O guitarrista recebeu o troféu das mãos do editor chefe da revista na viagem que fez ao Japão no mês de fevereiro.
Parabéns Kiko!
O guitarrista recebeu o troféu das mãos do editor chefe da revista na viagem que fez ao Japão no mês de fevereiro.
Parabéns Kiko!
Curso Básico de Violão (parte 01)
D (Re
Maior)______________Dm (Re Menor)
|-----|-----|-----|:E_______|-----|-----|-----|:E
|-----|-----|-----|:A_______|-----|-----|-----|:A
b|-----|-----|-----|:D_______|-----|-----|-----|:D
. |-----|--2--|-----|:G______|-----|--2--|---- |:G
. |--3--|-----|-----|:B______|--3--|-----|-----|:B
. |-----|--1--|-----|:e______|-----|-----|--1--|:e
Observe nos acordes acima que o Baixo é sempre dado na corda
que emite a nota nomeadora do acorde.
* Ritmo e dedilhados
O Tempo
Para ter uma noção básica sobre o tempo, vamos
praticar usando como marcador um relógio, a cada segundo
passado toque a 6ª corda do instrumento com o Polegar, siga o
ritmo dos segundos sem atrasar e nem adiantar. Vamos tocar a mesma
nota a cada segundo que passa.
Então vamos dizer que 1 tempo e igual a 1 segundo.
Agora vamos tocar a cada tempo uma nota diferente.
Usaremos 3 tempos.
No primeiro tempo toque com o polear a 6ª corda;
No segundo tempo toque com o polegar a 5ª corda;
No terceiro tempo toque com o polegar a 4ª corada;
Observe o esquema abaixo:
Tempos 1 2 3 1 2 ...
Dedos P P P P P ...
Repita este movimento até sincronizar com
perfeição, um toque a cada tempo.
Dedilhado
É o processo de tirar notas sucessivas, uma corda de cada
vez, cada corda com um dedo diferente.
1º Dedilhado
Tempos 1 2 3 4 1 2 3 ...
Dedos B 1 2 3 B 1 2 ...
|_____________|
Ded. Completo
Onde:
B = Baixo
1 = Indicador
2 = Médio
3 = Anular
Exercício:
Para praticar este dedilhado vamos treinar no acorde de C (Do
maior).
C
|-----|-----|-----|:E
b|--3--|-----|-----|:A
|-----|--2--|-----|:D
. |-----|-----|-----|:G
. |-----|-----|--1--|:B
. |-----|-----|-----|:e
Começamos tocando com o Polegar na 5ª corda indicado
por b no gráfico,
agora toca-se o Indicador na 3ª corda, em seguida o dedo
Médio na 2ª corda e finalmente o dedo Anular na 1º
corda.
Tente executar no dedilhado o trecho abaixo, aplicando o dedilhado
completo duas vezes em cada posição. Você deve
alcançar a perfeição quando conseguir fazer as
passagens de um acorde para outro seguindo o tempo
corretamente.
Am - A7 - Dm - Am - E - E7 - Am
Curso Básico de Violão (parte
02)
por Heberth A.
Conceição
Guia de introdução
ao estudo da música para violão
Capítulo 2: Conhecendo o instrumento
Neste capítulo vamos conhecer de um modo geral, o
violão.
O violão se encaixa na categoria "Instrumento de cordas",
possui 6 cordas, cada uma possui um diâmetro diferente e
é capaz de produzir notas musicais a partir de suas
vibrações. O violão pode possuir dois tipos de
encordamento, Nailon ou Aço, é extremamente
recomendado que o iniciante possua encordamento de nailon.
Começamos a contar as cordas, da mais fina para a mais
grossa, ou seja chamamos a mais fina de 1ª corda. As seis
cordas, soltas, (quando tocadas sem as pressionar com nenhum dedo
da mão esquerda) produzem as seguintes notas.
1ª corda: Mi
2ª corda: Si
3ª corda: Sol
4ª corda: Ré
5ª corda: Lá
6ª corda: Mi
O braço do violão está dividido em casas
(pequenos retângulos delimitados por uma fina peça de
metal). Ao pressionarmos uma das cordas com um dedo da mão
esquerda, estaremos alterando sua tensão e
conseqüentemente o som emitido por sua vibração,
resumindo, estaremos tocando uma outra nota musical. As casas
são contadas, no sentido da cabeça do violão
para a caixa do violão.
Capítulo 3: Afinação do Instrumento
Uma das coisas mais irritantes para um iniciante, é afinar o
violão, primeiro porque ele ainda não desenvolveu
habilidade auditiva, ele sabe que está desafinado, mas
não sabe quando está afinado, e segundo, porque
realmente é uma coisa difícil.
A tensão nas cordas é regulada apartir das tarraxas
(pinos que ficam na cabeça do violão, na extremidade
do braço). Se o som produzido pela corda for mais baixo do
que o desejado, é preciso girar a tarraxa correspondente
para esquerda, isso irá aumentar a tensão na corda e
fará com que o som fique mais agudo.
Para afinar um violão, é preciso um som de
referência, no caso pode ser a nota Lá, gerada
através de um instrumento acústico chamado de
diapasão, que pode ser de dois tipos: de percussão e
de sopro, o primeiro é feito de metal e possui duas pontas,
já o segundo é parecido com uma gaita. Este
instrumento produz um som estabelecido internacionalmente pelo
Congresso de Londres, em 1939. Numa temperatura de 20º C, o
diapasão possui uma frequência de
vibração de 440Hz, o que corresponde a nota
Lá, que deve ser o som da 5ª corda solta.
Depois de tomar uma verdadeira surra para igualar o som do
diapasão com o da 5ª corda, podemos começar a
afinar as outras. Procederemos da seguinte forma.
O som da 5ª corda pressionada na 5ª casa corresponde ao
som da 4ª corda solta (corda de baixo)
O som da 4ª corda pressionada na 5ª casa corresponde ao
som da 3ª corda solta (corda de baixo)
O som da 3ª corda pressionada na 4ª casa corresponde ao
som da 2ª corda solta (corda de baixo)
O som da 2ª corda pressionada na 5ª casa corresponde ao
som da 1ª corda solta (corda de baixo)
O som da 5ª corda pressionada na 5ª casa corresponde ao
som da 4ª corda solta (corda de baixo)
O som da 6ª corda pressionada na 5ª casa corresponde ao
som da 5ª corda solta (corda de cima)
Capítulo 4: Escala de Notas (Tons)
Depois de introduzirmos os conceitos fundamentais para iniciarmos o
nosso estudo, iremos verificar o que acontece quando modificamos a
tensão de uma corda, e entender porque podemos afinar o
violão da forma proposta acima!
Já dissemos acima que as casas são contadas no
sentido da extremidade do braço até a caixa, ou seja
a casa mais próxima da cabeça do violão (onde
estão as tarraxas) é a primeira casa.
A diferença de som, de uma corda solta para a mesma corda,
pressionada na 1ª casa é de 1/2 tom acima. Isso
significa que o som está 1/2 tom mais agudo. Uma nota com
meio tom a mais, é representada pelo símbolo #. Por
exemplo: a 5ª corda solta produz um Lá, já a
mesma corda pressionada na primeira casa, produz um Lá#.
Quando aumentamos o tom, criamos uma escala ascendente (#) e quando
diminuimos, criamos uma escala descendente (bmol), por exemplo, Si
1/2 tom abaixo é um Sibmol, que na verdade é igual ao
La#, falamos Sibmol porque a nota original era o Si.
Se tivermos um Lá# e aumentarmos 1/2 tom (pressionando a
5ª corda na segunda casa) obteremos um Si.
Todos sabemos a ordem das notas musicais:
Dó - Ré - Mi -Fá - Sol - Lá - Si -
Dó
Do Dó para o Ré, aumentamos 1 tom inteiro, do
Ré para o Mi e do Sol para o Lá também.
Já do Mi para o Fá aumentamos 1/2 tom e do Si para o
Dó também! Por que o Mi e o Fá são
diferentes?
Na verdade o que acontece com essas notas é o seguinte,
tomaremos o Mi como exemplo, porem, acontece a mesma coisa para o
Si. A freqüência de vibração da nota, que
supostamente seria, Mi# é praticamente idêntica a
freqüência do Fá. Para não termos duas
notas com o mesmo som, (o Mi# e o Fá), decidiu-se que o Mi#
seria automaticamente o Fá, sendo então abolido,
portanto, não "existe" Mi# nem Si#!
