atinge a 6ª, 5ª ou 4ª cordas
I - Indicador atinge a 3ª corda
M - Médio atinge a 2ª corda
A - Atinge a 1ª corda (corda mais fina)
Dedilhado: P I M A
Primeiro toque com o polegar a 6ª corda;
Agora toque com o indicador a 3ª corda;
Depois toque com o médio a 2ª corda;
Finalmente toque com o anular a 1ª corda;
Repita alternado o polegar hora na 4ª, 5ª e 6ª
cordas.
Lembrando que você deve sempre manter um ritmo, ou seja o
mesmo tempo que você leva quando tocar com o primero dedo
para o segundo, deve ser igual para todos.
- Mão Esquerda
E respomsável por executar os acordes e sequências das
notas músicas.
O polegar e colocado na parte de trás do braço e os
demais dedos sobre as cordas na parte da frente. Estes quando tocam
as notas, devem fazê-lo apertando as cordas um pouco antes
dos trastes (no meio da casa).
Os dedos da mão esquerda são classificados
através de números, onde:
1 - Indicador
2 - Médio
3 - Anular
4 - Mínimo
No nosso estudo o acorde será representado por um
gráfico que representa uma reprodução do
braço do violão. As linhas horizontais
representão as cordas e as linhas verticais são os
trastes, veja abaixo um exemplo de acorde:
C (Acorde de Do Maior)
|-----|-----|-----|:E
b |--3--|-----|-----|:A
|-----|--2--|-----|:D
. |-----|-----|-----|:G
. |-----|-----|--1--|:B
. |-----|-----|-----|:e
Veja no gráfico a representação dos trastes,
casas e cordas:
|-----|-----|-----|:E
|-----|-----|-----|:A
|-----|-----|-----|:D
|-----|-----|-----|:G
|-----|-----|-----|:B
|-----|-----|-----|:e <- cordas
^ ^
| |
Trastes Casas
Em acordes que são posicionados acima da 3ª casa
será indicado o número da casa na parte superior do
gráfico (3º Tr.).
3ª 2ª 1ª casas
|-----|-----|-----|:E
|-----|-----|-----|:A
|-----|-----|-----|:D
|-----|-----|-----|:G
|-----|-----|-----|:B
|-----|-----|-----|:e
3º 2º 1º trastes
As letras a direita representam as cordas do instrumento:
|-----|-----|-----|:E -> 6ª Corda Mi (mais grossa)
|-----|-----|-----|:A -> 5ª Corda La
|-----|-----|-----|:D -> 4ª Corda Re
|-----|-----|-----|:G -> 3ª Corda Sol
|-----|-----|-----|:B -> 2ª Corda Si
|-----|-----|-----|:e -> 1ª Corda Mi (mais fina)
A letra b e os três pontos no lado esquerdo do gráfico
representam os dedos da mão direita posicionados sobre as
cordas. O b indica o dedo polegar chamado de BAIXO que é a
nota mais importante do acorde. A nota do baixo (polegar) varia
entre as cordas 4, 5 e 6 do instrumento, de acordo com o acorde
executado.
|-----|-----|-----|:E
b |-----|-----|-----|:A
|-----|-----|-----|:D
. |-----|-----|-----|:G
. |-----|-----|-----|:B
. |-----|-----|-----|:e
Poderiamos substituir a letra b e os pontos pela
classificação da mão direita, veja:
|-----|-----|-----|:E
P |-----|-----|-----|:A
|-----|-----|-----|:D
I |-----|-----|-----|:G
M |-----|-----|-----|:B
A |-----|-----|-----|:e
Polegar -P Atinge a Corda 5 que é chamado de Baixo
Indicador -I Atinge a Corda 3
Médio -M Atinge a Corda 2
Anular -A Atinge a Corda 1
Os números dentro das casas representão o
posicionamento dos dedos da mão esquerda em suas devidas
cordas:
C (Acorde de Do Maior)
|-----|-----|-----|:E
b |--3--|-----|-----|:A
|-----|--2--|-----|:D
. |-----|-----|-----|:G
. |-----|-----|--1--|:B
. |-----|-----|-----|:e
Lembrando que:
1 - Indicador
2 - Médio
3 - Anular
4 - Mínimo
Exercício com o primeiro acorde. Neste exercício
usaremos as duas mãos. Monte o acorde de Do maior com a
mão esquerda.