Mi# não existe, seu valor é Fá
Si# não existe, seu valor é Dó
Pratique isso como exercício sempre que puder!
Aumentando cada nota de 1/2 em 1/2 tom, Temos uma escala conhecido
por "Cromática"
Veja esta escala cromática a partir da nota natural
Dó.(entende-se por nota natural, Do, Re, Mi, Fa, Sol, La,
Si)
DÓ - DÓ# - RÉ – RÉ# - MI –
FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ –
LÁ# - SI – DÓ
Capítulo 5: Formação dos Acordes
(Maiores)
Acorde é um conjunto de notas tocadas ao mesmo tempo,
formando uma composição perfeita. Os acordes
são usados para tocarmos a música propriamente dita,
e apartir de agora começaremos o nosso estudo! Nós
estudaremos acordes no padrão universal, pelo que chamamos
de CIFRAS.
Por exemplo o acorde Dó é uma
composição perfeita pois é formado pelas
notas: Dó, Mi, Sol.
A maioria dos acordes são formados basicamente por 3 notas,
o que chamamos de Tríade.
Quer saber como os acordes são formados?
Fazendo uma escala Diatônica (Entende-se por Escala
Diatônica, o que seria uma escala variando de 1 em 1 tom,
porém isso não acontece pois do Mi para o Fá
temos 1/2 tom e do Si para o Dó também, por isso a
escala Diatônica possui a seguinte variação: 1,
1, 1/2, 1, 1, 1, 1/2)
I----II-–--III—--IV----V-----VI---VII---VII
DÓ – RÉ – MI – FA – SOL
– LA – SI – DÓ
RE – MI – FA# - SOL – LA – SI – DO# -
RE
MI – FA# - SOL #- LA – SI – DO# - RE# - MI
FA – SOL – LA – Sib – DO – RE –
MI – FA
SOL – LA – SI – DO – RE – MI –
FA# - SOL
LA – SI – DO# - RE – MI – FA# - SOL# -
LA
SI – DO# - RE# - MI – FA# - SOL# - LA# - SI
Resumindo:
Mi + 1 tom = Fa#, porque Mi + 1/2 tom = Fa.
Si + 1 tom = Do#, porque Si + 1/2 tom = Do.
A primeira coisa que podemos notar é que você
não entendeu nada do que nós fizemos na tabela acima!
O que é normal, pois você ainda não sabe umas
coisinhas:
Os números em romano significam o grau da escala, cada grau
corresponde a um tom, menos do II para o IV, que temos 1/2 tom e do
VII para o VIII que também temos 1/2 tom.
Um acorde é formado pela PRIMEIRA, TERÇA e a QUINTA
notas do quadro acima!
Ou seja, Lá é formado por: La, Do# e Mi.
O Sol é formado por: Sol, Si e Re.
"Essa é a fórmula dos acordes maiores"
Outro ponto importante que podemos notar é que a I e a VIII
são sempre iguais, isso é super importante, pois
é um modo de você saber se está fazendo a
tabela certo ou não!
Treine bastante a tabela acima, tente faze-la numa folha de papel
sem olhar, depois confira, essa tabela é o ponto chave para
entendermos o que vem pela frente!
Curso Básico de Violão (parte
03)
por Hberth A.
Conceição
Guia de introdução
ao estudo da música para violão
Parte III
Capítulo 6: Formação dos Acordes
(Menores)
Neste capítulo iremos introduzir um outro tipo de acorde, os
acordes menores. Os acordes menores são representados pela
letra m em minúscula. Ex: DOm, REm, FAm e etc!
Assim como os acordes maiores, os menores também são
formados por conjuntos de notas, porém a tabela que teremos
que fazer será um pouco diferente. Lembra que no
capítulo 4 que da III para IV e da VII para a VIII
aumentávamos 1/2 tom? (Se não se lembra dê uma
olhada na tabela do cap. 4). Para os acordes menores, os graus
vão mudar, confira a tabela abaixo e veja que agora temos da
II para III e da V para VI aumentos de 1/2 tom.
I-----II---III---IV---V---VI---VII---VIII
Cm – D – D# - F – G – G# - A# - Cm
Dm – E – F – G – A – A# – C -
Dm
Em – F#- G – A – B – C – D –
Em
Fm – G – G# - A# - C – C# - D# - Fm
Gm – A – A# - C – D – D# - F –
Gm
Am – B – C – D – E – F – G
– Am
Bm – C# - D – E – F# - G – A - Bm
Lembrete:
Mi + 1 tom = Fa#, porque Mi + 1/2 tom = Fa.
Si + 1 tom = Do#, porque Si + 1/2 tom = Do.
Se pegarmos a PRIMEIRA, a TERÇA e a QUINTA obteremos
qualquer acorde menor!
Ou seja:
REm é formado pelas notas: REm, FA e LA
SOLm é formado pelas notas: Sol, La# e Ré
(O m na tabela só consta a título de
demostração)
Capítulo 7: Introdução a notação
de CIFRAS
Cifra é apenas uma notação diferente para os
acordes, muitos a consideram um método, e na verdade
realmente é. Existem dois métodos mais conhecidos
para aprender e tocar violão, o método da Pauta
Musical, que é bem mais preciso, pois contém a oitava
que a nota deve ser tocada assim como o seu tempo e todos os
detalhes para que a música seja tocada exatamente como seu
criador a compôs. No método das cifras, o processo foi
simplificado, porém depende muito mais da sua habilidade e
criatividade para conseguir fazer com que a música lembre a
original. Por ser mais simples de entender, as cifras foram se
tornando o padrão mais conhecido e utilizado pelos
músicos amadores.
Capítulo 8: Acordes com 7ª
Existem notas que além de serem formados pela PRIMEIRA,
TERÇA e a QUINTA são formados também pela
SÉTIMA. Estes acordes são chamados de Acordes com
7ª. Neste capítulo aprenderemos a fazer os acordes com
7ª apartir das tabelas dos capitulo 4 e 5.
Para acharmos a sétima menor de uma nota devemos pegar a
primeira (que é sempre ela própria) e diminuir um tom
inteiro e para acharmos a 7ª Maior (Ex. D7M) pegamos a
primeira e diminuímos 1/2 tom!
Portanto a notação é:
X7 - Leia X com 7ª menor ou apenas, X com sétima
X7M - Leia X com 7ª maior.
Por Exemplo:
A7 (La com 7ª), pegamos o próprio Lá (nota), que
é a primeira de A (acorde) e diminuímos 1 tom
inteiro.
ou seja, o A era formado por, La, Do e Mi daí pegamos a
primeira de A que é Lá e diminuímos 1 tom,
então A7 é formado por Sol, Do e Mi.
Por que pegar a primeira e diminuir 1 tom para achar a
sétima menor, qual é a lógica? Muito simples,
um acorde com sétima é formado pela TERÇA,
QUINTA e a SÉTIMA, para encontrarmos a sétima,
é mais fácil você pegar a OITAVA e diminuir 1
tom inteiro, não é mesmo? É, exatamente o que
nós fizemos, lembra que a 1ª a oitava são
iguais! Baixamos direto da primeira porque já sabemos que a
primeira de qualquer nota é ela mesma!
Vamos a outro exemplo:
Como achar D7 (Ré com 7ª)?
Primeiro passo: Quais as notas que formam D?
Elas são: Ré, Fa# e Lá (Consulte o
capítulo 4 se tiver dúvidas)
Sabemos que a primeira de qualquer nota é ela mesma,
então a primeira do acorde Ré é a nota
Ré, então vamos achar a sétima diminuindo 1
tom da primeira. Ré - 1 tom = Dó
Então, D7 é formada por: Do, Fa# e Lá.
(Cuidado quando for diminuir 1 tom de Fa e Dó, pois
Dó - 1 tom = La# e Fá - 1 tom = Ré#)
Podemos lembrar também todos os acordes se apresentam
conforme as seguintes denominações:
a) ACORDES CONSONANTES: Representam a série de acordes que
ao serem tocados transmitem uma sensação repousante e
harmoniosa. Geralmente são as "posições" mais
fáceis de serem tocadas Portanto, nesta fase do curso, vamos
usar principalmente estes acordes.
b) ACORDES DISSONANTES: Ao contrário dos anteriores, estes
transmitem uma sensação mais tensa, mais chocante
(dando a impressão de pouco harmoniosa). Estes acordes
são utilizados principalmente na execução da
"Bossa Nova" e do "Jazz". Muitas vezes, quando estes acordes
são tocados separadamente, transmitem uma
sensação de "erro", porém, no contexto geral
da música tornam-se agradáveis. Podemos lembrar
também que estes símbolos abaixo são
utilizados para nomear acordes:
M ou + Lê-se maior
+5 " com quinta aumentada
6 " com sexta maior
7 " com sétima (menor) - da dominante
7M " com sétima - Maior
9 " com nona - Maior
m " menor
m6 " menor com sexta
dim ou o " sétima diminuta
m7 " menor com sétima
-9 " com nona menor
Capítulo 9: Acordes Relativos
Existem alguns acordes que são bem difíceis de serem
feitos, alguns usam pestana outros exigem uma abertura de dedo
muito grande, ou seja, tudo que os iniciantes fogem! Para sorte de
vocês, existem acordes que possuem som bem parecido com outro
acorde!
Como os acordes são formados pela PRIMEIRA, TERÇA e a
QUINTA, acordes que possuam a terça e a quinta iguais
sãs chamados de relativas (A primeira nunca será
igual, pois a primeira de qualquer nota é ela mesma,
além disso, se fosse igual seria a mesma nota).
Vejamos as principais notas relativas.
Cifras_________Suas Relativas
A_____________F#m
B_____________G#m
C_____________Am
D_____________Bm
E_____________C#m
F_____________Dm
G_____________Em
Capítulo 10: Inversões
Fazer a inversão de um acorde significa colocar na base
desse acorde, ao invés da nota fundamental, a mediante ou a
dominante. Por exemplo: C é formado por: Dó, Mi e
Sol. Sua primeira inversão, é em Mi, sua segunda
Inversão é em Sol e sua Terceira Inversão
é em Si, e o que isso significa?
Mi, Sol e Si correspondem, respectivamente à TERÇA,
QUINTA e a SÉTIMA de Dó. As inversas devem ser
adicionadas as notas originais, ou, as notas originais devem ter o
baixo na nota inversa.
1º notação
Quando temos algo parecido com X/Y, onde X é uma nota
qualquer e Y é outra nota qualquer
Exemplos:
G/A
Em/B
F#/E
2º Notação:
Quando temos algo parecido com X/N onde X é uma nota
qualquer e N é um número qualquer.
Exemplos:
C/7
D7/9
E7/11
Curso Básico de Violão (parte
04)
por Heberth A.
Conceição
Guia de introdução
ao estudo da música para violão
Parte IV
Capítulo 11:Cifrado
Cifrado é a nomenclatura universal moderna de
hamonização . Onde os nomes das notas são
substituídos por letras .
A (lá) B (si) C (dó) D (ré) E (mi) F
(fá) G (sol)
Acidentes: # (sustenido) aumenta anota meio tom
b (bemol) diminui a nota meio tom
Códigos: m (acorde menor)________+ ou M (acorde maior)
° (acorde diminuto)______ / (acorde com o baixo alterado)
- (acorde diminuído)____Ex. (E/D = Mi maior com o baixo em
Ré)
Capítulo 12:Transporte
O transporte é utilizado para modificar a tonalidade da
música para mais aguda ou para mais grave.
Se a música estiver cifrada muito baixa na
marcação original encaminha-se para a direita
até achar o tom ideal . Quando estiver cifrada muito alta
encaminha-se para esquerda .
Para a direita ----------: mais alto
Para esquerda :--------: mais baixo
Capítulo 13: Baixo
O baixo tem função de reforçar harmoniosamente
as notas graves dos acordes . Todo acorde é formado
pôr três ou mais notas.
1º Tônica 2º Terça 3º Quinta 4º
Dissonância
No baixo contasse as notas da corda MI para a corda sol . No
sentido de aumento de tom. . Na maior parte dos acompanhamentos , o
baixo utiliza a tônica
como a nota preponderante , portanto as outras notas podem ser
utilizadas para fazer um desenho melódico , e com isso obter
um resultado mais colorido no acompanhamento....
DÓ = 33 RÉ = 35 MI = 40 FÁ = 41 SOL = 43
LÁ = 45 SÍ = 32 Esse é um sistema de
números que facilita a identificação da nota ,
ele procede da
Seguinte maneira ,contasse as cordas de baixo para cima dando
números decimais como nome ...
Corda 1 solta = 10 Corda 2 solta = 20 Corda 3 solta = 30 Corda 4
solta = 40 Se a corda 1 estiver pressionada na primeira casa
será 11 se estiver pressionada
Na Segunda será 12 e assim sucessivamente com as outras
cordas.....
Capítulo 14: Escalas
Vamos aprender a construir uma escala de Dó a Dó e
com todos os seus acidentes.
Para isto precisamos saber que entre Mi e Fá - Si e
Dó não há sustenido (#) ou bemol (b),
e que o # e o b ocupam a mesma casa ou seja um Fá #
está localizado na mesma casa
Em que vamos encontrar o Sol b.
Logo temos.
Dó|#|Ré|#|Mi|Fá|#|Sol|#|Lá|#|Si|Dó
ou
Dó|b|Ré|b|Mi|Fá|b|Sol|b|Lá|b|Si|Dó
Mi--|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|
Lá--|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|
Ré--|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|
Sol-|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|
Si--|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|
Mi--|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|
Capítulo 15: Transposição de Tons
A transposição de tonalidade é o meio de fazer
com que uma música que você já tenha
cifrada em casa, mas não consegue cantar por não
conseguir alcançar a tonalidade, possa ser baixada ou
aumentada, em sua tonalidade, de acordo com as suas necessidade,
servindo também para facilitar o trabalho de outros
instrumentistas evitando que
tenha que tocar em tonalidades difíceis de ser
executadas.
Para isso utilizamos a escala.
Dó|#|Ré|#|Mi|Fá|#|Sol|#|Lá|#|Si|Dó
Faremos dois exemplos para a sua compreensão.
EXEMPLO 1
Digamos que, uma música foi feita originalmente nos acordes
Dó - Fá - Sol, mas quando você a executa a sua
voz não alcança algumas notas por serem muito
agudas,
é nesta situação que recorreremos ao uso da
transposição de tonalidade, e trocaremos os acordes
por outros mais graves logicamente.
Usando a escala acima vamos diminuir meio tom ou seja vamos
localizar os acordes
Dó - Fá - Sol na escala e voltar um acorde.
Resultado o acorde Dó passará a ser Si, o acorde
Fá passará a ser Mi e o acorde Sol passará ao
acorde Fá #.
EXEMPLO 2
Digamos que o caso seja inverso, que a música que você
pretende executar é muito grave
e você quer que a melodia se torne mais aguda.
Tomaremos como base os acordes Mi - Lá - Ré, e usando
a escala alteraremos um tom, ou seja duas notas para frente.
Resultado o acorde Mi passará a ser o Fá # o acorde
Lá passará a ser o acorde Si e o acorde Ré a
Mi.
Curso Básico de Violão (parte
05)
por Heberth A.
Conceição
Guia de introdução
ao estudo da música para violão
Parte V
Capítulo 16:Técnicas
* Ligaduras (Legato)
É a ligação de som que aparece entre uma nota
fixa e uma nota solta. Também conhecida como legato,
é uma técnica amplamente empregada em arranjos e
solos. Existem basicamente dois tipos de ligaduras: uma ascendente
e outra descendente, conhecidas respectivamente como Hammer-on e
Pull-of.
Hammer-on (h)
Consiste basicamente em tocar uma nota e fazer a outra soar sem
auxílio da mão direita. A nota ligada será
martelada com um dedo da mão esquerda. Esta nota que vai
soar depois da primeira, vai estar sempre na mesma corda é
em qualquer uma casa acima (ligadura ascendente).