C (Acorde de Do Maior)
|-----|-----|-----|:E
b |--3--|-----|-----|:A
|-----|--2--|-----|:D
. |-----|-----|-----|:G
. |-----|-----|--1--|:B
. |-----|-----|-----|:e
Com a mão direita execute o dedilhado (P I M A) do primeiro
exercício. Aprenda outros acordes e tente tocar uma
sequência de acordes usando este dedilhado.
Glossário
Trastes - São os filetes de metal que dividem o braço
do instrumento em várias casas consecultivas;
Casas - São os espaços compreedidos entre os trastes
consecutivos. É nestes espaços que estão
localizadas as notas musicais. As casas são contadas, no
sentido da cabeça do violão para a caixa do
violão;
Boca (tampo) - Orifício localizado no corpo do violão
por onde o som se propaga;
Baixo - O baixo tem função de reforçar
harmoniosamente as notas graves dos acordes.
Acorde - É a produção de varios sons
simultâneos obtidos da combinação de varias
notas. Todo acorde é formado pôr três ou mais
notas.
1º Tônica 2º Terça 3º Quinta 4º
Dissonância
Na maior parte dos acompanhamentos , o baixo utiliza a tônica
como a nota preponderante, portanto as outras notas podem ser
utilizadas para fazer um desenho melódico, e com isso obter
um resultado mais colorido no acompanhamento....
Os Tetracordes da Escala
Maior
por Heberth A.
Conceição
Tetracorde é uma escala de
quatro notas contidas no limite do quarto grau.
Os tetracordes eram usados para construir melodias na música
grega antiga. Existiam três tipos de tetracordes
gregos:
Diatônico, com intervalos de:
Semitom - Tom - Tom
Cromático, com intervalos de:
Semitom - Semitom - Tom e meio
Enarmônico, com intervalos de:
Quarto de tom - Quarto de Tom - 2 tons
O tetracorde da escala maior é diferente daqueles usados na
Grécia antiga e consiste nos seguintes intervalos:
TOM - TOM - SEMITOM
Exemplos:
Tetracorde de Fá:
Fá - Sol - Lá - Sib
Tetracorde de Dó:
Do - Ré - Mi - Fá
Tetracorde de Sol:
Sol - Lá - Si - Dó
Tetracorde de Ré:
Ré - Mi - Fá# - Sol
Tetracorde de Lá:
Lá - Si - Dó# - Ré
Para a construção do tetracorde seguimos as mesmas
regras para a construção das escalas
diatônicas, não havendo repetição do
nome da nota e nem saltos para outra nota que seja a próxima
da ordem gradual (exemplo: dó ré mi fá sol
lá si dó ...)
Veja abaixo o quadro com os tetracordes:
Tetracorde de Dó- Do Ré Mi Fá
Tetracorde de Sol- Sol Lá Si Dó
Tetracorde de Ré- Ré Mi Fá# Sol
Tetracorde de Lá -Lá Si Dó# Ré
Tetracorde de Mi- Mi Fá# Sol# Lá
Tetracorde de Si- Si Dó# Ré# Mi
Tetracorde de Fá #-Fá# Sol# Lá# Si
Tetracorde de Dó # -Dó# Ré# Mi#
Fá#
Tetracorde de Sol #- Sol# Lá# Si# Dó#
Tetracorde de Ré #- Ré# Mi# Fá x Sol#
Tetracorde de Fá- Fá Sol Lá Sib
Tetracorde de Si b -Sib Dó Ré Mib
Tetracorde de Mi b- Mib Fá Sol Láb
Tetracorde de Lá b- Láb Sib Dó
Réb
Tetracorde de Ré b- Réb Mib Fá Solb
Tetracorde de Sol b- Solb Láb Sib Dób
Tetracorde de Dó b- Dób Réb Mib
Fáb
Tetracorde de Fá b- Fáb Solb Láb Sibb
Tetracorde de Si bb- Sibb Dób Réb
Mibb
Postura
por Heberth A.