Abaixo temos um exemplo de aplicação de hammer-ons
feito sobre uma escala pentatônica.
e:|--------------------8h10--12----------------|
B:|--------------8h10---------------------------|
G:|---------7h9---------------------------------|
D:|---7h10--------------------------------------|
A:|-----------------------------------------------|
E:|-----------------------------------------------|
Di: 1 4 1 3 2 4 2 4 4
Execução
Para executar o trecho acima, siga a digitação da
mão esquerda representada por "Di". Toque a nota da corda
(D) 7ª casa com o dedo 1, a nota da 10ª casa será
obtida através de uma martelada com o dedo 4. A martelada
deve ser feita sem soltar o dedo 1 da 7ª casa. Depois temos
uma ligadura na corda (G) 7ª casa ligada com a 9ª casa, a
martelada agora é feita com o dedo 3. As outras ligaduras
serão executadas da mesma forma.
Representação
Na tablatura acima temos quatro ligaduras do tipo "Hammer-on",
representadas pela letra "h". Note que o primeiro número
antes do "h" é sempre inferior ao segundo (ligadura para
cima).
Em outras formas de representação em tablaturas,
encontraremos as ligaduras representadas pelo símbolo (_)
entre dois ou mais números. Neste formato não temos
indicado o tipo de ligadura (hammer-on ou pull-of).
Abaixo temos outro exemplo de aplicação de hammer-ons
feito sobre a escala maior de G.
e:|10_12--8_10--7_8--5_7--3_5--2_3_2_0|
B:|-------------------------------------------------|
G:|-------------------------------------------------|
D:|-------------------------------------------------|
A:|-------------------------------------------------|
E:|-------------------------------------------------|
Di: 1 3 1 3 1 2 1 3 1 3 1 2 1
Analisando o exemplo acima, nota-se no trecho final (2_3_2_0) um
conjunto de ligaduras, onde (3_2_0) são descendentes
(Pull-of).
Pull-of (p)
Pull-off é de certa forma o inverso de um hammer-on,
consistem em soltar rapidamente uma nota fazendo com que a mesma
soe solta ou apertada em um traste anterior, sem auxílio da
mão direita. Esta nota que vai soar solta, vai estar sempre
na mesma corda é em qualquer uma casa abaixo (ligadura
descendente).
Neste exemplo temos a aplicação de pull-ofs feito
sobre uma escala pentatônica.
e:|---10p8--------------------------------------|
B:|--------10p8---------------------------------|
G:|-------------9p7------7----------------------|
D:|------------------10--------------------------|
A:|-----------------------------------------------|
E:|-----------------------------------------------|
Di: 4 2 4 2 3 1 4 1
Execução
Para executar o trecho acima siga a digitação da
mão esquerda representada por "Di". Para executar (10p8) o
dedo 2 da mão esquerda deve estar posicionado na 8ª
casa, toque a nota da corda (e) 10ª casa (pressionada pelo
dedo 4) é puxe soltando a nota com o mesmo dedo. O
importante é sempre estar com o dedo da nota anterior
posicionado.
Representação
Na tablatura acima temos três ligaduras do tipo "Pull-of",
representadas pela letra "p". Note que o número antes do "p"
é sempre superior (ligadura para baixo).
No próximo exemplo temos a aplicação de
pull-ons feito sobre a escala maior de G.
e:|--12_10--10_8--8_7--7_5--5_3--3_2_0-----|
B:|-------------------------------------------------|
G:|-------------------------------------------------|
D:|-------------------------------------------------|
A:|-------------------------------------------------|
E:|-------------------------------------------------|
Di: 3 1 3 1 2 1 3 1 3 1 2 1
Obs.:
No início é difícil conseguir um som
satisfatório das notas marteladas ou puxadas, a
técnica de ligaduras exige um bom instrumento, agilidade e
treinamento.
Lick de exemplo
No exemplo abaixo temos a aplicação de hammer-ons e
pull-ofs em uma escala de D maior (desenvolvimento do Ag2 no
5º Tr. dedo 2 na 5ª corda).
Ag3 Ag2
e:|--7h9p7-10--9-7----7------------------------------|
B:|----------------10---10-8-7h8p7---7--------------|
G:|--------------------------------9-----9-7h9p7-/6~|
D:|-----------------------------------------------------|
A:|-----------------------------------------------------|
E:|-----------------------------------------------------|
Di: 1 3 1 4 3 1 4 1 4 2 1 2 1 3 1 3 1 3 1 1
Ag2
e:|------------------------------------------------|
B:|------------------------------------------------|
G:|--6h7p6-9--7-6---6--------------------------|
D:|---------------9-----9-7h9p7-/5--5h7p5-4~|
A:|------------------------------------------------|
E:|------------------------------------------------|
Di: 1 2 1 4 2 1 4 1 4 2 4 2 2 2 4 2 1
Curso Básico de Violão (parte
06)
por Heberth A.
Conceição
Guia de introdução
ao estudo da música para violão
Parte V
Capítulo 16:Técnicas
*Trinados (Trill)
É um tipo de ligadura que envolve uma
combinação de Hammer-ons e Pull-ofs em
seqüência. Os trinados são classificados em
simples e compostos podendo ser de curta ou de longa
distância.
Trinado simples
O exemplo abaixo contém 3 trinados simples de curta
distância.
trill trill trill
e:|--5h8p5----8h10p8----10h12p10--------|
B:|-------------------------------13--10--------|
G:|----------------------------------------------|
D:|----------------------------------------------|
A:|----------------------------------------------|
E:|----------------------------------------------|
Di: 1 4 1 1 3 1 1 3 1 4 1
O trinado simples contém somente uma nota solta, no exemplo
acima os trinados são classificados como de curta
distância, por que são executados somente com a
mão esquerda. Note que neste caso não foi mostrado a
quantidade de vezes que foi executado cada trinado, como no exemplo
abaixo, outro trinado simples a curta distância:
Trill
e:|--5h7p5h7p5h7---/9--7p5---5-----------|
B:|------------------------7---------------------|
G:|----------------------------------------------|
D:|----------------------------------------------|
A:|----------------------------------------------|
E:|----------------------------------------------|
Di: 1 3 1 3 1 3 3 3 1 3 1
No próximo exemplo uma situação comum, um
trinado simples usando uma nota obtida em uma corda solta:
Tr ~~~~~~
e:|------------------------------------------------|
B:|------------------------------------------------|
G:|------------------------------------------------|
D:|------------------2-----------------------------|
A:|-----0-(2)--------------------------------------|
E:|--0----------------------------------------------|
Di: 3 3
Obs.: Nos trinados a curta distância somente a primeira nota
será ferida com a paleta, as outras serão obtidas
através das ligaduras (Hammer-ons e Pull-ofs) usando somente
os dedos da mão esquerda.
Representação
Como exemplificado acima os trinados sempre estão contidos
em seqüências de ligaduras que podem vir acompanhadas da
palavra "Trill" ou do símbolo "Tr ~~~~ ".
Trinado composto
É o trinado que contém mais de uma nota solta:
Tr ~~~~ Tr ~~~~
e:|--8p7p5----10p8p7----10h12-8h10--7h8p7--5--|
B:|----------------------------------------------|
G:|----------------------------------------------|
D:|----------------------------------------------|
A:|----------------------------------------------|
E:|----------------------------------------------|
Di: 4 3 1 4 2 1 1 3 1 3 1 2 1 1
Obs.:
· Os trinados simples são repetições de
ligaduras entre duas notas;
· Os trinados compostos são repetições
de ligaduras entre três ou mais notas;
Trinado à longa distância (Two Hands)
Técnica também conhecida como "Two Hands" utiliza-se
as duas digitações. Utilizar duas
digitações significa tocar a escala no braço
do instrumento com a mão esquerda e direita.
Abaixo temos um exemplo onde a nota indicada por "T" (Tap) e um
"martelado" com o dedo médio da mão direita. A
seqüências de trinado abaixo são todas compostas,
possuem três notas ligadas.
T T T T T
e:|-12-_2h3p2---10-_2h3p2--9-_2h3p2--7-_2h3p2-5-_2h3p2|
B:|-----------------------------------------------------|
G:|-----------------------------------------------------|
D:|-----------------------------------------------------|
A:|-----------------------------------------------------|
E:|-----------------------------------------------------|
Di: (2) 1 2 1 (2) 1 2 1 (2) 1 2 1 (2) 1 2 1 (2) 1 2 1
Execução
Note que as notas marteladas são pull-ofs executados a longa
distância, uma nota na 12ª casa e a outra na 2ª.