Conceição
Para o violão popular
não há uma posição padrão como
há no violão clássico. Sentado o violinista
apóia o violão sobre a perna esquerda, que devera
estar apoiada em banquiho de mais ou menos vinte
centímetros. O dedo polegar da mão esquerda deve
permanecer sempre que possivel no centro do braço do
violão.
Mas devemos observar algumas coisas necessárias a um melhor
desempenho futuro. Se por acaso você quiser tocar de
pé, será necessário que você adquira uma
correia, que você poderá comprar em qualquer casa de
venda de instrumentos musicais, esta correia deve ser bem larga
para evitar que tenhamos dificuldades em permanecer durante um
tempo muito longo com o instrumento pendurado devido a dores no
ombro.
Segure o instrumento de forma que sua coluna permaneça reta,
ou seja, evite curvar-se para ver as casas no braço do
violão, e se você ainda vai realizar compra de um
violão, observe que em alguns violões os
botões ficam na parte superior do braço justamente
para que você localize as casas sem ter que olhar diretamente
para as casas. Quando tocar sentado evite se apoiar sob o
violão, permaneça com a coluna reta sempre evitando
olhar para o braço do violão.
Preparações – Parte
I
por Hberth A.
Conceição
1.Introdução
2. Função dominante
2.1. Dominante primário
2.2. Dominantes secundários
2.3. O acorde V7 4
3.Tensões
4. Exemplos
5. Na prática
1.Introdução
As preparações são uma parte que considero
importante na harmonia de uma música. Por isso nessa
série de textos procurarei demonstrar de forma
prática o uso das preparações.
2. Função dominante
É uma função de sentido suspensivo e pede
resolução na tônica. O acorde principal da
função dominante é o V grau. Isso acontece
porque os acordes com sétima possuem duas notas, que entre
elas existe um intervalo de três tons, conhecido como
trítono, que fica entre a terça maior e a
sétima menor.
Ex:
C7 – dó – mi – sol – sib
Onde mi (terça maior) e sib (sétima menor) formam o
trítono.
Uma curiosidade sobre o trítono é que ele já
foi chamado de “diabolus in musica”, devido a sua
sonoridade dissonante e instável. Vejamos a
utilização de dois tipos de acordes com
função dominante: dominante primário e
dominante secundário.
2.1 Dominante primário
É o acorde mais usado para preparar-se a tônica, tanto
no acorde maior como no menor.
Ex:
V7____I____V7_____Im
G7___C____G7_____Cm
2.2 Dominantes secundários
São os dominantes dos demais graus diatônicos.
Ex.
V7/III IIIm__________V7/IV_____IV
B7____Em___________C7________F
2.3 O acorde V7 4
Geralmente é muito comum o uso do acorde sétima com
quarta suspensa, principalmente com o acréscimo da nona.
Talvez você mesmo já tenha o utilizado, só que
geralmente ele é escrito de uma forma simplificada.
Ex.
G7 4 (9) --à F/G
3. Tensões
As tensões (9), (13) e (9 13) são usadas quando se
prepara um acorde maior e (b9) e (b9 b13) quando se prepara uma
tônica menor, mas como efeito surpresa qualquer tensão
é válida, desde que não haja conflito com a
melodia harmonizada. Conheço um amigo que gosta muito de
usar a quinta aumentada (#5), por exemplo. Eu gosto de usar a nona
menor (b9) e também a nona menor e a décima terceira
(b9 13).
4. Exemplos
a) | C7M | Am7 | Dm7 | G7 | C7M |
b) | C7M | Am7 | Dm7 | F/G | C7M | * F/G = G7 4 (9)
c) | C7M | A7 (b9 b13) | Dm7 | F/G G7 (b9) | C7M |
d) | C7M | E7 | Am7 | D7 | G7 (13) | C7M |
e) | C7M | Am7 | Dm7 | G7 | F/A G/B | C7M |
f) | C7M | B7 | Em7 | A7 | Dm7 | D7 | G7 | C7M |
5. Na prática
“Atirei o pau no gato”
| F7M | Am7 (11) D7 (b9) | Gm7 C7 (13) | F7M F7 | Bb7M |
| Am7 (11) D7 (b9) | Gm7 C7 (b9 13) | F7M |
Preparações – Parte
II
por Heberth A.