Para executar o martelado, martele a nota é realize uma
puxada soltando a nota fazendo-a soar, semelhante ao pull-of.
Representação
Além do símbolo "T" temos também na linha (Di)
digitação da mão esquerda, a
indicação (2) do dedo médio da mão
direita (martelada).
Neste outro exemplo temos vários trinados compostos a longa
distância, os três primeiros são executados 4
vezes cada:
___4x___ ___4x___ ___4x___
T T T
e:|--15p5h7p5-------------------15p5h7p5-------------|
B:|----------------15p5h7p5--------------------------|
G:|--------------------------------------------------|
D:|--------------------------------------------------|
A:|--------------------------------------------------|
E:|--------------------------------------------------|
Di: (2) 1 3 1 (2) 1 3 1 (2) 1 3 1
T T T T T
e:|-3p5h7p5-15p5h7p5-17p5h7p5-18p5h7p5-20p5h7p5-|
B:|-------------------------------------------|
G:|-------------------------------------------|
D:|-------------------------------------------|
A:|-------------------------------------------|
E:|-------------------------------------------|
Di: (2) 1 3 1 (2) 1 3 1 (2) 1 3 1 (2) 1 3 1 (2) 1 3 1
Lick de exemplo
Lick construído sobre uma escala pentatônica, observe
a utilização dos hammer-ons, pull-ofs e
trinados.
e:|8-5----5-----------------------------------------|
B:|-8----8--5--8--5-----5---------------------------|
G:|------------------7-----7--5h7p5---5-------------|
D:|---------------------------------7-----5h7p5----5|
A:|----------------------------------------------7- |
E:|-------------------------------------------------|
Di: 4 1 4 1 4 1 4 1 3 1 3 1 3 1 3 1 1 3 1 3 1
Tr ~~~~
e:|----------------------------------------5----5h8p5|
B:|------------------------------5----5--8---8-----|
G:|-------------------5----5--7----7---------------|
D:|--------5----5--7----7--------------------------|
A:|--(5)/7---7-------------------------------------|
E:|---------------------------------------------- |
Di: 3 1 3 1 3 1 3 1 3 1 3 1 4 1 4 1 4 1
e:|---8/-10h8--------------------------------|
B:|-----------10--8h10p8------8-10~----------|
G:|-----------------------9b-----------------|
D:|------------------------------------------|
A:|------------------------------------------|
E:|------------------------------------------|
Di: 4 4 2 4 2 4 2 3 2 4
Curso Básico de Violão (parte
07)
por Heberth A.
Conceição
Capítulo 17:
Dúvidas Cruciais: Tom, Batida e Ouvido
Muitos usuários me enviam e-mail com diversas
dúvidas, e dentre elas irei enumerar e explicar aqui as
principais que atormentam bastante a vida deles. Mas lembre-se que
é preciso bastante treinamento e paciência para se ter
êxito na execução destas técnicas. Nada
se aprende de uma hora pra outra. Vamos a elas:
1) Como identificar o tom de uma música,
2) Como saber a batida de determinada música
3) Como treinar meu ouvido para uma cifragem correta.
Identificando o Tom
Bom, isso é uma questão meio complicada de explicar,
pois isso depende exclusivamente de você músico. Para
se identificar o tom de uma música, é
necessário, antes de mais nada, dominar os acordes suas
dissonantes e principalmente ter um ouvido bem apurado. Se
você não sabe os acordes e suas
ramificações de nada vai adiantar você querer
identificar o tom de uma canção.
A dica que dou é que depois de fazer um estudo detalhado dos
acordes, procure pegar um CD, escolha uma música e já
na introdução dela tente perceber os acordes usados,
para quando começá-la ficar mais fácil a
identificação. Geralmente as músicas
começam com acordes puros, tipo C G D E F D# Bb e por ai
vai. Vai tocando junto com as músicas todos esses acordes
simples até você perceber com seu ouvido que o tom
está batendo com o acorde que você utilizou.
Mas lembre-se: Você só terá êxito nessa
operação, se o seu violão estiver bem afinado.
Caso contrário, será perda de tempo.
Batidas
Esse é outro quesito com bastante dúvidas. Todos
devem lembrar inicialmente, que hoje em dia não existem mais
músicas que devem ser tocadas por aquela determinada batida.
Por exemplo: Atualmente, não tem regra de que uma
música sertaneja tem que ser tocada com a batida sertaneja e
por aí vai.
Os ritmos estão muito misturados. Hoje, um pagode é
tocado em arpeggio, que é uma batida especialmente pra
músicas românticas. Então o que vocês
devem pensar, é nunca seguir a regra. Procurem utilizar a
batida pra música que está sendo tocada. Não
liguem se o grupo é de forró e tem que tocar a batida
de forró. Hoje, como todas as músicas estão
meio ``comerciais`` os ritmos ficam misturados, e o que é
clássico, pode ser algo romântico. Sei que é
difícil vocês entenderem no início, mas tente
ir tocando junto com a música para vocês perceberem a
batida que será utilizada.
Inventar também é preciso! Não pensem que
só existem aquelas batidas que coloquei no site. Existem
muitas outras e nós devemos ser criativos. Vários
cantores não inventam acordes? E porque não devemos
inventar as batidas? Seria original antes de mais nada. Mas quando
for criar uma batida, crie algo em que haja
sincronização com o tempo da música e com os
acordes.
Treinando meu Ouvido
Essa é uma parte que também depende de cada um. Ter
um ouvido bem apurado é resultado de bastante treinamento e
vontade. Para ser um músico completo, você precisa
identificar os acordes com mais facilidade, pois muitas vezes
você pode estar reunido com amigos em alguma roda de
música e ai quando for pedido pra se acompanharem eles
durante a execução da canção,
você ficará perdido.
Lembre-se que não é só pra cifrar
músicas que precisa ter um ouvido bom, mas também pra
saber tocar junto com os outros em grupos, principalmente quando
for feito algum improviso. Já imaginou se o público
pede uma música fora do repertório e ai um dos
integrantes sabe os acordes e você não sabe. É
nessas horas que o ouvido entra em ação. Você
não pode pensar muito.
Tão logo comece a canção, tente imediatamente
identificar os acordes. Sei que é complicado, mas é
preciso. Faça treinamento com todos os instrumentos
principalmente violão e teclado que têm bastante
ligação.
| Entrevista Exclusiva: OFICINA
G3 Um papo franco e aberto com a maior banda de rock evangélico do Brasil! Por Thiago El Cid Cardim |
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Com quatro discos de ouro na bagagem e um dos maiores guitarristas brasileiros na atualidade em sua formação (Juninho Afram), eles se preparam para as comemorações de suas duas décadas de atividades. Trocamos uma idéia com Duca Tambasco, baixista e arranjador do Oficina, que contou mais detalhes sobre o vindouro disco acústico do grupo e sobre o novo DVD, e ainda soltou o verbo sobre as mudanças no line-up, preconceito e, é claro, religião. A ARCA: Oficinelektracustikamente G3, além do nome complicado, é basicamente acústico. Como vai ser a composição do setlist? Vocês não têm medo que os fãs entendam este projeto como boa parte dos acústicos de bandas tradicionais - que acabam representando uma fórmula desgastada para tentar recuperar parte do prestígio de bandas combalidas e relegadas ao limbo musical? Oficina G3: Bom, pra começar o nome mudou, sutilmente mas mudou (risos). Agora chama-se OficinaElektracusticaG3, o mente caiu (risos). Isso aconteceu depois de uma semana sentindo o feedback da galera por e-mails, e em seguida uma conversa que tivemos com a gravadora. Falando sobre o nome, como ele mesmo sugere, trata-se de um CD eletro-acústico, com violões e guitarras distorcidas, mas com predominância dos violões, sem perder as características progressivas que a gente tanto gosta. Agora com relação ao fato de ser ou não uma formula desgastada, isso não nos preocupa, primeiro porque quando a gente começa a elaborar um trabalho, nós não tratamos isso como um produto. A gente procura colocar nosso coração no projeto e isso torna o trabalho autêntico e honesto. Segundo, eu acredito que quando as pessoas ouvirem o trabalho, notarão que se trata de algo diferente. Mas aí só ouvindo mesmo (risos). A ARCA: O álbum trará ainda três composições inéditas, correto? Elas terão mais a cara do que pode ser ouvido em Além Do Que Os Olhos Podem Ver - considerado até mais pesado do que outrora, mais hard rock e com elementos de progressivo - ou poderão seguir uma linha completamente nova? Oficina G3: Agora serão 5 músicas novas. Elas não soaram pesadas como no Além..., afinal destoaria do resto do trabalho. O que posso adiantar é que elas tocaram profundamente no meu coração e alma. A ARCA: Depois de duas décadas de atividade, ainda existe algum tipo de preconceito, dentro do meio evangélico, com relação a falar de Jesus usando o rock 'n' roll? Oficina G3: Cara, muito menos que há décadas atrás, mas isso não é algo que a gente pode considerar extinto do nosso meio. De vez em quando, ainda aparece alguém contra ou até mesmo se desculpando por ter nos julgado de forma errada, mas nos afeta bem menos do que há tempos atrás. Hoje a gente lida com mais naturalidade, acho que isso também é fruto do amadurecimento da gente. A ARCA: Sei também de muitas pessoas que adoram o Oficina G3, colecionam os seus álbuns e freqüentam os shows e, no entanto, não são evangélicos - aliás, nem sequer cristãos. Como vocês lidam com isso? Acreditam que, de alguma forma, a sua mensagem está atingindo estas pessoas? Oficina G3: É principalmente pra essas pessoas que queremos falar, levando não só musica, mas também uma palavra que vá de encontro ao coração delas. Hoje em dia criam-se muitos rótulos, é cristão, não é, é evangélico, não é, acho que isso mais nos afasta do que nos une. Queremos que as pessoas se sintam bem em nosso meio, independente de religião, posição social, cor - afinal somos todos iguais.
Oficina G3: Nunca, porque pra gente isso é uma grande mentira, nós cremos que o Diabo é o pai da mentira e uma delas é de propagar que é o pai do rock através de pessoas que foram ou são simples fantoches dele. A ARCA: Considerado com justiça um dos quatro melhores guitarristas do Brasil, o Juninho Afram é notadamente um músico idolatrado por parte da garotada do heavy metal que adora nomes como o Kiko Loureiro, do Angra. Além disso, me recordo de ter sido apresentado, ainda adolescente, ao Oficina G3 como sendo uma banda de metal gospel. Isso incomoda vocês - já que, em alguns casos, certas bandas de heavy lidam com temas satânicos e/ou anti-cristãos? Oficina G3: Cara, o que os outros cantam a gente não comenta, só lamenta... Hahahahaha!!! Mas em nada incomoda tocar com bandas desse tipo. Sempre que pintar um evento do tipo, com bandas que tenham uma abordagem diferente da nossa, estamos dentro. Também não temos nenhum problema com o termo metal, embora nosso som não possa ser considerado algo muito próximo ao gênero, ele é tratado com naturalidade dentro da banda, não sendo associado a nada negativo. Agora falando da notoriedade que o Juninho alcançou, acredito que é fruto da seriedade e honestidade com que ele encara a música e o cristianismo. Nós agradecemos a Deus por isso. A ARCA: Por falar nele: com a saída do vocalista PG, Afram assumiu os vocais de vez. Como foi acrescentar esta nova função a um trabalho já complicado? A responsabilidade dobrou? Oficina G3: Com a saída do PG, nós até chegamos a ouvir muita gente, porém ficamos com medo de procurar outra pessoa que não tivesse mentalidade de banda e com o tempo corrêssemos o risco de acontecer tudo outra vez. Daí surgiu a idéia do Juninho, afinal ele já cantava algumas músicas mesmo. A ARCA: Como foi a sua experiência em tocar no Rock in Rio 3? As outras bandas - e o público - respeitaram vocês? Oficina G3: Tocar no Rock in Rio não foi uma de nossas melhores experiências, fomos muito boicotados por lá, porém colhemos bons frutos desse show. Muita gente nos procurou depois do Rock in Rio pra fazer entrevistas. Então não foi de todo uma experiência perdida. A ARCA: Entre 2002 e 2003, o Oficina G3 fez turnês nos EUA, na Itália, no Uruguai, na Argentina e na Suíça. Como é a recepção dos públicos internacionais à sua sonoridade? Como vocês comparariam aos shows realizados no Brasil?
A ARCA: No ano em que se comemoram os 20 anos da banda, este é só o começo, afirma o press release oficial de Oficinelektracustikamente G3. E o que mais nós podemos esperar? Oficina G3: A princípio, estamos empolgados como projeto OficinaElektracusticaG3, acho que vai ser um período legal, mas voltando à ladainha do DVD... hehehe!!! Estamos em negociação mais uma vez com a gravadora, e dessa vez as coisas estão caminhando pra rolar. Orem por nós! |
||||
Curso Básico de Violão (parte
08)
por Heberth A.
Conceição
Guia de introdução
ao estudo da música para violão
Capítulo 18:Agilidade nos Dedos
Estamos de Volta! A partir de agora entraremos na fase final do
Curso de Violão. Nossa intenção não
é apresentar aqui uma infinidade de assuntos pra fazer com
que você iniciante se confunda e sim apresentar de forma
resumida e básica todo um estudo do Violão para que
você saia daqui tocando alguma coisa da melhor forma
possível.
. Bem, mas nesse capítulo tentaremos dar início a uma
série de atividades para que você adquira mais
agilidade nos dedos e nas mãos. Pois lembre-se: Pra
você solar, fazer pestanas e acordes complicados é
importantíssimo que sejá bastante ágil.
Veja abaixo os exercícios que proponho.
Então aí estão :
Este 1° exercício é puramente de
digitação.
Use os dedos 1, 2, 3 e 4 (mão esquerda) alternando a ordem
em que eles são tocados. Na mão direita, use os dedos
I , M e A.
Exemplo:
----------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------
----------------------------------------(1)--(4)--(2)--(3)
--------------------(2)--(3)--(4)--(1)--------------------
(1)--(3)--(2)--(4)----------------------------------------
Continue o exercício trocando a ordem dos dedos.
Tente as seguintes combinações:
1 2 4 3 2 1 3 4 3 1 2 4 4 1 2 3
1 3 4 2 2 1 4 3 3 1 4 2 4 1 3 2
1 4 3 2 2 3 1 4 3 2 1 4 4 2 1 3
Dica
Faça uma série da 6ª corda até a 1ª
indo do começo ao fim do braço do violão.
Comece lentamente e vá aumentando gradativamente a
velocidade à medida que não haja erros.
Voltando agora para a mão direita, faça o
seguinte:
Deixe as cordas soltas e toque dessa maneira
----------A----
-------M-------
-----I---------
---------------
---------------
-P-------------
Toque o polegar na 6° corda e depois seguidamente os dedos I,
M, e A nas 3°, 2° e 1° cordas respectivamente.
O Polegar é tocado de cima para baixo e o restante dos dedos
de baixo para cima, "puxando" as cordas.
Dica
Quando tocar o Polegar faça como se estivesse "empurrando" a
corda para frente e não apertando-a para baixo.
Toque primeiro o polegar na 6° corda mas depois faça o
exercício usando a 5° e 4° cordas.
Comece lentamente e aumente a velocidade quando estiver
seguro.
Tente manter um ritmo ao fazer esse exercício.
Faça também desta maneira:
P I M A M I
Partiremos então para a escala maior:
Outras digitações: Em E (Mi Maior)
-----------------------------------------------2--4--5-----
--------------------------------------2--4--5--------------
-----------------------------1--2--4-----------------------
--------------------1--2--4--------------------------------
-----------0--2--4-----------------------------------------
--0--2--4--------------------------------------------------
Este próximo é em C(dó Maior) e está
dividido em terças, toque uma nota e a próxima
será uma terça acima dela.
--------------------------------------------------------
--------------------------------------------------3---5-
-----------------------------2----4---2---5----4----5---
------2------3---2---5---3-----5------------------------
-3-------5----------------------------------------------
--------------------------------------------------------
Faça esses dois últimos exercícios em todos os
tons indo e voltando
Dedos Mais
Ágeis
por Heberth A.
Conceição
Nesta semana iremos "atacar" o
instrumento com todos os dedos!!!
Preparei vários exercícios para deixar os dedos mais
ágeis e a musculatura da mão mais preparada para o
violão.