Conceição
1.Introdução
2.O Sub V7
3.II Cadencial
4. Exemplos
5. Na prática
1.Introdução
No primeiro texto falamos sobre a função dominante.
Neste texto veremos um outro tipo de acorde que também
possui função dominante, o Sub V7, e veremos um
acorde com outra função, o II cadencial, que
apresenta função subdominante.
2. O Sub V7
Sub V7 quer dizer substituto da sétima dominante e é
encontrado sobre o II grau abaixado, isto é, um semitom
acima do acorde de resolução. O Sub V7 resolve tanto
no acorde maior quanto no menor.
Ex:
Sub V7______I___________Sub V7______Im
Db7________C___________Db7________Cm
O Sub V7 dos demais acordes diatônicos são denominados
de Sub V7 secundários.
Ex:
__I____Sub V7/IV IV VIm7 Sub V7/V V7 I7M
|| C | Gb7 (#11) | F | Am7 | Ab7 | G7 | C7M ||
3. II Cadencial
A cadência harmônica autêntica é
caracterizada pelas funções subdominante, dominante e
tônica. A função subdominante se apresenta de
forma intermediária entre as funções
tônica e dominante. Um exemplo de cadência
autêntica: IIm V7 I. Como o IIm é parte da
cadência, daí o nome II Cadencial.
Ex:
IIm7 V7 I V7/III IIIm V7/II IIm7 V7 I
|| Dm7 G7 | C | F#m7 B7 | Em A7 | Dm7 G7 | C ||
4. Exemplos
a) | C7M | Em7 A7 | Dm7 | G7 | C7M |
b) | C7M | F#m7 B7 | Em7 | Dm7 G7 | C7M |
c) | C7M | Eb7 (9) | Dm7 | G7 | C7M |
d) | C7M | Bm7(11) Bb7(#11) | Am7 | Dm7 G7 | C7M |
5. Na prática
“Atirei o pau no gato”
| F7M | Am7 (11) Ab7 (#11) | Gm7 C7 (b9 13) | F7M Cm7 F7 (13)
|
| Bb7M Bm7 E7 (b9) | Am7 (11) D7 (b9 b13) | Gm7 C7 (b9 13) | F7M
|
Teoria das
escalas
por Heberth A.
Conceição
Como descrito na
introdução, harmonia é um conjunto de
sons...
Começaremos estudando as escalas musicais:
O que é uma escala?
Escala é uma seqüência de notas que seguem uma
orientação, baseada em uma nota principal, a
TÔNICA.
Bom, mas antes de entrarmos a fundo nesse assunto, é
necessário vermos tom e semi-tom:
Tom é o espaço que existe entre uma nota e outra.
É formado de dois semi-tons.
Semi-tom é o espaço mínimo que existe entre
uma nota e outra em uma escala. Na verdade isso não é
inteiramente verdade. Um semi-tom pode ser dividido em nove
unidades denominada "COMA". O coma é a medida mínima
do som. E daí se explica a desafinação de um
instrumento ou voz. Se em um intervalo de um tom (2semi-tons)
não se elevar ou diminuir som em EXATAMENTE 2 semi-tons ( ou
seja, 18 comas) ocorre a desafinação.
Exemplo:
De DÓ para RÉ são dois semi-tons. Mas e a nota
que está entre elas?
Sustenido (#): é a alteração, ou
elevação ascendente de um semi-tom a uma nota. EX.:
DÓ-DÓ#. Elevou-se a nota DÓ i um
semi-tom.
Bemol (b): é a alteração, ou
diminuição descendente de um semi-tom a uma nota.
EX.: RÉ-RÉb. Diminui-se a nota RÉ i um
semi-tom.
OBS.: MI# e SI# "teoricamente" não existem. Isso não
é verdade e será explicado mais a frente.
Para se formar uma escala, usa-se a seguinte fórmula:
T- t - t - st -t - t - t -st
T=> tônica t=> tom st=> semi-tom
Explicando:
Tomando a nota básica ( T ), anda-se um tom, depois outro
tom, depois um semi-tom,..., e por último outro semi-tom,
retornando à tônica.
Exemplo:
Tomando como tônica a nota DÓ, deve substituir na
letra T. Substituindo:
DÓ-RÉ-MI-FÁ-SOL-LÁ-SI-DÓ.
Entendendo:
De DÓ para RÉ existe um tom(
DÓ-DÓ#-RÉ).
De RÉ para MI existe um tom( RÉ-RÉ#-MI).
De MI para FÁ existe um semitom( MI-FÁ), já
que teoricamente MI# não existe.
E assim por diante.
Daí para frente é só usar a formulazinha e
substituir a tônica pela nota da escala desejada.
Exemplo:
Escala de FÁ. Substituindo:
FÁ- SOL- LÁ- SIb-
DÓ-RÉ-MI-FÁ
De FÁ para SOL existe um tom
(FÁ-FÁ#-SOL)
De SOL para LÁ existe um tom (SOL-SOL#-LÁ)
Agora vem a pergunta: porque é SIb e não LÁ#?
Não é a mesma coisa?
R.: Ao ouvido é a mesma coisa sim. Mas na hora de se ler uma
partitura de uma música em FÁ jamais você vai
encontrar um LÁ#.
Treine isso e faça com as outras escalas.
Explicação
Geralmente o pessoal acha que escalas é muito fácil e
aprende de qualquer jeito, isto é, aprende errado. Agora vou
mostrar o porquê do MI# e SI#.
O "x"da questão é o seguinte: as pessoas não
sabem que é OBRIGATÓRIO as escalas terem todas as 7
notas musicais(C,D,E,F,G,A,B). Mas como assim? Veja o exemplo
(agora na nomenclatura de CIFRA)
ESCALA DE DÓ:
C, D,E,F,G,A,B,C
Simples certo. Tem todas as notas musicais de C a C. Agora a escala
de D:
D,E,F#,G,A,B,C#.D.
Bom ainda está fácil, certo? Tem todas as 7 notas
musicais de novo.Agora mais uma, a de E:
E,F#,G#,A,B,C#,D#,E
Sem mistério. Agora já muda uma pouco com a de F.
Responda: qual está certa?
Essa: F,G,A,A#,C,D,E,F;
ou essa: F,G,A,Bb,C,D,E,F;
Ou as duas estão certas?
Se você acha que é a primeira, você pensou como
muitos por aí, A certa é a 2ª e só a
2ª. Por que?
R.: é como eu já havia dito: TODAS AS ESCALAS DEVEM
TER TODAS AS NOTAS MUSICAIS.
Explicação:
Na escala de F, seguindo a nossa fórmula, vemos que da
terceira para a quarta nota deve haver um intervalo de apenas meio
tom. No caso A(3º) para supostamente A#(st). Por que
não pode ser A#? Simples: porque já tem uma nota A na
escala, não pode haver outra, porque senão iria
faltar uma das notas musicais, no caso a nota B. Então ao
invés de usarmos A# devemos usar Bb, que é
sonoricamente a mesma coisa.
Uma coisa deve ser muito bem entendida: INDEPENDENTE DE SER
SUSTENIDO OU BEMOL, A NOTA LÁ SEMPRE VAI SER LÁ (A,
Ab, A#). O MESMO VALE PARA QUALQUER OUTRA NOTA MUSICAL. Por exemplo
(pra não restar mais dúvida):
C, Cb e C# TODAS são Dós. Então se uma escala
se estiver faltando a nota DÓ vai ser dessas três. Mas
a verdade é que existem ainda mais outros dois
símbolos que alteram a elevação do som de uma
nota.
x (na verdade é um "x" um pouco diferente, mas este serve):
este é o DOBRADO SUSTENIDO. Altera i dois st ascendentes a
nota.
bb: DOBRADO BEMOL. Altera i dois st descendentes a nota.
Agora o E# e o B#:
Agora que você já entendeu a colocação
acima( se não entendeu volte e entenda) tente fazer a escala
de C#. TENTE!
Bom, pra começar use a nossa fórmula. Você,
logicamente, deve ter percebido que se na escala de C nenhuma nota
era sustenida agora todas vão ser.