Então aí estão :
Este 1° exercício é puramente de
digitação.
Use os dedos 1, 2, 3 e 4 (mão esquerda) alternando a ordem
em que eles são tocados. Na mão direita, use os dedos
I , M e A.
Exemplo:
--------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------
--------------------------------------(1)-(4)-(2)--(3)-
------------------(2)-(3)-(4)--(1)---------------------
(1)-(3)-(2)-(4)----------------------------------------
Continue o exercício trocando a ordem dos dedos.
Tente as seguintes combinações:
1 2 4 3
1 3 4 2
2 1 3 4
2 1 4 3
2 3 1 4
3 1 2 4
3 1 4 2
3 2 1 4
4 1 2 3
4 1 3 2
4 2 1 3
Dica: Faça uma série da 6ª corda até a
1ª indo do começo ao fim do braço do
violão. Comece lentamente e vá aumentando
gradativamente a velocidade à medida que não haja
erros.
Voltando agora para a mão direita, faça o
seguinte:
Deixe as cordas soltas e toque dessa maneira
----------A----
-------M-------
-----I---------
---------------
---------------
-P-------------
Toque o polegar na 6° corda e depois seguidamente os dedos I,
M, e A nas 3°, 2° e 1° cordas respectivamente.
O Polegar é tocado de cima para baixo e o restante dos dedos
de baixo para cima, "puxando" as cordas.
Dica:
Quando tocar o Polegar faça como se estivesse "empurrando" a
corda para frente e não apertando-a para baixo.
Toque primeiro o polegar na 6° corda mas depois faça o
exercício usando a 5° e 4° cordas.
Comece lentamente e aumente a velocidade quando estiver
seguro.
Tente manter um ritmo ao fazer esse exercício.
Faça também desta maneira:
P I M A M I
Partiremos então para a escala maior:
Outras digitações: Em E (Mi Maior)
------------------------------------2--4--5-
-----------------------------2--4--5--------
----------------------1--2--4---------------
---------------1--2--4----------------------
--------0--2--4-----------------------------
-0--2--4------------------------------------
Este próximo é em C(dó Maior) e está
dividido em terças, toque uma nota e a próxima
será uma terça acima dela.
----------------------------------------------------
---------------------------------------------3-----5
----------------------2----4----2----5----4-----5---
----2---3---2---5---3---5---------------------------
-3----5---------------------------------------------
----------------------------------------------------
Faça esses dois últimos exercícios em todos os
tons indo e voltando.
Bom por hoje é só pessoal, anotem as respostas da
última aula:
Escalas Maiores:
A- lá si dó# re mi fá# sol# lá
B- si dó# ré# mi fá# sol# lá# si
D- ré mi fá# sol lá si dó#
ré
E- mi fá# sol# lá si dó# ré# mi
F- fá sol lá sib dó ré mi
fá
Dicas ao
violonista
por Heberth A.
Conceição
1 - A consagração
do instrumento e da vida do instrumentista é muito
importante para o LOUVOR E ADORAÇÃO.
2 - O violonista tem um instrumento de poder e de chefia entre os
outros instrumentos, para isso, deve-se ter uma
preparação profunda do instrumento.
3 - Utilize essa chefia com autoridade do Espírito e com
sabedoria, pois há momentos da música que deve-se
tocar com mais força, e em outros quase nem aparecer o
instrumento. Para isso, deve-se ter sensibilidade musical e
espiritual.
4 - O violão pode ser levado a vários lugares, e
muitas vezes tocado só, sem acompanhamento. Isso exige
técnica e ritmo do instrumentista.
5 - Sabendo usar essa teoria básica, a prática fica
muito mais proveitosa, tanto no ouvir quanto no mover espiritual,
saiba disso.
Dicas de
Harmonização
por Heberth A. Conceição
Para treinar os encadeamentos
(seqüências de acordes), sugerimos a seguinte
formação:
C - C/G - Am - Am/G - F - C/E - Dm - Dm/C - C/G - E4 - E -
E/G#
Note que as notas vão decrescendo pelo baixo, ou seja,
vão ficando mais graves.
Veja o contrário agora, em Lá menor (Am)
Am7 - Am/C - Dm7 - D#º - C/E - A75+ - D79 - G713 - C7M9
Outras sugestões de encadeamento.
Em dó menor
Cm - Dm75m - G4 - G - Bbm6 - C74sus - C7 - Fm - Fm7M - Fm7 - Bb5+ -
Eb7M - Ab7M - Dm5-7 - G4 - G - Cm9
Usando pontes diminutas
C - C#º - Dm - G - G#º - Am - F - F#º - G - Cº
- C
Sem o uso de pontes diminutas
C - Dm - G - Am - F - G - C
Substituições:
Sempre é bom dar um toque clássico nos acordes quando
estamos executando-os, mas sem exagero, claro.
Sugerimos que, numa música em D (Ré maior), por
exemplo:
Hino:
Há um lindo país.
D Em A
No mundo a gente chora de tristeza
D A
No mundo a gente ri prá não chorar
D Em A
O mundo não conhece o que é o amor
D A
O mundo não conhece o que é paz.
G A D Bm
Há um lindo país, onde existe o amor
Em A D D7
Onde não há guerras e nem dor
G A D Bm
Há um lindo país, onde existe o amor
Em A D A
Onde não há guerras e nem dor
Sugerimos a troca por:
D D#º Em7 A/G
No mundo a gente chora de tristeza
Em/D Em/Db A D/E G/A
No mundo a gente ri prá não chorar
D D#º Em7 A/G
O mundo não conhece o que é o amor
Em/D Em/Db A D D#º7 D97M
O mundo não conhece o que é paz.
G7M A/G F#m7 Aº7
Há um lindo país, onde existe o amor
Em7 A7M Am7 Dº
Onde não há guerras e nem dor
G7M A/G F#m7 B7
Há um lindo país, onde existe o amor
G/A D9 Final: G/A - F#m7 - Em7 - Aº - D7M
Onde não há guerras e nem dor
Dicas e ensinamentos para
violonistas
por Heberth A.
Conceição
Cifrado
Cifrado é a nomenclatura universal moderna de
hamonização . Onde os nomes das notas são
substituídos por letras .
A (lá) B (si) C (dó) D (ré) E (mi) F
(fá) G (sol)
Acidentes: # (sustenido) aumenta anota meio tom
b (bemol) diminui a nota meio tom
Códigos: m (acorde menor) + ou M (acorde maior)
° (acorde diminuto) / (acorde com o baixo alterado)
- (acorde diminuído) Ex. (E/D = Mi maior com o baixo em
Ré)
Transporte
O transporte é utilizado para modificar a tonalidade da
música para mais aguda ou para mais grave.
Se a música estiver cifrada muito baixa na
marcação original encaminha-se para a direita
até achar o tom ideal . Quando estiver cifrada muito alta
encaminha-se para esquerda .
Para a direita ----------: mais alto
Para esquerda :--------: mais baixo
Baixo
O baixo tem função de reforçar harmoniosamente
as notas graves dos acordes .
Todo acorde é formado pôr três ou mais
notas.
1º Tônica 2º Terça 3º Quinta 4º
Dissonância
No baixo contasse as notas da corda MI para a corda sol . No
sentido de aumento de tom. . Na maior parte dos acompanhamentos , o
baixo utiliza a tônica como a nota preponderante , portanto
as outras notas podem ser utilizadas para fazer um desenho
melódico , e com isso obter um resultado mais colorido no
acompanhamento....
DÓ = 33 RÉ = 35 MI = 40 FÁ = 41 SOL = 43
LÁ = 45 SÍ = 32
Esse é um sistema de números que facilita a
identificação da nota , ele procede da seguinte
maneira ,contasse as cordas de baixo para cima dando números
decimais como nome ...
Corda 1 solta = 10 Corda 2 solta = 20 Corda 3 solta = 30 Corda 4
solta = 40
Se a corda 1 estiver pressionada na primeira casa será 11 se
estiver pressionada
Na Segunda será 12 e assim sucessivamente com as outras
cordas.....
Escalas
Vamos aprender a construir uma escala de Dó a Dó e
com todos os seus acidentes.
Para isto precisamos saber que entre Mi e Fá - Si e
Dó não há sustenido (#) ou bemol (b), e que o
# e o b ocupam a mesma casa ou seja um Fá # está
localizado na mesma casa em que vamos encontrar o Sol b.