Antes era: C,D,E,F,G,A,B,C.
Agora sustenizando todas as notas teremos:
C#,D# e...... não tem jeito; tem que ser E#! Depois F#, G#,
A#, e.......B#.
Pronto!
Agora outro exemplo simples:
ESCALA DE D#:
D#, E#......, e agora? Antes o F já era sustenido. Só
resta usar o DOBRADO SUSTENIDO! Então fica:
D#,E#,Fx,G# A#, B# e por fim Cx
O mesmo se aplica à escala de Fb:
FB, Gb, Ab, e......Bbb, Cb,Db,Eb,Fb.
Este assunto é muito importante, se você o entender
bem não terá dificuldade nas próximas
lições, pois elas estão todas baseadas neste
teoria.
Tonalidade e Escalas -
Definições
por Heberth A.
Conceição
Nesta aula
iremos apenas abordar definições básicas sobre
escalas e tonalidades que mais adiante estudaremos cada assunto
mais detalhadamente.
Tonalidade
Tonalidade é o fenômeno harmônco e
melódico que rejem a formação das escalas,
é o conjunto de sons que relacionam com uma nota
tônica.
A Tônica é a nota de resolução principal
na escala, sendo o centro tonal e melódico da tonalidade. A
Tônica é a primeira nota da escala (Primeiro grau), a
qual dá o nome à escala.
Escala, como já vimos anteriormente, é o conjunto de
notas organizadas em ordem gradual de altura ascendente ou
descendeste.
Existem muitos tipos de escalas usadas na nossa música tais
como: Exóticas, Bebop, Símétricas,
Pentatônicas, Hexatônias, Blues, etc. Entre muitas
outras existentes em outras culturas musicas.
As principais escalas e bases para o nosso estudo de tonalidade
são as Diatônicas e Cromáticas.
Escala Cromática
A escala cromática é composta por intervalos de
semitons, ou seja de meio em meio tom (como vimos na aula
anterior), podendo ser temperada (em instrumentos de
afinação no sistema temperado) ou harmônica (
em instrumentos de som não fixos).
Escala Diatônica
A Escala Diatônica é composta por intervalos de tons e
semitons diatônicos. É a escala da tonalidade, por
exemplo a escala diatônica de Dó maior é a
escala no tom de Dó maior. É mais comum ser chamada
apenas de escala maior (Tonalidade Maior) ou escala menor
(Tonalidade Menor).
As Escalas Diatônicas podem ser: Maior, Menor (primitiva),
Menor Harmônica e Menor Melódica.
Escalas Relativas
As Escalas Relativas são aquelas que possuem o mesmo
conjunto de notas. Sempre uma maior será relativa de uma
menor e vice-versa. Por exemplo: Dó maior é relativo
de Lá menor e Lá menor é relativo de Dó
Maior, porque estas duas escalas possuem as mesmas notas.
Exemplo:
Notas da escala de Dó Maior: Dó Ré Mi
Fá Sol Lá Si
Notas da escala de Lá Menor: Lá Si Dó
Ré Mi Fá Sol
Veja abaixo as escalas relativas: Dó Maior <===>
Lá Menor
Ré b Maior <===> Si b Menor
Ré Maior <===> Si Menor
Mi b Maior <===> Dó Menor
Mi Maior <===> Do # Menor
Fá Maior <===> Ré Menor
Sol b Maior <===> Mi b Menor
Sol Maior <===> Mi Menor
Lá b Maior <===> Fá Menor
Lá Maior <===> Fá # Menor
Si b Maior <===> Sol Menor
Si Maior <===> Sol # Menor
Escalas Homônimas
Escalas Homônimas são aquelas que possuem o mesmo
nome, ou seja, possuem a mesma tônica.
Exemplo: Dó Maior é homônima de Dó
Menor
Escalas Enarmônicas
Escalas Enarmônicas são aquelas que possuem o mesmo
som, mas com notação diferente. Exemplo:
Escala de Fá # Maior - Fá # - Sol # - Lá # -
Si - Dó # - Ré # - Mi #
Escala de Sol b Maior - Sol b - Lá b - Si b - Dó b -
Ré b - Mi b - Fá




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