Logo temos.
Dó|#|Ré|#|Mi|Fá|#|Sol|#|Lá|#|Si|Dó
ou
Dó|b|Ré|b|Mi|Fá|b|Sol|b|Lá|b|Si|Dó
Mi--|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|
Lá--|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|
Ré--|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|
Sol-|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|
Si--|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|
Mi--|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|
Transposição de Tons
A transposição de tonalidade é o meio de fazer
com que uma música que você já tenha cifrada em
casa, mas não consegue cantar por não conseguir
alcançar a tonalidade, possa ser baixada ou aumentada, em
sua tonalidade, de acordo com as suas necessidade, servindo
também para facilitar o trabalho de outros instrumentistas
evitando que tenha que tocar em tonalidades difíceis de ser
executadas.
Para isso utilizamos a escala.
Dó|#|Ré|#|Mi|Fá|#|Sol|#|Lá|#|Si|Dó
Faremos dois exemplos para a sua compreensão.
EXEMPLO 1
Digamos que, uma música foi feita originalmente nos acordes
Dó - Fá - Sol, mas quando você a executa a sua
voz não alcança algumas notas por serem muito agudas,
é nesta situação que recorreremos ao uso da
transposição de tonalidade, e trocaremos os acordes
por outros mais graves logicamente.
Usando a escala acima vamos diminuir meio tom ou seja vamos
localizar os acordes Dó - Fá - Sol na escala e voltar
um acorde.
Resultado o acorde Dó passará a ser Si, o acorde
Fá passará a ser Mi e o acorde Sol passará ao
acorde Fá #.
EXEMPLO 2
Digamos que o caso seja inverso, que a música que você
pretende executar é muito grave e você quer que a
melodia se torne mais aguda.
Tomaremos como base os acordes Mi - Lá - Ré, e usando
a escala alteraremos um tom, ou seja duas notas para frente.
Resultado o acorde Mi passará a ser o Fá # o acorde
Lá passará a ser o acorde Si e o acorde Ré a
Mi.
Escala
menor
por Heberth A.
Conceição
Além da escala maior, o
tipo de escala mais comum é a menor. A principal
diferença entre uma escala maior e uma menor é o
intervalo entre a 1.ª e a 3.ª nota. Numa escala maior, o
intervalo é de dois tons (uma terça maior), ao passo
que, numa escala menor, ele é de um tom e um semitom (uma
terça menor). Há três tipos diferentes de
escala menor.
MENOR NATURAL
A escala menor mais comum é a chamada menor natural, que
apresenta estes intervalos a partir da nota-raiz Tom - Semitom -
Tom - Tom - Semitom - Tom - Tom. Na escala de C, as notas
são C, D, Eb, F, G, Ab, Bb e C.
RELAÇão ENTRE A ESCALA MAIOR E MENOR NATURAL
Existe uma relação singular entre a escala menor
natural e a maior que pode tornar muito fácil descobrir as
notas de uma menor natural desde que você saiba tocar uma
escala maior.
Cada uma das doze escalas maiores possui sua própria escala
menor natural relativa. Esta escala menor toma a sexta nota da
escala maior como sua raiz e mantém o mesmo padrão de
intervalos da escala maior em direção à
oitava. Por exemplo, como você já sabe, as notas da
escala maior de C, são: C, D, E, F, G, A, B e C. A escala
menor relativa tem início a partir da sexta nota da escala
maior de C (neste caso o A) e utiliza a seqüência A, B,
C, D, E, F, G e A.
Se você tocar essas duas seqüências de escala uma
após a outra, irá verificar que, embora tenham as
mesmas oito notas, as características tonais das duas
são muito distintas.
A ESCALA MENOR HARMÔNICA
A escala menor harmônica difere da escala menor natural no
fato de que a sétima nota é sustenida - ou seja,
é acrescida de um semitom. Essa mudança cria uma
alteração significativa no sabor e no fluxo do som.
As notas na escala menor harmônica apresentam a seguinte
série de intervalos a partir da nota raiz: Tom - Semitom -
Tom - Tom - Semitom - Tom+Semitom - Semitom. No tom de C as notas
usadas são: C, D, Eb, F, G, Ab, B e C.
A ESCALA MENOR MELÓDICA
A menor melódica, a terceira das escalas menores, difere da
menor natural no fato de que a sexta nota é acrescida de um
semitom. A escala menor melódica foi criada com este
conjunto de intervalos a partir da raiz: Tom - Semitom - Tom - Tom
- Tom - Tom - Semitom. No tom de C, as notas são: C, D, Eb,
F, G, A, B e C. Ela também se diferencia porque, ao tocar
uma escala menor descendente, as notas da escala menor natural
são sempre usadas.
Escalas
diatônicas
por Heberth A.
Conceição
Você já deve estar
craque na teoria das escalas, pois esta será
importantíssima para a compreensão do tema que
veremos à seguir.
Primeiramente, o que seria uma escala diatônica?
Antes de responder a essa pergunta é necessário a
compreensão de um conceito mais refinado de semitom:
Existem dois tipos de semitons:
Semitom diatônico: é o semitom é formado por
duas notas diferentes, por sons sucessivos.
Exemplo: de E para F. É um intervalo de meio tom (st), mas
formado por duas notas diferentes.
Semitom Cromático: é aquele formado por notas de
mesmo nome, mas com entoação diferente.
Exemplo: de C para C#. É um intervalo de meio tom com notas
de mesmo nome, porém com entoação (som)
diferente.
Tendo entendido isso (se não entendeu volte) o resto fica
fácil.
A escala diatônica nada mais é que a escala que
você aprendeu a fazer com aquela regrinha da
lição anterior.
RESUMINDO
Escala Diatônica é aquela que as notas não se
repetem, ou seja têm as 7 notas musicais.
Agora você deve estar morrendo de raiva (ou talvez
não) por eu só ter dito isso agora. Bom eu não
os culpo, mas se eu fosse deixar pra explicar isso antes de
explicar a teoria geral das escalas ia ser mais
difícil.
DETALHE IMPORTANTÍSSIMO:
Essa escala, A ESCALA DIATÔNICA, também é
conhecida como ESCALA MAIOR. Esse detalhe é importante para
a compreensão de assuntos posteriores.
Escalas
Maiores
por Heberth A.
Conceição
As escalas maiores são
formadas pela seguinte fórmula: | tom tom 1/2 tom tom tom
1/2 | Vamos à prática: comecemos pela Escala Maior de
Dó (C), por ser a mais simples. Lembra-se das 12
notas?
C-C#-D-Eb-E-F-F#-G-Ab-A-Bb-B-C-C#-D-Eb-E-F-F#-G-Ab-A-Bb-C...etc
Começando pelo C, seguindo a fórmula, temos:
I II III IV V VI VII VIII
C.. D.... E...... F... G.. A .....B....... C
Fácil, não? O I grau é a Tônica (root,
raiz), que dá o tom da Escala. O II grau vem, pela
fórmula, depois de um intervalo de 1 tom, ou dois 1/2 tom.
Procure na sequência de notas. Achamos o D. O III grau, mais
1 tom (dois 1/2) - acharemos o E. O IV, só 1/2 tom - teremos
o F, e assim por diante. TODAS as escalas maiores são
construídas dessa forma. Usamos a de C como primeira, porque
ela não apresenta acidentes - sustenidos (#) ou
bemóis (b).
Vejamos a de Sol (G):
I II III IV V VI VII VIII
G ..A..... B .....C... D.. E... F#...... G
Notou que agora temos o Fá sustenido (F#)? Mas a
fórmula continua a mesma:
tom,tom,1/2,tom,tom,tom,1/2. Comece pela tônica e confira.
Pegue um lápis e papel e tente construir as outras. Procure
memorizar a fórmula.
Escalas Menores
Naturais
por Heberth A.
Conceição
As escalas menores naturais
são derivadas das Escalas Maiores, a partir do seu VI grau,
mantendo-se os intervalos. Vamos ver a escala maior de C:
I II III IV V VI VII VIII
C D E F G A B C
O seu VI grau é A (Lá). Então vamos separar a
de Am (Lá menor): C D E F G A B C D E F G ...
Teremos então:
I II III I